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Categoria: Política interna
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O que quase ninguém quer contar
Instituto Igarapé, de Ilona Szabó, recebe recursos financeiros de George Soros
01/04/2019 18:55
Por Irapuan Costa Junior
Especulador repassa polpudas verbas por intermédio da Open Society. Ele financia ONGs esquerdistas, desde que adotem as pautas abortista, liberacionalista de drogas e liberacionista de costumes
No mês passado, um episódio de menor relevância provocou muitas notícias e alguns debates em nossa imprensa. Vale a pena examiná-lo um pouco mais a fundo, para que nossos leitores fiquem mais bem informados. Estamos falando de uma nomeação feita (ou pretendida fazer) pelo ministro Sergio Moro de uma certa sra. Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). Feito o convite, que Szabó pronta e alegremente aceitou, sob aplausos dos mais famosos jornalistas de esquerda, vieram os protestos, nas redes sociais, que em resumo diziam: “Essa sra. não tem como participar do atual governo, pois foi uma ferrenha adversária do presidente quando de sua eleição, e sua pauta, coincidente com a da esquerda brasileira, é oposta à do governo de que ela agora quer fazer parte”.



George Soros (perto do jovem de óculos) ao lado de Ilona Szabó (de roupa vermelha); à esquerda, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso | Foto: Reprodução
O ministro Sergio Moro, diante dos protestos e até, provavelmente, de uma ponderação de colegas do governo, ou do próprio presidente, desconvidou-a. De maneira elegante, diga-se de passagem.
Foi o bastante para que o ministro Sergio Moro fosse duramente criticado pela imprensa. O mote era que o ministro, que havia recebido carta branca do presidente Bolsonaro para sua atuação ministerial, estaria vendo que não era bem assim. Que estaria desautorizado e que não iria longe no ministério. Entre outras parvoíces. Quanto a Szabó, só elogios à sua competência e atuação como cientista social “especialista” em segurança pública.

Em suma: Sergio Moro, errado; Szabó, certíssima e injustiçada.

Examinemos os dois personagens centrais da pequena história: O ministro Sergio Moro é conhecido pelo enorme bem que fez ao país, levando pela primeira vez na República empresários endinheirados e políticos imunes à cadeia. Só quem participou do Congresso Nacional sabe em que extensão as grandes empreiteiras, figuras graúdas do Executivo e congressistas desonestos manipularam durante anos, desde o fim do regime militar, o Orçamento Nacional ao sabor de seus interesses. Como dirigiam para onde lhes fosse mais conveniente as verbas nacionais, que nunca chegavam inteiras à Saúde, Educação, Segurança ou Infraestrutura. Foi preciso a coragem de Moro para que um Marcelo Odebrecht, um Lula da Silva e um Eduardo Cunha provassem as grades, e o monstruoso conluio fosse — esperamos — desmontado.


Já Ilona Szabó tem em seu currículo um vasto trabalho de pregação à liberação das drogas, à desmilitarização da Polícia Militar, ao desarmamentismo do cidadão, ao abortismo e tudo mais que se presta à desestabilização familiar e ao controle social. Abominável figura, muitos dirão.


Examinemos o fato em si: Sergio Moro, que havia conhecido Szabó em Davos e com quem havia na ocasião dialogado, resolveu convidá-la, certamente não conhecendo por inteiro a cidadã, e disposto a dar ares mais democráticos ao CNPCP, onde estivesse presente o contraditório. Ao perceber o erro, voltou atrás, o que também é louvável.


George Soros seria a vanguarda na busca pelo governo mundial, a ser exercido pela supremacia branca e anglo-saxã | Foto: Reprodução
Se há algo a discutir no episódio é o gesto de Szabó, que, por vaidade ou determinação “superior”, resolveu adentrar uma casa que sempre detestou e criticou. Quem tem caráter pensa duas vezes antes de aceitar um convite em um governo que lhe é contrário. Szabó foi ativa na eleição presidencial, e usuária do bordão anti-bolsonaro “Elenão”. Indo um pouco mais adiante, quem é Szabó? O que faz?

Ilona Szabó e George Soros: tudo a ver
Ilona Szabó é uma ex-bancária que preside (e fundou, em 2011) uma ONG chamada Instituto Igarapé. Que se proclama “instituição sem fins lucrativos, independente e apartidária”, mas que, ao mesmo tempo, se diz “conectado a um amplo ecossistema de organizações e agências do Brasil e do mundo todo”. Conhecemos, no Brasil, o altruísmo dessas organizações não governamentais (que não dispensam verbas do governo), sem fins lucrativos (mas cujos dirigentes estão sempre em nível de vida altíssimo), independentes (mas dirigidas por fundações estrangeiras, de que dependem), apartidárias (mas que adotam programas idênticos aos do PT ou PSOL).

O Instituto Igarapé recebe polpudas verbas da Open Society, do especulador George Soros, que no mundo todo financia ONGs esquerdistas, bastando que adotem a pauta abortista, desarmamentista, liberacionista de drogas, anti-polícia, liberacionista de costumes e contra o tradicionalismo familiar. Szabó, coincidência ou não, tem origens na Hungria, terra de Soros. Embora Soros financie outras ONGs no Brasil, o que se diz é que Szabó seria seu principal braço por estas bandas.

Vale a pena falar um pouco mais de George Soros, uma figura enigmática, sob qualquer ponto de vista. Soros é um dos homens mais ricos do mundo. Um dos trinta, dizem, e, por coincidência, valeria 30 bilhões de dólares. Mas não fez sua fortuna por meio de plantas industriais, que fazem dinheiro, mas ao mesmo tempo criam milhares de empregos, geram bem-estar, salários elevados, instrução e educação para seus empregados, além da pagarem os impostos que auxiliam os governos nas ações sociais. Soros enriqueceu e aumentou sua fortuna pela especulação financeira, terreno em que sempre foi um verdadeiro gênio.

Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, combate George Soros | Foto: Reprodução

Em 1992, num ataque especulativo no Reino Unido, George Soros ganhou 1 bilhão de libras esterlinas — e quebrou o Banco da Inglaterra. Judeu húngaro, não fugiu da Hungria pró-nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas trocou de nome (e dizem seus inimigos que até colaborou com o governo do regente Miklós Horthy, justamente no setor que deportava seus judeus para a Alemanha). Foi para Londres em 1947, formou-se em administração financeira e trabalhou no mercado de capitais, onde fez sua rápida e grande fortuna, complementada com uma mudança e operação nos EUA. É indiscutível que gastou imensas quantias financiando movimentos pautados pelas esquerdas no mundo todo e órgãos de imprensa que defendem essas pautas. Enigmático, dissemos acima. De fato, é um enigma a razão de um dos maiores capitalistas do mundo financiar os movimentos marxistas que pululam nos países do terceiro mundo, principalmente, além da esquerda norte-americana.
O que tem Soros a ver com ONGs desarmamentistas como Sou da Paz ou Viva-Rio? Quais seus interesses nas campanhas pela desmilitarização das polícias, pelo aborto, pela ideologia de gênero nas escolas, pelo desencarceramento, vitimização de bandidos e liberação de drogas? Por que tão encarniçado combate ao conservadorismo e ao nacionalismo?

Só podemos arriscar respostas, coisa que fazem seus opositores pelo mundo afora: George Soros seria a vanguarda na busca pelo governo mundial, a ser exercido pela supremacia branca e anglo-saxã, num modelo de comunidade europeia ampliada em nível global. Este seria o alvo final da Open Society, de Soros, em inteira concordância com outras entidades poderosas como Fundação Ford e Fundação Rockfeller. Entidades alinhadas com os dirigentes mais expressivos da indústria norte-americana, militares e políticos mais atuantes dos governos norte-americano e europeus, que compõem o Grupo de Bildenberger, misteriosa cúpula de poderosos que se reúne anualmente desde 1954.

Dizia o general Golbery do Couto e Silva que o espectro político não se assemelha a uma régua, com os extremos bastante separados, mas a uma ferradura, onde os extremos quase se tocam. A ser verdade, o marxismo e o ativismo de Soros praticamente se tocam, e se toleram nos países que tanto o marxismo quanto o GMS (Governo Mundial Saxão) querem submeter. Os meios são os mesmos, resta disputar o fim, e para nossa infelicidade os fins são duas rematadas utopias. Enquanto isso, onde comanda o marxismo ou onde comanda o conservadorismo, não há lugar para Soros e o GMS.
Nos países comunistas e na própria Rússia (que vive um marxismo disfarçado) não se toleram ONGs, muito menos as de Soros. Na Hungria, terra natal do especulador, Soros criou uma universidade, onde o ambiente é idêntico ao das universidades brasileiras: os professores marxistas imperam, doutrinam, e o ensino é coisa secundária. O que vale mesmo ali é preparar a sociedade para o enfraquecimento, por intermédio do afrouxamento dos laços familiares, religiosos e éticos. Sociedade fraca se submete a qualquer coisa.

A boa notícia é que em Budapest, o governo conservador, nacionalista e altamente popular do primeiro-ministro Viktor Órban está pondo Soros para correr. É persona non grata em sua própria terra. Diz que vai levar sua universidade para Viena. Enquanto isso, no Brasil, as ONGs sempre tiveram — e ainda têm — boa vida, principalmente à custa de dinheiro público. São o mal que se paga para ter.