O Coronel Ustra tem a minha solidariedade
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”
Mateus 5:9
Por Nivaldo Cordeiro - http://www.nivaldocordeiro.org/
A derrota do Partido Republicano, e por tabela do presidente George W. Bush, é uma perda para a civilização. Se críticas tenho a seu governo é que ele não foi capaz de colocar inteiramente em prática seu programa, de redução de impostos, de combate ao parasitismo social, de recuperação dos valores superiores da civilização cristã. Os Democratas na terra do Tio Sam representam a decadência do Ocidente, a licenciosidade, todo o irracionalismo político que se abriga no adjetivo “esquerda”.

Bush tem sido um presidente à altura dos desafios da guerra movida pelos radicais islâmicos contra o Ocidente. Foi apenas parcialmente bem sucedido no enfrentamento e, mais uma vez, o inimigo maior do povo norte-americano revelou-se o interno, não o externo. Bush não teve mãos livres para fazer o que precisava ser feito: derrubar o governo despótico do Irã, acabar com a ameaça nuclear da Coréia do Norte, dá um basta na Síria na sua ação insidiosa conta o Estado de Israel, municiando a guerrilha palestina sem ser incomodada.

Bush é um herói que terá, a seu tempo, o reconhecimento dos patriotas norte-americanos. Infelizmente vemos agora o retorno dos decadentes ao controle do poder parlamentar naquele país. Temo pelo que virá. A firmeza de propósitos e a valentia dos republicanos farão falta quando o inimigo vier novamente. Os inimigos do Ocidente terão agora campo livre para ficarem mais fortes e praticarem as suas maldades.

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É com muita tristeza que tenho recebido as notícias sobres o desdobramento na Justiça comum da vingança dos guerrilheiros vencidos pelo governo brasileiro. Refiro-me às notícias das ações contra os agentes das Forças Armadas que lhes deram o combate de primeira hora. O escolhido para iniciar a vendetta jurídica foi o Coronel Brilhante Ustra, a quem tive a honra de recepcionar em minha livraria para autografar o seu belo livro, A VERDADE SUFOCADA. Está aqui a se repetir o mesmo caminho trilhado no Chile e na Argentina. Não nos esqueçamos que o general Augusto Pinochet está sob prisão, um nonagenário que teve uma vida de relevantes serviços prestados ao seu país e que deveria ser reverenciado como um herói de seu povo.

 

Se essa trilha da Justiça comum for eficaz o bastante para rasgar a Lei de Anistia temo pelo que poderá vir a acontecer. Não pelo Coronel Ustra, um valente que mesmo na sua condição de septuagenário saberá enfrentar os inimigos como sempre o fez, com galhardia, e agüentar a dor do combate para o qual foi muito bem treinado. Temo, isso sim, pelas nossas instituições. Não acredito que nossos honrados brasileiros fardados ficarão de braços cruzados vendo a infâmia prosperar, a mentira substituir a verdade, seus melhores homens reformados caírem em opróbrio público pela ação insidiosa de um inimigo peçonhento.


Não me espanta, todavia, o que está a acontecer, embora me cause muita indignação. Era uma questão de tempo que fizessem isso. Quatro anos de Lula Lá e mais a reeleição garantida dão força suficiente para que os celerados que matavam brasileiros nas ruas, seqüestravam, assaltavam bancos, “justiçavam” friamente pessoas desarmadas e imobilizadas viessem fazer o acerto de contas com aqueles que lhes impingiram a derrota mais acachapante. O Coronel Ustra tem a minha solidariedade. Como brasileiro sou-lhe grato, pois sei que a sua ação, assim como a de seus companheiros de farda de sua geração, como a do Coronel Lycio, impediu que nosso país se tornasse uma grande Cuba tropical, em meio a um banho de sangue de uma guerra civil em larga escala, patrocinada por potências estrangeiras.

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