Fonte A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Autor Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra - 13ª ed 
Em 10 de janeiro de 1964, o secretário-geral do PCB, Luís Carlos Prestes, foi a Moscou informar a Nikita Kruschev o andamento dos planos acordados em 1961. Informou a Kruchev que “os comunistas brasileiros estavam conduzindo os setores estratégicos do governo federal e preparavam-se para tomar as rédeas”.
Prestes pintou um quadro propício ao desencadeamento da revolução, subestimando a reação e superestimando os meios disponíveis:
- poderoso movimento de massas, mantido pelo Partido Comunista  pelo poder central;
- um Exército dominado por forte movimento democrático e nacionalista;
- oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir, pela força, um governo nacionalista e antiimperialista; e
 
- luta pelas reformas de base.     
“No Brasil o potencial revolucionário é enorme. Se pega fogo nessa fogueira, ninguém poderá apagá-la” (disse Mikhail Suslov, ideólogo do Partido Comunista da União Soviética).
A exemplo de 1935, a revolução começaria pelos quartéis. O dispositivo
militar seria o grande trunfo.
Os comunistas brasileiros nunca estiveram tão fortes quanto em 1964.
Só que, como acontecera em 1935, Prestes transmitira a Moscou uma
impressão excessivamente otimista com relação ao apoio militar e ao
apoio do povo.
Enquanto isso, Fidel Castro, sob os olhos complacentes de Moscou,
adiantou recursos a Leonel Brizola para a insurreição político-militar.
Em 13 de março de 1964, foi realizado um comício defronte à Central
do Brasil, no Rio de Janeiro, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro.
Naquela ocasião, o presidente anunciou um elenco de mensagens
radicais a serem enviadas ao Congresso. Em torno do palanque, guardado
por soldados do Exército, os participantes trazidos em trens gratuitos
e ônibus especiais, aplaudia, com bandeiras vermelhas e cartazes que
ridicularizavam os “gorilas” do Exército.
No dia 19 de março de 1964, uma das maiores demonstrações populares,
a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, percorreu as ruas de
São Paulo. Maria Paula Caetano da Silva, uma das fundadoras da União
Cívica Feminina, foi a principal organizadora da passeata. A Marcha
partiu em direção à Catedral da Sé, com cerca de um milhão de pessoas.
A manifestação foi uma resposta da população civil ao restabelecimento
da ordem e dos valores cívicos ameaçados.

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