“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.” (Gen Walter Pires, ex-Ministro do Exército)

Não nos enganemos! O comunismo terá morrido - enquanto regime político dominante - na ex-URSS e nos países do Leste Europeu dominados por Stalin (com a triste e lamentável anuência dos aliados) ao término da 2ª Guerra Mundial. No entanto, a ideologia está viva e atuante em todo o mundo.

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Após a queda do Muro de Berlim, inspirado pelo decrépito ditador Fidel Castro, o hoje presidente do Brasil criou o Foro de São Paulo, reunião dos partidos e movimentos de esquerda das Américas Central e do Sul, fossem eles legais ou não. E é esse Foro, congregando militantes, intelectuais, jornalistas, congressistas, etc., de diferentes matizes esquerdistas, que hoje impulsiona a ação voltada contra os brasileiros que, no já distante ano de 1964, derrotaram os comunistas os quais, segundo Luiz Carlos Prestes, já estavam no governo, mas ainda não haviam conquistado o poder.

Porém, nos dias que correm, após anos de uma ação levada a efeito dentro do preconizado por Gramsci, os partidos políticos de esquerda, profundamente minados pelas idéias marxistas, novamente chegaram ao governo e, desta vez, com a inação de um povo profundamente conservador mas sem lideranças de igual naipe, estão a um passo de ocupar o poder.

Os primeiros indícios do que estava por vir surgiram quando, com o beneplácito do cardeal Paulo Evaristo Arns e o apoio financeiro do Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, umbilicalmente ligada à Igreja Anglicana, foi impressa a bíblia dos revanchistas, o livro “Tortura nunca mais”. Outros indícios, esses mais recentes, da existência de um movimento internacional destinado a deitar por terra as Forças Armadas dos países latino-americanos, já nos vieram da Argentina, do Uruguai e agora do Chile, onde a anistia periga com a subida ao poder de notórios esquerdistas.

No Brasil, como sempre distinto por história, tradição e cultura dos seus vizinhos, as coisas não poderiam passar-se da mesma forma. Assim, desde que os militares afastaram-se do governo, os derrotados puseram-se a agir com crescente desenvoltura. O “inimigo” deveria ser batido por partes. E assim foi. O “arrombamento” da Lei da Anistia veio com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo um esquerdista uspiano, que além do mais providenciou o afastamento dos militares dos processos decisórios da República, chegando ao cúmulo de manter a Casa Civil e extinguir a Casa Militar, inclusive mudando seu nome e boa parte das suas atribuições. O governo petista, aliado e fundador do Foro de São Paulo, alargou e aprofundou a brecha.

Contudo ainda faltava um “boi de piranha” e o nome do coronel Ustra surgiu. Infelizmente, em sua defesa, não surgiram homens com a coragem física e moral do ex-ministro do Exército, o Gen Walter Pires que afirmassem em alto e bom som que “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.”

Os Comandantes Militares conhecem de sobra (ou deveriam conhecer) tudo o que ocorreu antes, durante e depois da Contra-Revolução de 1964 e, por conhecerem, tem o dever de impedir que, ao final de um processo de desmonte, as Forças Armadas sejam arrastadas à rua da amargura. Não devem, outrossim, esquecer o fato de que o coronel Ustra agiu sempre no cumprimento de ordens e dentro de uma estrutura oficial organizada segundo a disciplina e a hierarquia, princípios basilares de qualquer Força Armada digna desse nome.

Porém, se por este ou aquele motivo não se empenharem na sustação do absurdo processo movido contra o coronel Ustra devem, então, mover céus e terra para que sejam reconduzidos à prisão aqueles terroristas, assassinos, assaltantes, ladrões e desertores condenados pela Justiça e postos em liberdade em função da Lei da Anistia. Devem, também, providenciar para que sejam reabertos os processos suspensos quando da edição da Lei em questão. Que os dirceus, genoinos e outros, respondam pelos seus crimes.

Está mais do que na hora de dizer aos quatro ventos, em alto e bom som, que os “pobres perseguidos” que alegam ter “lutado pela democracia” queriam, na verdade, matá-la para instaurar, no Brasil, um regime à imagem do cubano. Que os assassinos, os seqüestradores, os desertores, os ladrões (nos processos arquivados constam os nomes de todos eles) sejam levados à barra dos tribunais e paguem pelos crimes cometidos.

Se a esquerda quer justiça, nós também queremos.

 

Osmar José de Barros Ribeiro

Ten-Cel Reformado

100.290.180-7(EB)

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