50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO IV
            É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
            Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
            Nestes tempos de tanta incerteza criada pelo governo petista constituído de vários grupos radicais  de ontem e que no momento estão no poder a mais de uma década,  cabe-nos lutar para  que as vítimas dos terroristas de outrora recebam isonomia no tratamento que os “arautos” dos direitos humanos dispensam  a seus assassinos que hoje recebem pensões e indenizações faraônicas do Estado contra o qual pegaram em armas, mataram, sequestraram, realizaram assassinatos seletivos, assaltaram bancos e muito mais. A lembrança deles e de suas agremiações armadas não nos motiva o ódio já que foram alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo.

Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira em algum momento faça justiça as vítimas do terrorismo e resgate à seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe por terem perdido a vida  no confronto no qual seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões  de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso, agora sob a coordenação da comissão nacional da verdade(?) que só está ouvindo o lado deles. Aos heróis que hora enaltecemos o reconhecimento da democracia  e a garantia da permanente vigilância  dos que fizeram 1964, para que o sacrifício de suas  vidas não tenha sido em vão.

                Acredito que muitos dos que estão nos lendo tenham estranhado o termo Contrarrevolução. Sim, é isto mesmo, pois como afirmamos anteriormente, revolução eram os comunistas que estavam fazendo. Aliás é o que sempre pregaram, inicialmente,  com  a Confederação Operária Brasileira(COB) criada no Rio de Janeiro em 1908 de cunho anarquista e que em 1922 se transformou no  Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista ( PC-SBIC) que em 1934 passou a adotar o nome de Partido Comunista do Brasil. E, sempre que possível tentam contra a democracia. Foi assim em 1935, 1964 e 1970, sem contar outras tentativas como foi a revolta dos sargentos da Aeronáutica em Brasília em 1963.

                É  importante ter em mente que desde 1945 o mundo estava mergulhado na guerra fria, consequência da segunda guerra mundial, que a China em 1949 se tornou comunista e que, dois anos antes da renúncia de Jânio Quadros ou seja, em 1959, Cuba se tornara o primeiro país comunista das Américas, transformando-se em satélite da URSS(União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), que tinha total interesse em exportar sua ideologia para a América Latina e em particular para o Brasil, pela liderança que este exercia no continente.

Com a renúncia do Presidente, o País entrou em crise porque os militares e boa parte dos políticos e outras lideranças tinham restrições à posse do Vice-Presidente, Jango Goulart (Jango), por considera-lo adepto do comunismo e, além disso, fraco e corrupto. O Vice encontrava-se em viagem oficial em Pequim na  China Comunista, e conhecedor da situação na qual se encontrava o Brasil decidiu retornar por Buenos Aires, entrando no Brasil por Porto Alegre, estado que tinha como governador seu cunhado Leonel Brizola. Este já havia montado todo um aparato militar, visando a apoiar politicamente Jango, exigindo o cumprimento da Constituição que lhe dava o direito de assumir a Presidência da República. Defendia o que era legal, razão pela qual o movimento ficou conhecido como “Campanha da Legalidade” e seus defensores passaram a ser conhecidos  como legalistas.

Tancredo Neves, político experiente, negociou uma solução para o impasse com os militares e políticos que se opunham a posse de Jango, surgindo assim no Brasil o Parlamentarismo, como solução para o impasse, evitando-se, dessa maneira, uma provável guerra civil.

João Goulart assumiu então a Presidência sob um novo sistema, implantado a partir de 07 de setembro de 1961, tendo como seu Primeiro Ministro o senhor Tancredo Neves.

Inicia-se a partir dessa data um grande período de instabilidade política no País que deixaremos para resumi-lo amanhã dia 05/03/2014, quando espero estar novamente conversando com vocês.

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