Caros amigos e amigas,
Gen Bda R! Rocha Paiva
Esta é a quinta de uma série de mensagens com respostas a interpelações de esquerdistas quanto ao regime militar, luta armada, anistia e Comissão (da Omissão) da Verdade, fruto de vários debates e entrevistas em que participei.
5. O regime militar foi uma ditadura.
RespostaO REGIME MILITAR NÃO ERA DEMOCRACIA NEM DITADURA, AMBAS DIFÍCEIS DE CONCEITUAR COM PRECISÃO
Era um regime de exceção como os próprios Presidentes reconheciam ao manifestarem a necessidade de redemocratização do país.

Autoritário por limitar as liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria
 
Havia eleições livres e um partido de oposição - o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). 
A plataforma do MDB era democracia já, enquanto a do partido de governo, a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), era a redemocratização gradual e segura (sem retrocesso). Jornais, revistas, músicas, festivais da canção e peças teatrais criticavam o governo. Livrarias vendiam obras de linha marxista.
Liberdades impensáveis em um regime ditatorial totalitário, como o que a luta armada queria implantar.
A VERDADE QUE A ESQUERDA SOCIALISTA OMITE 
A luta armada não teve o reconhecimento de nenhuma democracia de que lutasse por liberdade ou representasse parcela do povo brasileiro. 
 
Quem queria a redemocratização era a sociedade, a oposição legal e os governos militares, como declararam todos seus presidentes.
 
A redemocratização não foi uma conquista da luta armada. É um engano considerá-la vitoriosa porque alguns militantes ocupam, hoje, posições importantes.
Eles não ascenderam pela força das armas e sim como cidadãos com direitos assegurados na anistia concedida pelo próprio regime militar. 
Abandonaram a luta armada, derrotados, e se submeteram às normas democráticas, reintegrando-se à sociedade na forma da lei, como exigiam a Nação e o Estado.  
Gen Bda R1 Rocha Paiva

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