Autor: Luiz Eduardo Rocha Paiva
Caros amigos,

Uma forma de combater a esquerda revanchista é escrever para as cartas dos Leitores de vários jornais ou Blogs na Internet, como o do Ancelmo Gois. Ver a seguir, respondendo às matérias que tratam do Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964. Houve vários comentários de gente contra e  afavor. Os comentários começaram com o primeiro abaixo.

ditadura nunca mais : 1964 -- Parece que foi ontemOs 50 anos do Golpe de 64 serão discutidos em parte da programação do Instituto Moreira Salles, na Gávea. A partir do ponto de vista de artistas e intelectuais cujos acervos estão sob a guarda do IMS, o centro cultural vai levar o público a uma espécie de imersão no movimento que instalou no Bras>...
Enviado por Jorge Antonio Barros - 3/2/2014 - 18:21

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 4/2/2014 - 19:02
Só para lembrar. O Globo de 31 de março de 1964 celebrando a contra-revolução: “Seria --- loucura continuarem as forças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão --- fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. --- a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la ---”.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 4/2/2014 - 19:10
Houve tortura antes, durante e depois do regime militar. Está havendo agora, com pessoas sob a custódia do Estado Democrático de Direito. Mas estes não têm a solidariedade da esquerda radical revanchista, pois não defendem ideias revolucioná-rias, não são da classe média intelectualizada e nunca serão indenizados.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 4/2/2014 - 19:15
Advogados de guerrilheiros e terroristas presos orientavam seus clientes a mentir, dizendo que foram torturados para confessar seus crimes, pois assim os processos seriam arquivados e os réus absolvidos ou teriam as penas abrandadas. A jornalista Míriam Macedo postou em seu Blog (05 Jun 2011): “Menti descaradamente durante cerca de 40 anos! Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos, que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro e que eu ficava ouvindo gritos de outros presos sendo torturados---. A maior parte das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Mário Lago---ensinava: ‘quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre’. Nós saíamos com a aura de heróis e a ditadura com a marca da violência e arbítrio”. Quantos se tornaram escravos para sempre de suas mentiras? Os que ganharam indenizações mentindo e os políticos e as políticas que se as confessarem perderão eleições.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 5/2/2014 - 0:41
O argumento de que os assassinos, sequestradores e terroristas ficaram conhecidos e pagaram por seus crimes não se sustenta. Nem todos são conhecidos, nem todos pagaram por seus crimes e muitos foram libertados em troca da vida de pessoas sequestradas. A Nação não conhece os componentes dos tribunais de justiçamento de guerrilheiros que abandonavam a luta armada. Não viu a face de todos que planejaram e executaram sequestros, atentados e execuções ou atuaram na logística e na preparação política dos quadros da guerrilha. Atentaram contra a vida, portanto, violaram DH da Declaração Universal. Metade dos 120 crimes conhecidos da luta armada não foram esclarecidos.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 5/2/2014 - 21:42
No início dos anos 1960, militantes do PCdoB fizeram o curso de guerrilha rural na China.
Na volta, foram mandados para criar a guerrilha do Araguaia no Sul do Pará. Uma irresponsabilidade do Comitê Central do PCdoB, que tirou jovens de suas famílias, obrigando-os por norma a resistir até à morte.
Quem entrasse na área não poderia sair sem autorização da comissão militar ou do próprio comitê.
"Mundico", Rosalindo de Souza foi "justiçado" por decisão da comissão militar, ao querer abandonar a área, episódio nunca explicado convincentemente pelos dirigentes do PCdoB. Pela norma, as mulheres grávidas tinham que fazer aborto, o que levou uma gestante e seu companheiro a fugirem da área. No entanto, outra militante grávida, companheira do filho de um membro da comissão militar do PCdoB, foi autorizada a sair da área para gestar seu filho.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 5/2/2014 - 21:47
 GRUPOS DE ONZE: O BRAÇO ARMADO DE BRIZOLA - MARIZA TAVARES
(cbn.globoradio.globo.com/hotsites/grupo-dos-onze/GRUPO-DOS-ONZE.htm)
As Normas dos Grupos, para a luta armada, estabeleciam:
- “Em centros urbanos, a tática será a de guerra suja, com a utilização de escudos civis, principalmente mulheres e crianças.”
- “Além da prisão, está previsto o julgamento sumário de oponentes ao movimento, onde se incluem autoridades públicas, políticos e personalidades. No caso de derrota ---os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição."
ESSES GRUPOS ERAM LIDERADOS POR BRIZOLA EM 1963.

Nome: Luiz Eduardo Rocha Paiva - 5/2/2014 - 21:55
O Brasil é sempre denunciado pela ONU por desrespeito aos DH por agentes do Estado. Problema que ocorre hoje! Em três décadas de democracia, houve muito mais vítimas da omissão ou da violência do Estado, legítima ou não, bem como de grupos criminosos do que nos 20 anos do regime militar. Entre as vítimas, estão cidadãos honestos e suas famílias massacradas por quadrilhas ante a inépcia do Estado. Vítimas em episódios como de Eldorado de Carajás, Carandiru e zonas periféricas das cidades. Estão seres humanos em presídios e instituições de recuperação de menores onde são tratados como escória. Diferente de muitos que se envolveram na luta armada, essas vítimas não são das classes favorecidas e não defendem a ideologia marxista. Assim, não têm a solidariedade da esquerda radical – incoerente e hipócrita – encastelada nos Poderes da União, nem são indenizadas pelas violações sofridas. Se no regime militar os anos foram de “chumbo”, como denominar as últimas décadas de pleno Estado Democrático de Direito?

Um abraço do RP.

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