Imprimir
Categoria: FARC
Acessos: 3350
 Gazeta Mercantil
Oficialmente, o MST não existe. Sem certidão de nascimento, sem carteira de identidade, sem responsabilidade civil, é uma espécie de assombração homiziada na selva dos chamados "movimentos sociais". Não presta contas a ninguém. Não deve obediência a algum organismo nem explicações a qualquer autoridade. Como o que não existe tampouco precisa de organogramas, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra não tem presidente nem diretores. Não há chefes. Só "coordenadores".

Texto completo  

            Pela discurseira de especialista em tudo, por viver baixando ordens, pelo jeitão de professor, até os espantalhos dos milharais acreditam que João Pedro Stedile, o mais poderoso dos coordenadores, seja o líder nacional do MST. Ele garante que não. Como vive jurando que não é o que sempre foi, eis aí mais uma evidência de que o MST é comandado por esse gaúcho que ficou muito sabido depois de estudar na extinta União Soviética.
 

Stedile jura, por exemplo, que não é comunista. O conteúdo dos cursos ministrados nos acampamentos do MST informa o contrário. Jura que não sonha com a destruição do regime capitalista. É desmentido pelo que faz quando acordado. Jura que luta exclusivamente por uma reforma agrária destinada a distribuir terras entre quem não têm. Os violentos ataques a empresas privadas, laboratórios científicos, ferrovias e estradas avisam que os projetos de Stedile vão muito além dos horizontes rurais. O MST quer ser as Farc quando crescer. Seu chefe quer comandar o país. Stedile, claro, jura que não.

 

O governo Lula trata o exército dos sem-terra com a mesma indulgência que contempla a organização narcoterrorista colombiana. Ao negar apoio à luta contra as Farc, o Palácio do Planalto piora o presente da Colômbia. Ao poupar o MST das punições prescritas para ações criminosas e ajudá-lo com verbas federais, Lula ameaça o futuro do Brasil. Multiplicam-se as evidências de que o governo está chocando o ovo da serpente. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, os sem-terra mobilizaram legiões de grávidas para a ofensiva contra centros de pesquisas da Monsanto, empresa que produz alimentos transgênicos. Para deixar claro que a guerra declarada à Vale do Rio Doce é para valer, ferrovias foram novamente interditadas à passagem de trens de carga.

É hora de tratar o MST como um movimento real, cada vez mais insolente e dirigido por delinqüentes sem remorsos. Por negarem obediência aos códigos jurídicos do "Estado burguês", não se consideram fora-da-lei. São, e como tal devem ser encarados. Alguém precisa avisar a Lula que, quando um antigo aliado cai na bandidagem, continuar a tratá-lo como companheiro transforma em comparsa o presidente da República.

Motivação, fé e amor à vida. Remédios que curam tudo.