Por Osmar José de Barros Ribeiro - 16/08/2010
Imperaria no Brasil, nos dias que correm e a crer na letra fria da lei, a plenitude democrática do Estado de Direito. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário funcionariam harmonicamente, embora independentes. Isso é o que reza a Constituição promulgada em 1988, ainda que com um grande número de alterações feitas ao longo dos anos.
No entanto, é válido perguntar se não estamos vivendo num regime no qual o Legislativo faz às leis que lhe interessam, o Judiciário as fiscaliza quando lhe convém e, o Executivo, zomba delas sempre que colidam com os seus objetivos.
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Hoje, o que se vê é a absoluta predominância desse último sobre os demais. O Legislativo, a reboque das decisões tomadas no Palácio do Planalto e, o Judiciário, sob um vendaval de críticas à sua morosidade e suspeições quanto à sua imparcialidade
A sociedade, de forma lenta e progressiva, torna-se vítima inerme da propaganda massificante (e custeada com recursos públicos) mostrando o atual presidente da República como sendo um predestinado pelos fados a levar o Brasil a um destino de grandeza. E Lula, no melhor estilo da ditadura castrista, indica seu sucessor (no nosso caso, a sua) somente ouvindo seus áulicos (se é que o fez).
Assim, não é demais salientar que, dentro da linha dos ensinamentos de Antonio Gramsci explanados nos “Cadernos do Cárcere”, assistimos à lenta derrocada do regime democrático e sua substituição por outro que vai, a pouco e pouco, implantando no País a doutrina comunista segundo os ditames do Foro de São Paulo.
E a caminhada para o abismo é feita através medidas legais e ações políticas que, uma vez aceitas e incorporadas pela massa popular, entorpecem a consciência da maioria. A elite econômica é cooptada com favores fiscais e creditícios e, os servidores da máquina estatal, com aumentos dirigidos para aqueles setores melhor organizados.
  Os chamados “movimentos sociais” e os sindicatos são favorecidos com verbas crescentes e, assim, ficam atrelados ao governo, enquanto os cargos de confiança, excrescência alimentada pelos políticos, são ocupados por militantes do partido no poder. Paralelamente, a coesão social é enfraquecida pela criação de cotas raciais e pelo incentivo à luta de classes.
  Os valores morais, que num passado nem tão distante assim eram cultuados e valorizados, vão sendo sepultados enquanto a própria sociedade não se dá conta de estar sendo destruída para a construção de uma nova estrutura social, esta moldada segundo os cânones do partido único. Onde a indignação popular com os desmandos do governo, com a corrupção deslavada que se faz presente em todos os níveis, do federal ao municipal? Talvez esteja morta e sepultada sob uma avalanche de favores prodigalizados pelo Estado com o dinheiro dos contribuintes.
 A presente campanha política para a eleição do presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, corre morna e burocrática.  Afinal, há poucas diferenças entre as idéias e os ideais dos candidatos, com raras e honrosas exceções. No caso dos principais postulantes à Presidência da República, os nomes indicados pelo PT e pelo PSDB foram gestados politicamente por organizações de esquerda, quando ainda estudantes. E, cumpre dizê-lo, os dogmas esquerdistas não foram publicamente renegados por eles.
Seja qual for o resultado das urnas nestes “tristes trópicos”, continuaremos a assistir ao desenrolar de um drama iniciado no governo FHC, qual seja a lenta e progressiva transformação do Brasil em um País dominado pelo pensamento de Gramsci e sob a vergonhosa tutela do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro.
Quem viver verá e haverá de chorar lágrimas de sangue. 

 
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