JOEL CAMARA - ADVOGADO, POLEMOLOGISTA
            A criminalidade no Brasil é um problema de cultura e só se minimizará com uma revolução cultural.
        Durante o regime militar até a CNBB e seus queridos e santos bispos, como D. Helder defenderam o terrorismo como forma de fazer oposição política dizendo, conscientemente errados,  que o “terrorismo se tornou a única maneira de fazer oposição no Brasil” (Terrorism became the only means of protest - Revista Look - 14.07.70 – pg. 70), tripudiando sobre a bravura de um Marcos Freire que pugnava pelos seus ideais “Sem Ódio e Sem Medo”.

     Quando Lula com apoio do MDB lançou a campanha pela fundação do PT, com uma linguagem virulenta contra as autoridades constituídas, o Presidente Geisel, radiante, disse "se é vontade do povo eu promoverei a abertura política no Brasil". Ele considerava todos os políticos, até os que se diziam seus amigos, como suínos que comem o mesmo farelo no mesmo tacho. O povo pensa assim também.

D. Hélder Câmara ensinava para os colegiais salesianos do Recife, que “a lei de segurança nacional só servia às multinacionais”, ensejando um desafio nosso para que provasse sua acusação. Mas o clérigo solicitou adiamento do debate sine die (Diário de Pernambuco -12.01.79), mas cumpriu a palavra de nunca mais tocar no assunto.

Há poucos dias um ladrão do erário público, que em Cuba seria fuzilado, depois de ser condenado em última instância pela Suprema Corte de Justiça ingressou no xadrez fazendo uma saudação revolucionária e acusando de ser, de sua líder, "Preso Político"

A ilustre jornalista Miriam Leitão, em matéria intitulada "Palavra Errada" (Jornal de Brasília -9.8.06) diz que guerrilha, terrorismo, guerra civil pressupõem uma ideologia, que lhes dá "um quê de legalidade". Agora quero ver o que ela tem a dizer com a morte de um colega seu.
Os políticos, que não se comoveram com as 60 mil assassinatos no ano de 2013 se comoveram com a morte de um  jornalista. Faz parte do marketing político. Dá voto!

   Ao tomarmos conhecimento do pronunciamento do Presidente Geisel escrevemos artigo intitulado "Amanhã talvez seja Tarde", no Jornal do Comércio (Recife -PE) de 13 de setembro de 1978, no qual vaticinamos:
           "Tendo em vista que a tônica da oposição tem sido a "liberdade" sem censura, sem peias,  sem respeito e sem medo pela autoridade pública, no momento que o "povo' se  considerar no poder e sentir que perduram os problemas que o angustiavam antes da eleição e da posse do seus lideres, então estará restabelecido no país o regime de anarquia e da baderna. Cada um dos milhões de brasileiros ativos economicamente quererá determinar o melhor destino para o país. Indaga-se, com que autoridade moral irão os "democratas" de hoje conter a desordem, o desrespeito e a mentira que eles próprios promoveram para subir ao poder? Ao descontentamento juntar-se-á a desilusão. E a esta a revolta.(...). A guerra revolucionária,  o terrorismo atingiram um grau de sofisticação e de perversão que depois de desencadeadas se transformam num "motu continuo". Sem nenhum resultado patriótico. Quem tem o que perder, pense! Amanhã talvez seja tarde".
           
       O “amanhã” foi ontem
            Temos que pensar um novo Brasil
 
Do ponto de vista da Polemologia há três medidas que devem ser adotadas para modificar essa situação.

        A primeira, emergencial, conjuntural será a decretação do Estado de Sítio no Rio e São Paulo com a intervenção permanente das Forças Armadas. Sem isso a guerra civil sistematizadas naqueles Estados se generalizará para outras unidades da Federação decretando a falência da democracia, obrigando o Toque de Recolher depois das 22 horas e proibindo a realização de grandes concentrações populares, inclusive a Copa do Mundo. 

      A segunda será um Plano Estratégico de urbanização dos territórios ocupados pelas organizações criminosas, abrindo avenidas, construindo prédios de apartamentos, órgãos públicos, como postos de saúde, hospitais, escolas, faculdades, equipamentos públicos de serviço e centros culturais para formação moral e cívica das crianças, adolescentes e a juventude, como forma de prevenção contra as drogas. Inclusive dos filhos de traficantes e de toxicômanos.

             A terceira será uma Revolução Cultural a partir da relação verbal entre Governo e Oposição. É necessário criarmos uma cultura de paz, em que as críticas sejam científicas em vez de eleitoral e emocional.

                 A quarta medida será reduzir a maioridade penal para os quatorze anos de idade. As redes sociais, a degradação dos costumes pelo "big brothers" incentivo aos comportamentos anormais e  dissolvição da família pelas telenovelas, como a “Em Família” da TV GLOBO, que na noite do dia 10.02.2014 exibiu um estupro coletivo, fazem com que aos quatorze anos de vida a criatura humana não seja inocente a ponto de não saber o que é imoral e criminoso. Cadeias nelas!

         Se nada disso for feito a solução será as Forças Armadas revolucionar o poder civil, acabando com todos os partidos, vereadores, deputados e senadores e senado; instituir eleições diretas de legisladores e executivos municipais, distritais, estaduais, federais por mandato coincidente de cinco anos.

- Você daria a vida por este regime político?
- Você daria a vida por nossos políticos?
- Você sabe quantos partidos tem o Brasil?
- Quais são os seus nomes?
- Quais suas diferenças ideológicas e estratégicas?
- Você não acha que são empresas eleitorais?
- Você não acha que está na hora de trocarmos tudo isso?
 
POR UM NOVO BRASIL!
 

Comments powered by CComment