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Categoria: Luta armada
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Caro leitor,
Demorou bem mais do que deveria, mas o terrorista italiano Cesare Battisti finalmente confessou seus crimes.
Battisti admitiu ter participado diretamente de quatro assassinatos na Itália, nos anos 1970, quando cerrava fileiras no grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo.
Este é o desfecho tão esperado pela Itália e pelos italianos ─ de todos os matizes políticos ─, que lutavam por justiça havia muitos anos.
E também um capítulo vergonhoso da história política do Brasil ─ que nos remete aos governos do PT.
Após ser condenado em seu país, Battisti passou décadas foragido. Passou por México, França e Brasil.
Foi aqui que o italiano conquistou o status de refugiado político do então ministro da Justiça petista, Tarso Genro.

A decisão foi referendada por Lula no último dia de seu segundo mandato, no final de 2010.

O então presidente chancelou a permanência no Brasil de um criminoso condenado na Itália.

Mesmo sob fortes críticas da comunidade internacional e ao custo de prejuízo às relações diplomáticas com um país “amigo”.

Muito antes da confissão de Battisti, o repórter Duda Teixeira já havia revelado detalhes dos crimes que levaram o terrorista italiano a se refugiar no Brasil.

A reportagem, intitulada “Battisti, o sanguinário”, foi publicada na edição 34 da Crusoé.

É um texto escrito com riqueza de detalhes. Chocante e demolidor.

Vale a pena ser lido e relido.

Veja um trecho:

“Em 5 de junho de 1978, o italiano Cesare Battisti viajou de trem de Milão até Udine para encontrar-se com outros membros do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Levou consigo duas pistolas e objetos para disfarce. Na manhã seguinte, usando dois carros roubados da marca Simca, o grupo foi para perto de uma prisão local. Em uma calçada, Battisti, com bigode e barba falsos e uma peruca castanha, começou a abraçar Enrica Migliorati, que usava cabelos ruivos. Os dois simulavam uma cena de namoro quando, às 7h30, o policial Antonio Santoro passou por eles a caminho do trabalho. Battisti então lhe desferiu dois tiros pelas costas. Santoro caiu no chão sem esboçar reação. O terrorista agachou-se do lado do corpo e acertou mais duas balas na cabeça da vítima. Mais tarde, ao encontrar-se com sua namorada, a estudante Maria Cecilia Barbetta, um entusiasmado Battisti contou para ela sobre o que tinha acontecido: ‘Que efeito ver o sangue escorrendo’.”

Apresentado como um “ativista de esquerda” no Brasil, Battisti sempre recebeu em O Antagonista e na Crusoé a real e merecida denominação: terrorista.

Esse é o papel do jornalismo: chamar as coisas pelo seu nome, sem meias palavras, sem subterfúgios.

Mesmo que tenhamos de remar contra a corrente.

É isso o que os leitores da Crusoé encontram todos os dias quando abrem o site pela manhã.

E também às sextas-feiras, quando é publicada a Edição da Semana da Crusoé, com reportagens de fôlego que trazem revelações sobre o poder e os poderosos.