A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 13ª ed - Autor Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra 

“A marcha foi uma reação à baderna que estava tomando conta do País. Não podíamos deixar as coisas continuarem do jeito que estavam, sob o risco de os comunistas tomarem o poder”, dizia Maria Paula.
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2001200404.htm)
Falava-se, abertamente, que, a partir de 1° de maio, o Brasil estaria completamente comunizado.
A crise econômica, marcada por inflação desenfreada, era favorável à situação revolucionária. Os meios de comunicação social - jornais, rádios, peças teatrais, músicas, etc -, infiltrados por comunistas, conclamavam à subversão.
Poucos dias mais tarde, em 25 de março, um grupo de marinheiros indisciplinados, sob a liderança de José Anselmo dos Santos, o “cabo”Anselmo, em uma reunião no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, revoltou-se.
 
Em 30 de março, o presidente da República compareceu, no Automóvel Clube do Brasil, a uma assembléia que reuniu dois mil sargentos. Ouviu,passivamente, os discursos inflamados que atentavam contra a hierarquia e disciplina militar.

Dias decisivos
A situação apontava para o caos, tudo com a conivência de um presidente fraco, sem discernimento, ansioso por  manter o poder, custasse o que custasse:
- 3 de março de 1964 - estudantes impediram a aula inaugural do reitor da Universidade Federal da Bahia, Clemente Mariani;
- 13 de março de 1964 - comício na Central do Brasil;
- 19 de março de 1964 - Marcha da Família com Deus pela Liberdade / SP;
- 25 de março de 1964 - reunião dos marinheiros no Sindicato dos Metalurgicos;
- 26 de março de 1964 - Marighella declara: “O partido precisa se preparar, pois está em vias de assumir o poder”;
- 30 de março de 1964 - encerra-se, em Goiânia, o Sexto Ciclo sobre Marxismo, conduzido pelo comunista Jacob Gorender e realizado pelo DCE, com apoio da Reitoria da Universidade Federal de Goiás. Jacob Gorender
estivera na URSS por dois anos, voltando em 1957;

 

- 30 de março de 1964 - assembléia dos sargentos, na sede do Automóvel Clube do Rio de Janeiro-
31 de março de 1964 - o comandante da 4ª Região Militar, sediada em Juiz de Fora, MG, iniciou a movimentação de tropas em direção ao Rio de Janeiro.
Apesar de algumas tentativas de resistência, o presidente Goulart reconheceu a impossibilidade de oposição ao movimento militar que o destituiu.
Em documento de autocrítica posterior à revolução, intitulado “Esquema para Discussão”, editado ainda em 1964, o Partido Comunista afirma: “... incorremos em grave subestimação da força do inimigo e não estávamos preparados para enfrentar um golpe da direita...”
“Acreditávamos em uma vitória fácil, através (sic) de um simples pronunciamento do dispositivo de Goulart, secundado pelo movimento de massas.”
“Absolutizamos (sic) a possibilidade de um caminho pacífico e não nos preparamos para enfrentar o emprego da luta armada pela reação.”
As condições “objetivas e subjetivas” para a tomada do poder, sem nenhuma dúvida, estavam presentes. Bastava somente um fato, político ou não, para que as coisas se precipitassem. Era tudo questão de mais dia ou menos dia.
Um gigante, porém, acordou de seu sono e trouxe a reação de que a Nação precisava.
Com precisão cirúrgica e, por isso, sem derramamento de sangue, o Exército Brasileiro, com o apoio das Forças Armadas co-irmãs, partiu ao encontro dos verdadeiros anseios do povo, livrando a Nação das garras dos comunistas e impondo-lhes nova e acachapante derrota.
Recordar os momentos da reação é trazer de volta emoções que passaram a ditar meus atos, a partir daí.
Tinha a mais nítida convicção de ter escolhido o lado certo: o do Brasil livre e soberano.
Fontes:
- TORRES, Raymundo Negrão. Fascínio dos anos de chumbo.
- http://cadete.aman.ensino.eb.br/histgeo/HistMildoBrasil/nov55_64/
12DiasDec., com a presença de Goulart, que fez discurso de incitamento à indisciplina; e
 

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