Caros amigos e amigas,
Gen Bda R1 Rocha Paiva
Esta é a décima segunda e última da série de mensagens com respostas a interpelações de esquerdistas quanto ao regime militar, luta armada, anistia e Comissão (da Omissão) da Verdade, fruto de vários debates e entrevistas em que participei.
12. A Comissão da Verdade não precisaria investigar os crimes dos militantes e grupos armados da luta armada, pois todos eles já tinham sido esclarecidos e os militantes julgados e condenados.
Resposta
Como já constou em mensagem anterior: "É um engano achar que todos eles [militantes] foram julgados e condenados.
Nem todos foram presos, alguns foram libertados em troca da vida de sequestrados, e se refugiaram em outros países, e há os que não foram julgados por todos os crimes que cometeram, pois não se conhece até hoje a autoria de vários crimes da luta armada. Além disso, existem os que não executaram os crimes, mas participavam do planejamento, da logística, da inteligência e da formação de pessoal e são responsáveis pelos mesmos crimes dos executantes". 
 
 
A COMISSÃO (DA OMISSÃO) DA VERDADE [C(o)V] CONTRARIOU A LEI QUE A INSTITUIU
 
Pela lei, a CV deveria ser composta de forma pluralista e não poderia participar quem não pudesse trabalhar com imparcialidade. Portanto, a lei não poderia determinar que a presidente 
 
 
da República - Dilma Rousseff - indicasse os membros da Comissão. Uma militante da luta armada não tinha isenção para indicá-los, por isso, a Comissão foi totalmente de esquerda.
 
A indicação dos membros deveria ser por um grupo de Congressistas de diferentes partidos. Perdeu-se a pluralidade e a imparcialidade, portanto, a credibilidade e a legitimidade da 
Comissão.  
 
A finalidade da C(o)V, na lei, era: Esclarecer as violações de DH praticadas no período 1946 a 1988, para efetivar o direito à memória e à verdade histórica e 
promover a reconciliação nacional.
 
Não restringia as investigações apenas aos agentes do Estado. A CV alterou a lei do Congresso Nacional, à sua revelia, ao restringir seu escopo. Foi-se a legalidade da Comissão.
 
 
Quanta hipocrisia: "efetivar o direito à verdade histórica" com uma CV de esquerda, sem nenhum historiador e quase todos juristas. Além disso, é surrealismo pensar em necessidade de 
reconciliação nacional depois de mais de 30 anos da redemocratização. Ficou mais do que claro o revanchismo faccioso.        
 
Por não investigar os crimes da luta armada a C(o)V não cumpriu a lei: Art. 3º; VII: reconstrução dos casos de graves violações de DH para se 
prestar assistência às vítimas. As vítimas da luta armada também tinham direito de conhecer os responsáveis por suas sequelas e receberem assistência do Estado.
 
O relatório da CV não teve credibilidade, pois ela cometeu o absurdo de investigar apenas um dos lados do violento conflito, onde ambos cometeram violações aos DH. Ao não 
esclarecer quase nada além do que já constava em dezenas de livros, particularmente da esquerda socialista, fez um relatório faccioso, responsabilizando autoridades desde os mais 
altos escalões, a fim de se auto promover e tentar justificar dois anos de grandes despesas ao tesouro. As tentativas de envolver o governo militar nas mortes de Jango e JK tiveram 
resultados que colocaram a Comissão na berlinda, mas a mídia se calou inexplicavelmente, talvez envergonhada por ter turbinado iniciativa tão ridícula da C(o)V 
 
Gen Bda R1 Rocha Paiva
 
 

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