31 DE MARÇO DE 2014

50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964

DOCUMENTÁRIO – ARTIGO VIII

É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.

Por Aluísio Madruga de Moura e Souza

Por tudo que foi escrito até aqui é fácil concluir que João Goulart foi deposto porque escolheu seu caminho, quando teve todas as condições para contornar, nos primeiros instantes,  uma crise por ele mesmo criada, contando para tal com o apoio de seu cunhado Leonel Brizola, político por natureza de índole “agitadora”. Trocou seu mandato pela liderança popular que esperava exercer e que acabou sendo exercida durante muitos anos por seu cunhado Brizola.

Tendo ocorrido a fuga de Jango para o exterior, na madrugada do dia 02 de abril, o Presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, convocou sessão extraordinária  do Congresso Nacional, quando comunicou a vacância da Presidência da República, determinando a imediata posse de seu substituto legal, no caso, o Deputado Ranieri Mazzilli, Presidente da Câmara dos Deputados. Terminada a sessão, os parlamentares deslocaram-se para o Palácio do Planalto, sendo empossado o novo Presidente, Terminava assim a era João Goulart.

Estou sendo repetitivo mas é importante que fique muito claro. Por tudo que já foi escrito não há como negar que as Forças Armadas, particularmente, o Exército, foram simples intérpretes da vontade nacional ao deflagrarem a Contrarrevolução. Não há  portanto como muitos derrotados e os menos avisados insistem em se falar de golpe.

É importante saber que o movimento de defesa da democracia ocorrido em 1964, que derrotou aqueles que pretendiam transformar o Brasil em um país satélite da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas teve líderes sérios, responsáveis e patriotas, tanto militares como civis, podendo-se citar dentre os militares, como os mais importantes, os Generais Humberto de Alencar Castelo          Branco; Arthur da Costa e Silva; Amaury Kruel; Olímpio Mourão Filho; Luís Carlos Guedes; o Almirante Silvio Borges de Souza Mota e, em particular o General/Presidente Emílio Garrastazu Médici, dentre muitos outros. Por questão de  justiça omitir o fato a seguir, em minha opinião, seria imperdoável por ser injusto. Tenho que destacar  o posicionamento, a época, do eminente Gen. de Brigada Médici, Comandante da Academia Militar das Agulhas Negras(AMAM), depois General de Exército e Presidente da República.

Por questões facilmente  compreensíveis , os Cadetes da AMAM pouco acompanhavam a situação política e ideológica do País. No entanto, por intermédio do assunto “Guerra Revolucionária” que lhes era ministrado, estes tinham noção de que algo pairava no ar. Mesmo assim foram pegos de surpresa com a decisão do Gen. Médici em empregar o Corpo de Cadetes como Vanguarda do II Exército que se deslocava no sentido São Paulo – Rio de Janeiro, estabelecendo uma posição defensiva nas alturas da cidade de Barra Mansa, visando barrar as tropas do Comando do I Exército que se deslocavam em sentido contrário, ou seja, Rio de Janeiro/ São Paulo. Porém, devido a grande confiança que os jovens  cadetes depositavam em seu Comandante tudo transcorreu de maneira disciplinada e coesa, o que trouxe confiança e tranquilidade aos cadetes. Sem nenhum receio de errar podemos afirmar com convicção que tal medida, mais que acertada, foi decisiva para que a Contrarrevolução saísse vitoriosa e sem derramamento de sangue, já que tomando conhecimento da referida posição defensiva  instalada em Barra Mansa, o Comando do então I Exército determinou “ALTO” às suas tropas e compareceu a AMAM para discutir o assunto com o General Kruel, quando com muita  dignidade, em  pról da defesa da vida da juventude decidiu depor suas armas, passando o comando de  suas tropas ao Gen. Kruel. Decisão difícil esta tomada pelo Gen. Médici de enviar jovens ainda estudantes para um possível combate de resultado imprevisível. Então, a este militar de extremo valor para o Brasil, as nossas homenagens. Amanhã dia 09/03/2014, escreveremos sobre lideranças civis do Movimento, sobre reportagens que citam que este contou com apoio externo e sobre outras ações da mídia infiltrada. Até lá fico esperando por vocês.

 

 

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