50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964
É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Vejamos então, no dia de hoje, as principais razões pelas quais o senhor João Goulart foi deposto.
Em verdade, ainda antes de 1964 a infiltração comunista havia chegado a vários seguimentos sociais, principalmente, naqueles mais sensíveis à ideia de justiça tão decantada pelas esquerdas. Assim é que no próprio mês de março de 1964, portanto dias antes do desencadear da Contrarrevolução, um grupo de teólogos se reuniu em Petrópolis/RJ para refletir sobre os problemas da população latino-americana. A intenção era criar uma nova teologia que reunisse todo o pensamento do homem e o caráter libertador  do cristianismo.  Ao término do encontro, o pensamento dessa nova teologia, marcada por influência marxista ficou focada na necessidade de libertação do homem em relação a aspectos dogmáticos da Igreja. Essas foram as bases da “Teoria da Libertação” já citada anteriormente que, orientando o estudo teológico para a sociologia e para a política, acabou por assumir o caráter de uma política profana que hoje sempre está ao lado do Partido dos Trabalhadores, das invasões dos sem terras, dos sem teto, portanto conduzindo a Igreja Católica para uma situação  totalmente desvirtuada de sua missão religiosa.

            Para aqueles que estudam com afinco e isentos de qualquer preconceito ideológico  o tema, em busca dos principais acontecimentos que determinaram o desencadeamento de 31 de março e a consequente deposição de Jango, é fácil concluir, que a revolução comunista já vinha sendo planejada desde 1961 e que 1964 ela já estava, isto sim, sendo executada e com desenvoltura, quando foi interrompida.

            Quanto a Contrarrevolução esta foi vitoriosa porque esse era o desejo da população brasileira e porque esse era o anseio nacional de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves inclusive por daqueles que por Lei não poderiam realiza-las, desordem social e corrupção generalizada, portanto nada diferente do que vem ocorrendo hoje..

            Por estas razões, Jango caiu exatamente no momento em que, abandonando a tática de conciliação política adotada nos seus dois primeiros anos de governo, começou a comandar ostensivamente o esquema radical, que tinha em uma entidade legal, o Comando de Greve dos Trabalhadores(CGT),  o centro de suas atividades revolucionárias.

            Foi exatamente a partir do comício de 13 de março de 1964 na Central do Brasil no Rio de Janeiro que as posições se radicalizaram e as Forças Armadas começaram a sensibilizar-se com tantos desmandos.

            O Decreto de desapropriações de terras, o de tabelamento dos aluguéis e o de encampação das refinarias de petróleo foram fatos menos importantes na crise que se desenvolvia. Contava  Jango com o apoio da CGT, da União nacional dos Estudantes(UNE), da Frente Parlamentar Nacionalista e, ainda, com o apoio dos grupos de ação do seu cunhado Deputado Federal Leonel Brizola e do governador de Pernambuco Miguel Arrais, além de outros.

            Embora já tenhamos falado da importância da Igreja Católica à época,  entendemos não ser justo falar da Contrarrevolução de 1964, em dar uma ênfase maior ao que foi realmente a segunda Marcha da Família com Deus pela Liberdade, organizada por Dona Amélia Bastos, católica fervorosa. Amanhã dia 07/03/2014, iniciaremos nosso  artigo,  com um resumo  de reportagem de conceituado órgão de imprensa da época que reforça tudo o que até aqui foi dito. Até lá.          

 

 

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