Vejamos a escalada que estamos observando com o objetivo da tomado do poder por "meios pacíficos", pelas esquerdas que não assumem a verdadeira posição ideológica e que se dizem socialistas democratas. Ouvi e vi, por várias vezes, pela TV Senado, alguns senadores execrarem a "ditadura fisiológica" do atual executivo, ao mesmo tempo que criticavam a liberdade da imprensa, oprimida na "ditadura militar". Concomitantemente condenam a postura de parte da mídia e da imprensa ao dar cobertura ao posicionamento do PT, quanto ao fechamento do Senado Federal, pela sua inoperância, ficando apenas a Câmara dos Deputados como instituição legislativa. Este fato teve destaque após o PT e os "aloprados" permanecerem no topo da crise do mensalão envolvendo políticos, empresários, banqueiros e outros, num esquema de corrupção, tipo mensalão, na compra de votos para aprovação de leis enviada ao Congresso Nacional, num sofisticado mecanismo de corrupção.
A crise se alastrou no Governo pois a cúpula do esquema estava instalada nos altos postos do mesmo, que de "nada sabia". Afetou, de forma marcante, o prestígio da Câmara dos Deputados,  emoldurada por militantes do PT. Tanto os membros do Governo como o PT e a Câmara dos Deputados ficaram com os seus prestígios abalados. Parte significativa da mídia e da imprensa não pouparam nenhum deles. Chegaram ao fundo do poço. E o Senado Federal? Este não foi, praticamente, atingido e recebeu pouca pressão nos acontecimentos, mas ficou reclamando das Medidas Provisórias e aprovando todas, abrindo mãos das suas prerrogativas institucionais. A sociedade continuava observando estarrecida.
 
O Supremo Tribunal Federal acolheu as denuncias do Procurador Geral da República e denunciou os acusados que passaram a reus. Por debaixo do pano o PT se fracionou mas continuou a sua prática política e aos poucos foi engordando as suas contas bancárias e se fazendo passar por injustiçado. O governo continuou viajando e aumentou a sua gastança ajudando, ainda mais, o PT a angariar mais recursos com a criação de novos cargos e salários polpudos, com o retorno de parte dos mesmos para os seus cofres, com os percentuais de contribuição dos cargos gratificados ocupados pelos seus militantes.
 
O Senado continuava a reclamar. O governo continuava a gastar. A corrupção não parou e o Brasil continuava doente e piorando mais ainda. O PT ficou calado. Novos fatos aconteceram como, por exemplo os acidentes aéreos, os problemas na Amazônia, etc.
 
Ai vem o caso Renam. O Senado Federal ficou na berlinda sem saber o que fazer. A mídia e a imprensa socialistas passaram a contribuir com a idéia lançada pelo PT, de que o Senado Federal seria a próxima vítima para facilitar o terceiro mandato. A "ditadura militar" sempre fo ai culpada por tudo, mas a postura do executivo continuou pouco explorada e combatida na opinião pública. Afinal o "homem tem "carisma" e a gestão do dinheiro dos cofres públicos. Tudo ficou invertido e o Senado passou a ser o culpado de tudo mas continuava a colocar a culpa no passado.
 
Na conjuntura interna observa-se o seguinte: o MST e outros movimentos crescendo e armados, o povo desarmado por legislação aprovada pelas duas casas do Congresso, muitas ONG com as  destinações distorcidas e onerando os cofres públicos, a saude pública em péssimo estado, o ensino e a aprendizagem, que antes culpavam a "ditadura militar" de monitoramento, mudou de mãos e agora tem base "socialista", sem contestação da sociedade e, além disso, também péssimos. 
 
Os funcionários públicos  de carreira sem atenção e mal remunerados e desestimulados. Os valores morais e a ética perdendo o sentido. As Forças Armadas num estado deplorável e a Soberania Nacional sendo questionada. A violência em crescimento exponencial. Externamente a FARC, os "amigos" Chaves, Fidel Castro, Ivo Moralles, etc... estão de braços dados com o  presidente da "democracia republicana brasileira". Em suma, os problemas nacionais, de interesse do povo brasileiro, relegados a um segundo plano. Os discursos, no Senado, por vezes muito bonitos e eruditos provocando a  troca de elogios mútuos pelo conteúdo dos mesmos, porém com alguns tropeços de concordância gramatical, mas sem qualquer resultados práticos. 
 
Qual o Programa do Legislativo, atualmente discutido no Congresso, com visão de futuro? O judiciário sob a sua toga aguarda os acontecimentos. Pouco se antecipa para evitar o caos. Mas o terceiro mandato está perto e o PT já se articula para continuar no poder e colocar em prática as ações para conquistar os seus objetivos.
 
Que medidas faltam para a efetiva consolidação das suas metas? Quem pode atrapalhar de imediato? Primeiramente o Senado Federal que tem os seus meios de divulgação próprios e a tribuna livre e com imunidades. É o FOCO atual pois o que passou está tudo esquecido e não se fala mais. A tese é acabar com o Senado, mas os senadores não fazem  nada para acordar a sociedade e obter o seu apoio. Continuam falando para as paredes e quando alguém quer ser ouvido tem que chamar pelo nome. A mesa não sabe o que está acontecendo no plenário mas a campanhia toca quando o tempo do orador termina. Esta é a imagem que é passada para o povo que vê pelas câmeras. Então,  para que manter o Senado? Na Câmara dos Deputados as coisas se passam de forma idêntica, mas a maioria governista, que compõe a base aliada, trabalha dentro dos objetivos do Governo e do PT. Afinal de contas são os representantes do POVO. Como foram eleitos? Claro! Democráticamente com um empurrão da bolsa família que subsidiamos e, se deixarmos, com mais os recursos da CPMF. Mas sairam do foco da mídia.
 
Assim sendo, cuide-se Senado Federal. O terceiro mandato vem ai. Queremos ver essa casa lutando por um Brasil melhor. Muita gente poderá querer mudar para ser governo. Um projeto de lei, naturalmente passará na Câmara dos Deputados  e, possivelmente, no Senado pelo apoio da base aliada e dos simpatizantes do Governo de última hora. Não vão dizer depois que a culpa foi da "ditadura militar".
 
Ainda está em tempo de agir para sair do FOCO pois queremos ver essa casa, de parlamentares mais experientes, lutando por um Brasil melhor, contribuindo para o bem comum do nosso povo, dentro do regime democrático. 
 
Atenciosamente
 
Mayrseu Cople Bahia
Oficial do Exército Reformado

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