Por Percival Puggina. Artigo publicado em 02.07.2019
A expressão guerra cultural suscita, em muitas pessoas, um sentimento de aversão por evocar perda das conexões entre grupos sociais, esfacelamento da ordem, fim da política, e, não raro, violência.O leitor destas linhas talvez se surpreenda com o que vou dizer, mas guerra cultural tem, mesmo, tudo a ver com isso. Essa guerra começou a ser empreendida há muitos anos, desde que os marxistas ocidentais começaram a ler Gramsci e Luckács. Durante décadas, foi uma guerra travada unilateralmente entre a esquerda e a cultura do Ocidente cristão. O Brasil foi e continua sendo um dos cenários dessa guerra.

O Antagonista
Hamilton Mourão afirmou hoje que é “determinação e diretriz” de Jair Bolsonaro a volta do ensino de educação moral e cívica nos currículos escolares.
O vice-presidente disse que a medida é discutida no Ministério da Educação.
“Vocês sabem que o Ministério [da Educação] tem sido um lugar de combate direto. Não se desmancha tudo que existe lá da noite pro dia. Tem que ser um trabalho bem organizado. Mas é determinação e a diretriz do presidente que matérias dessa natureza retornem.”

William Waack acredita que a Globo deveria ter isso mais transparente com o público
O declínio de popularidade e credibilidade teria começado na cobertura dos protestos durante o governo de Dilma Rousseff.“Desde 2013, a Globo não foi capaz de entender que, enquanto buscava aplausos de grupos de esquerda, pagos com dinheiro público desviado para destruí-la, uma parcela crescente da população brasileira passava a ver a emissora como mais uma ferramenta de perpetuação da miséria e da ignorância intelectuais e políticas no Brasil, porque é assim que ela ganha dinheiro.”