Lula é a Força ou a Forca do Povo?
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
O Brasil é um País ingovernável sob hegemonia do Crime Institucionalizado. A corrupção é sistêmica. O debate democrático inexiste ou é pobre, focado em conceitos errados. O radicalismo é a tônica do discurso. A intolerância dirige as atitudes políticas. Seguimos prisioneiros das idéias equivocadas e das ideologias fora do lugar. A violência se banaliza, assume tons populistas e sai de controle. A mera repressão não fecha a fábrica de bandidos – tanto do colarinho branco quanto da ala pé-de-chinelo.
A visão culturalmente dependente do Estado-Ladrão nos empareda. Somos presas fáceis da cultura da roubalheira. O modelo Capimunista Rentista se reinventa. Os poderes, no máximo e a contragosto, aceitam reformas. Não querem transformações estruturais. O ritmo da desintegração forçará as mudanças. A Intervenção Institucional é imprescindível. Mas só acontecerá se houver um debate para formular um inédito Projeto Estratégico para o Brasil, com base na Segurança do Direito e que defina rumos à Nação. Do contrário, a bagunça pode abrir caminho para algum golpe populista, extremista.
 
A Constituição de 1988 caducou. Quase nada se revolve pacificamente, com base no cumprimento estrito e consciente da Lei. Isto é inviável em função do regramento excessivo. Em vez de cumprir, interpreta-se a legislação. Roubalheira e impunidade temperam as relações públicas e privadas. Tal vício gera a judicialização de tudo, sobretudo a mais perigosa delas, a da política. A guerra de todos contra todos os poderes é derivada da avacalhação do processo político – que deveria ser o legitimador da prática republicana nas relações entre as pessoas, empresas e a máquina estatal.
O Brasil é uma piada pronta e sem graça. Apesar de todo o desgaste de imagem, na base do clientelismo que compra votos (de parlamentares e eleitores), Michel Temer tem grandes chances de seguir na Presidência. A tendência é que a base aliada conseguirá impedir que a Procuradoria Geral da República receba autorização da Câmara dos Deputados para que o Presidente da República seja processado por corrupção passiva no Supremo Tribunal Federal. Em meio a novas denúncias com mais delações premiadas, Michel Temer seguirá até seu fim. O problema é que no meio do caminho tem uma eleição.
O PT, que alguns ingênuos davam como acabado e morto, volta a fazer o que mais sabe: oposição destrutiva. No meio do caos político, econômico e moral, em vez de ficar acuado pela primeira condenação judicial e por outras que virão pela frente, o mito decadente Luiz Inácio Lula da Silva parte para a ofensiva. A petelândia o lança candidato à Presidência em 2018. O presidenciável-presidiável vem com tudo.
Se não houver um problema de saúde no meio do caminho, a candidatura dele será oficializada pela Convenção do PT que acontecerá até junho de 2018. Dificilmente, será julgado antes de agosto do ano que vem o recurso que pode ou não confirmar a condenação imposta por Sérgio Moro. Mesmo que seja condenado, recursos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal permitirão que Lula concorra. Ele ainda tem muito voto no Norte/Nordeste, porém sua rejeição no resto do País é imensa e pode lhe ser eleitoralmente fatal. Ganhando ou perdendo, Lula desmoraliza e radicaliza o processo eleitoral.
A marketagem já viraliza nas redes sociais versões renovadas do forró que vende “Lula de novo, com a Força do Povo”. A falta de criatividade, combinada com o discurso marcadamente mentiroso do populismo, repete o slogan que o PT roubou, anos atrás, das campanhas do falecido Leonel de Moura Brizola. O caudilho gaúcho foi o primeiro a ser vendido imageticamente como “a Força do Povo”. Poucos até se lembram que Brizola foi vice de Lula na eleição que a dupla perdeu para Fernando Henrique Cardoso.
A tentativa de retorno de Lula à Presidência se torna patética porque os culpados e responsáveis diretos pelo atual caos brasileiro são ele e seus partidos aliados (principalmente o PMDB que esteve em todos os governos desde a proclamação golpista da Nova República em 1985). Lula pode ser tudo, exceto “a força do povo”. Na verdade, tudo que seu modus desgovernandi preparou foi “a forca do povo”. O corrupto populismo nazicomunopetralha – tendo Michel Temer como grande parceiro de articulações políticas e econômicas – arrasou a economia. Lula e Temer são assassinos da esperança do povo brasileiro.     
Lava Jato e afins não conseguem caçar e punir corruptos no tempo necessário. Assim, o crime institucionalizado se reinventa e já está prontinho para vencer a próxima eleição presidencial. Como não houve, e nem há previsão, de uma mudança estrutural no curto prazo, as crises política, econômica e moral persistirão com os agravantes das explosões incontroláveis de violência (com sinais de terrorismo) e a desestruturação da economia brasileira (o agronegócio e os bancos, até outro dia considerados sustentáculos, começam a apresentar problemas que tendem a se agravar).
Assim caminha o Brasil: mais para forca do que para força do povo. A má gestão pública, misturando incompetência e roubalheira, continua... Apenas uma inédita Intervenção Institucional, com apoio da Forças Armadas, poderia mudar este cenário. Não há sinais de que a salvação virá com apoio das cúpulas militares – que se limitam a acompanhar as crises, burocraticamente, na aparente segurança dos quartéis. O impasse é: militar não existe para dar golpe, porém também não deve aceitar golpes criminosos passivamente.
O Brasil é uma grande piada pronta - prestes a animar um velório de proporções inimagináveis. O Estado-Ladrão e seus bandidos associados são a forca de um povo que não pode contar, na prática, com um braço forte para conter a mão inimiga da corrupção. É justamente por isto que Temer não deve cair e Lula vem com tudo para disputar o trono do Palácio do Planalto em 2018.
 

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