Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira 
 Brasília, DF, 04 de março de 2014

Até esta data, exceto a visita de dois mensageiros da Comissão da Verdade, que no entardecer de uma sexta-feira nos entregaram a Convocação para a terça-feira seguinte, às 1000 horas; e, em duas oportunidades em que fomos à presença do Comando Militar de Área para tratar de dois pretensos textos de nossa autoria, nada nos motivou, até o presente,  a empunhar armas.

Sobre a Audiência na Comissão, à época, em 2013, divulgamos a pantomima em texto bastante elucidativo.

No primeiro texto, algum inimigo interno (?) ou desatento (?) fez uma montagem, retirando um artigo nosso que estava num Blog, logo após um depreciativo comentário sobre o Comandante da Força, ilustrada com a sua foto ridicularizada de Indiana Jones, mas mantendo o nosso nome, o que passou a identificar-nos como o seu autor.

O destrato ao Comandante da Força foi divulgado em almoço da reunião do Alto Comando do Exército, o que certamente causou profundo mal-estar entre aqueles chefes militares, e em relação a nossa pessoa, capaz de macular (?) a imagem do Comandante.

Informado, a meu pedido, no dia seguinte, fui até o Comandante Militar da Área, pois o Comandante da Força estaria no Rio de Janeiro, e não poderia nos receber.

No Gabinete da Autoridade, argumentei que seria incapaz de redigir algo que atacasse o chefe militar, e entreguei-lhe uma carta para ser levada ao Comandante, na qual enfatizava o meu passado profissional e o meu respeito às autoridades.

Ao sairmos, acreditamos que o equívoco fora esclarecido, pois ficara claro, que alguém havia copiado no Blog, o desairoso artigo sobre o Comandante, e apagara o meu texto, mas não o meu nome, que passei a ser o desatinado autor do artigo.

Contudo, quando, posteriormente, indaguei se fora enviada uma mensagem aos Oficiais-enerais do Alto Comando, esclarecendo que o artigo não era de nossa autoria, a resposta foi negativa.

No segundo, ao nomear o conhecido patife que nos presidiu, por alguns adjetivos julgados demeritórios num dos nossos textos, fomos alertados que ele era o Comandante das Forças Armadas, e que deveríamos ser mais cuidadosos.

Em respeito ao Comandante que nos chamara, ouvimos, e, educadamente, saímos.

E, continuamos a redigir, sempre adjetivando sem os palavrões que a abominável peça merece como sempre fizemos, mas sem qualquer preocupação, pois se um canalha for eleito presidente, ele continuará sendo um presidente canalha, não interessando que a mídia ou os seus puxa-sacos o promovam a ícone da nação.

Hoje, circula na internet um texto e a imagem do General Venezuelano, que reagiu com bravura à sua ordem de prisão pelo inqualificável Maduro. De metralhadora em punho, o militar desafia aos seus repressores.

Não sabemos o que aconteceu. Já foi preso?  Permanece em posição de defesa a qualquer custo?

Nós, nunca fomos afrontados fisicamente, embora, moralmente, pelo revanchismo contra a nossa Instituição, sejamos diariamente massacrados.

Por precaução, pois ninguém sabe o dia de amanhã, procuramos as armas para a nossa defesa. Nem metralhadora, nem pistola ou revólver, nem facão, nem faca, nada encontramos.

Temos um canivete enferrujado, que poderá causar uma bela gangrena nos infelizes que forem atingidos, mesmo de raspão, quando atacarmos os correligionários da tirania que aparecerem para qualquer ato contra a nossa liberdade.

Ou, temos, ainda, algumas folhas de papel e uns tantos lápis, que continuarão sendo as nossas modestas armas contra o desgoverno, e que julgamos são as nossas únicas e eficazes defesas.

Mas, é impossível não admirar o General Venezuelano.

Quanto ao futuro, ao meu, ao nosso, ao da Pátria, só ao PT pertence, ou ao Movimento Comunista Nacional.
 

Comentários  
#7 Nelson deAzevedoNeto 05-03-2014 18:39
Poxa, General...!... Na nossa atual conjuntura não tem sequer um .22LR ou mesmo um estilingue para defender à si e a sua família?!?... Haja FÉ na proteção divina!!!... Meu falecido avô, como a maioria dos militares de carreira, era um católico praticante, e quando foi reformado entregou a sua arma oficial... Mas, mesmo optando por não portar mais arma de fogo devido a falta de reflexos e vigor físico vinda com a avançada idade, ainda assim, mantinha num gavetão da cama uma submetralhadora , um rifle, e mais algumas armas curtas... Pois Ele costumava brincar dizendo que Deus estava ficando muito atarefado com as peraltices dos homens e já não sobrava muito tempo pra zelar por todos os seus bons filhos... E, observo que Ele (meu avô) faleceu quase 4 anos antes do PT chegar ao Poder... Imaginem se fosse hoje... Então... Te cuida general Valmir... Vai que meu avô tinha razão...! Hehehehe ;-)
#6 Paulo Ranzollin 05-03-2014 12:25
Meu caro e respeitável General Valmir, venho, por estas palavras, dizer-lhe que lhe admiro mas penso que o Senhor deveria ter um pouco mais de coragem. Não creio que o senhor deva dar tanta explicação, e com tantos dedos, pra este ou aquele Comandante. Obviamente que o senhor não tem o direito de atingir ninguém dentro dos quartéis de modo pessoal, dado que eles, seus colegas, estão quietos e não estão lhe difamando. Mas, o senhor tem o direito de exigir de seus pares, de modo genérico, coragem e atitudes em relação a cafajestada instalada em Brasília. E, por esta "cobrança", "genérica", de seus pares, o senhor tem o direito de lutar até mesmo "expondo" sua própria vida. Se ficar nas palavras bonitas e, sempre em textos, não creio que, no futuro, ou na hora do "pega-pra-capá" , estas lhe colocarão na posição de herói. É necessário coragem, de verdade, por que, de palavras, estamos todos cheios. General, faça algo! Mas algo mesmo, não fique em conversas! Paulo
#5 Luis Augusto 05-03-2014 09:21
Gasolina não pega fogo sozinha. Fagulha, é isso que está faltando, e combustível tem de sobra.
#4 anônimo 05-03-2014 08:05
Todo cuidado é pouco.Contas de Facebook são bloqueadas, e-mail em provedor nacional encerrado "por engano", perseguições na faculdade e trabalho, desmoralização por parte de parente que frequenta Havana, atos claramente ilegais em ações jurídicas, nosso nome ultrapassado acintosamente em concurso público, ameaças.Só pessoalmente poderia indicar elemento infiltrado em grupo militar, mas parece difícil ter acesso a quem deveria ouvir. Nesse cenário passei a seguir o silêncio, conselho de velho e sábio comandante.Se quisessem esclarecimentos os atuais chefes buscariam a verdade.Não convém liberar o comentário.
#3 Luis von 05-03-2014 01:43
Muito bem escrito mas, quando essas palavras se tranformarão em ações? Não basta saber o que está acontecendo é preciso reagir
#2 Eduardo 04-03-2014 22:48
Sim! O General Venezuelano produziu ato admirável, próprio de um patriota forjado em boa escola, o que não produz admiração é este general ter em suas mãos um fuzil M-16 na versão M4 e este saber exatamente o que tinha em suas mãos, afinal se espera de um general que conheça as ferramentas básicas da profissão; por aqui o desinteresse dos fardados pelas mesmas ferramentas é tamanha que no mesmo argumento cabem uma sub-metralhador a ou revólver ou pistola.
#1 Alcir Gonçalves da S 04-03-2014 21:56
Admirei o GENERAL venezuelano tão somente.
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