Foi para implantar no Brasil o mesmo regime de
Cuba que os "combatentes da liberdade", como
se intitulam, os que estão hoje no poder,
 pegaram em armas, levando as Forças Armadas 
a reagirem para que os terroristas  não conse-
guissem o seiu intento,d
errotando-os na época.

Correio Braziliense - 05/02/2014
Uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff visitar Cuba e agradecer ao presidente Raúl Castro a parceria no Mais Médicos, uma profissional do país caribenho, que afirma ter atuado no Pará pelo programa, fugiu

Infelizmente, eles não desistem nunca!

 do estado e pediu asilo político ao Brasil, alegando que não recebe o salário a que tinha direito. Ela fugiu para Brasília e procurou a liderança do DEM no início da tarde de ontem para pedir ajuda. A estrangeira foi abrigada na sala do partido na Câmara até que a situação seja resolvida. Segundo a médica, que passaria a noite no Congresso, a Polícia Federal grampeou o telefone dela e tenta prendê-la.
Ramona Matos Rodríguez, 51 anos, foi apresentada na noite de ontem, na sessão do plenário, pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Ele interrompeu a votação que ocorria para relatar o caso, mas foi impedido de continuar pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). "Vossa Excelência não é mais líder, não é o momento, tem um tempo limitado para manifestação", disse Alves, provocando bate-boca. Caiado levou Ramona para a liderança do DEM, que, ao lado de deputados do partido, concedeu entrevista coletiva à imprensa.


 Ela relata que assinou contrato em Cuba, em setembro, com a promessa de receber mil dólares americanos por mês, cerca de R$ 2,5 mil — US$ 600 seriam depositados em uma conta em seu nome na ilha caribenha, e ela só teria acesso aos recursos quando voltasse. O correspondente a US$ 400 seriam pagos em reais a ela mensalmente no Brasil. A médica exibiu o contrato assinado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A. em que estão especificados os valores. Além disso, ela tinha direito a R$ 750 para alimentação e um local para moradia, garantidos pela prefeitura de Pacajá (PA), onde teria trabalhado. 

A cubana relata que, durante o curso de preparação para os profissionais do Mais Médicos, em outubro, em Brasília, soube que os colegas vindos de outros países receberiam salário entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. "Eu me senti enganada, muito mal, e fiquei pensando em como sair (do programa)", contou. Segundo Ramona, no sábado pela manhã, ela conseguiu deixar Pacajá rumo a Brasília sem informar ao supervisor dos cubanos na cidade. "Só podíamos sair de lá, mesmo que para passear, com autorização dele", diz a médica. Quando perguntada sobre como saiu sem ser percebida, ela respondia apenas "segredo de Estado". 

Ameaça

A médica afirma ainda que uma amiga que ficou na cidade paraense foi abordada pela Polícia Federal informando ter identificado uma ligação de Ramona para ela e avisando que a cubana seria presa. "Quando soube disso, eu decidi procurar o deputado Caiado e pedir ajuda", comentou. "É uma situação grave, está explícito que há mão de obra análoga a trabalho escravo no programa Mais Médicos e o contrato não foi feito pela (Organização Pan-Americana da Saúde) Opas, como tinha dito o governo", declarou Caiado. 

O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), informou que, ainda hoje, a equipe jurídica do partido vai solicitar asilo político ao Brasil para a médica e cedeu o espaço da liderança para que Ramona se abrigasse até a situação ser resolvida. "Se ela sair daqui, pode ser deportada e, lá em Cuba, será presa", alarmou-se. O presidente da Câmara informou, por meio de assessoria, que "não vai interferir no espaço do partido". A Polícia Federal não se manifestou sobre o caso. Procurado, o Ministério da Saúde informou que não se pronunciaria sobre o caso ontem.

 

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