Dep. Fed. Jair Bolsonaro, Cel EB Lício, Sra. Leda, Dep.Est. Flávio Bolsonaro e o Vereador Carlos Bolsonaro.

 Um dos principais membros do Exército brasileiro que combateu, há quase 40 anos, durante a ditadura militar, operações guerrilheiras no Centro-Oeste e no Norte do País – episódio que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia –, o tenente-coronel Lício Augusto Ribeiro Maciel recebeu, nesta segunda-feira (31/03), a maior comenda concedida pelo Poder Legislativo fluminense, a Medalha Tiradentes. “Todos eles, especialmente os 16 combatentes que foram mortos por essas pessoas que diziam estar buscando uma democratização do Brasil, estão incluídos nessa honraria. Levando-se em conta as origens dos guerrilheiros, vemos que muitos estudaram em Cuba, alguns, inclusive, financiados pela Rússia, países que não têm nada de democrático. Era notável que a intenção era a de implantar um regime ditatorial de esquerda”, assegurou o autor da homenagem, deputado Flávio Bolsonaro (PP).

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“Vencemos a guerrilha com ensinamentos do Exército e nenhum de nossos combatentes foi morto de peito aberto. Foram todos covardemente assassinados. Eles deram a própria vida pela liberdade do País, assim como Tiradentes, cujo nome estampa essa homenagem. Nossa luta é exatamente para manter constante esse ideal de liberdade”, ressaltou o tenente-coronel. O grupo guerrilheiro a que se refere o militar era formado por integrantes do PCdoB, que pretendiam, a partir do campo, combater o governo militar e implantar um regime comunista no Brasil, à semelhança do que já havia ocorrido na China e em Cuba. Na ocasião, o combatente das Forças Armadas foi ferido, além de ter perdido 16 colegas de farda na operação. A guerrilha resultou ainda na morte da maior parte dos cerca de 80 revolucionários que combateram o Exército.

“Graças a homens como o tenente-coronel Lício não temos, hoje, no Brasil, uma ilha de exclusão inacessível para o estado, assim como as Forças Armadas Revolucionárias (Farc) da Colômbia”, apontou Bolsonaro. O parlamentar destacou a importância de todas as versões da História serem contadas, e não apenas a dos revolucionários, para que se possa chegar a um conhecimento mais amplo de todos os fatos. “Os estudantes sofrem uma verdadeira lavagem cerebral nas escolas e nos bancos universitários, onde só chegam informações que interessam a pessoas de esquerda. Que democracia é essa totalmente parcial que nós vivemos, que lapida o cidadão desde sua formação, recriminando as Forças Armadas, o Poder constituinte e os militares de uma forma em geral?”, questionou o deputado.

O tenente-coronel Lício decidiu expurgar as memórias daquele período no livro “Guerrilha do Araguaia – Relato de um Combatente”, que será lançado no próximo dia 8 de abril, às 17h, no Clube Militar, Centro do Rio. Nele, o autor faz, em 200 páginas, um relato minucioso da operação realizada para sufocar a guerrilha. “Calei-me durante todo esse tempo e, agora, resolvi colocar tudo no papel, para que todos pudessem tomar conhecimento dos detalhes dessa história”, contou o militar, que levou 12 meses para finalizar a obra. “Esses relatos vão servir de exemplo de garra e patriotismo aos mais novos e mais jovens que vão poder conhecer quem realmente eram os guerrilheiros. Eles cometeram o crime mais hediondo que já vi em uma guerra, mas não falam com vergonha. Um de meus companheiros foi morto e esquartejado na frente de sua família, com orelhas, mãos e dedos cortados diante de todos”, afirmou o tenente-coronel.

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