Caros amigos e amigas,
Gen Bda R1 Rocha Paiva
Esta é a quarta de uma série de mensagens com respostas a interpelações de esquerdistas quanto ao regime militar, luta armada, anistia e Comissão (da Omissão) da Verdade, fruto de vários debates e entrevistas em que participei.
4. Por que as Forças Armadas (FA) não pedem perdão à nação pelas violências cometidas no regime militar?
Resposta.
DESCULPAS DAS FA?
As FA cumpriram o seu dever de defender o Estado, a nação, os poderes constitucionais, a lei e a ordem contra grupos armados foras da lei, que tentavam implantar uma guerra civil revolucionária e uma ditadura totalitária comunista no Brasil.

Cobrar desculpas só de um lado é incoerência ou hipocrisia. 
 
Por que não cobrá-las, também, do PCdoB, PCB e de muitos líderes políticos, inclusive atuais:
- pelas violações que cometeram para implantar uma ditadura;
- por terem atrasado a redemocratização cerca de dez anos; e
- criado um conflito que enlutou tantas famílias? 
Essa esquerda não tem legitimidade para fazer tal cobrança de quem a derrotou e a anistiou, ao invés de promover um banho de sangue como ela faria, pois foi assim nos conflitos onde o socialismo venceu.
A nação nunca exigiu desculpas das FA e nunca houve necessidade de reconciliá-la com as FA. Elas são as Instituições de maior credibilidade, inclusive após o regime militar.
O Estado optou por reconhecer excessos cometidos por alguns agentes e indenizou suas vítimas, mas foi injusto e parcial por não indenizar as vítimas feitas pela luta armada.
Como as FA são Instituições de Estado, elas não têm mais que se manifestar a respeito de pedidos de desculpas. 
 
UMA GUERRA REVOLUCIONÁRIA É UM MAL QUE DEVE SER CORTADO NA RAIZ
Na Colômbia, foram mais de 200 mil mortos desde os anos 1960.
Na América Central, cerca de 300 mil mortos entre 1980 e 1995.
No Peru, Argentina, Uruguai e Chile foram milhares ou dezenas de milhares de mortos nos anos 1970. 
Você queria que o Brasil tivesse vivido o mesmo drama desses países? Gostaria que seu filho fosse convocado pelo Exército para combater uma guerrilha ao invés de estudar e estar com a família?
O regime militar cortou esse mal na raiz.  
Foram cerca de 500 mortos, sendo 400 da esquerda armada. Um alto custo para poucas famílias, mas muito baixo para a Nação. 
 
Gen Bda R1 Rocha Paiva

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