Com a diminuição da pena, o ex-presidente poderia conquistar o direito a cumprir a pena em regime semiaberto em setembro deste ano
Ricardo Brito - Reuter
A maioria dos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas reduzir a pena imposta anteriormente ao petista no processo da operação Lava Jato sobre o tríplex do Guarujá (SP), de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias.
Com a diminuição da pena, o ex-presidente poderia conquistar o direito a cumprir a pena em regime semiaberto em setembro deste ano. O preso pode ser autorizado a ir para um regime mais benéfico após cumprir um sexto da pena. A defesa terá de fazer o pedido, que caberá ao juiz da Vara de Execução Penal decidir se autoriza após avaliar uma série de circunstâncias.

‘VAMOS ABRIR A CAIXA-PRETA DO JUDICIÁRIO’ -
Crusoé
Caro leitor,
Por que os tribunais superiores devem ser investigados?
Veja as respostas do autor do pedido de criação da CPI da Lava Toga, investigação que promete fazer uma devassa no Judiciário:
“Basicamente porque eles não têm transparência nem dão explicação para uma série de denúncias que escutamos há anos.”E mais:

“É uma demanda que está enraizada na sociedade. É o único poder que não foi tocado ainda. Executivo e Legislativo já foram. Agora é a hora do Judiciário..”

Delegado licenciado, senador da República, Alessandro Vieira se diz disposto a levar a luta para criar a CPI da Lava Toga até o fim.

Luiz Vassallo

Estadão

O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Polícia Federal um documento em que explica a identidade de alguns codinomes citados em e-mails apreendidos em seu computador. No material enviado à Lava Jato, em Curitiba ele diz que “amigo do amigo do meu pai” refere-se ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O codinome foi citado em um e-mail de 13 de julho de 2007 enviado por Marcelo aos executivos Adriano Maia e Irineu Meireles. À época Toffoli era Advogado-Geral da União (AGU) no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. “Amigo do amigo de meu pai” se refere a José Antônio Dias Toffoli. A natureza e o conteúdo dessas tratativas, porém, só podem ser devidamente esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”, diz o documento enviado por Marcelo e revelado pela revista eletrônica “Crusoé”.