50 ANOS DE CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964.
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XIII
É o mínimo  que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo
Levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
            Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
É preciso ter sempre em mente que em 1979, de forma unilateral de poder, o governo Contrarrevolucionário   outorgou  a Anistia aos vencidos, em busca do desarmamento dos espíritos, pela convicção da indispensabilidade da coexistência democrática. Era o indício de que estava  finda a Contrarrevolução de 31 de março de 1964.
O ideal seria que todo este período tivesse ocorrido em um menor espaço de tempo. Se assim não foi muito se deve às próprias organizações de esquerda que com suas ações violentas não permitiam uma transição pacífica como era a intenção do Governo do Regime.
Em verdade a Contrarrevolução enfrentou momentos difíceis em todos os campos do poder, mas é importante dar ênfase a alguns aspectos políticos. O primeiro ocorreu logo após o Movimento ter saído vitorioso.

 Sabemos que a Contrarrevolução foi da sociedade e que os chefes militares tudo fizeram para que  Jango permanecesse no Poder, ou seja, não desejavam sua deposição e nem mesmo a sua renúncia. Da mesma forma não desejavam que um dos chefes militares do movimento vitorioso se lançasse candidato a presidente, receosos de que tal fato viesse abalar a solidez do grupo. Em reunião na residência do então Governador Carlos Lacerda, sete Governadores de Estado indicaram o nome do General Humberto de Alencar Castelo Branco que contava com franca simpatia de muitos outros parlamentares. Castelo Branco, entretanto, não estava interessado em se candidatar. Surgia assim um impasse para a institucionalização da Contrarrevolução vitoriosa. Quem seria então o indicado? Um dos sete políticos presentes a reunião de Carlos Lacerda? Na  primeira reunião do grupo de políticos citados com o General Costa e Silva este foi enfático afirmando que era contrário à indicação de um militar, tendo a reunião sido suspensa para prosseguir no dia seguinte. Em nova reunião convocada por Costa e Silva para as 18:00h, para surpresa de todos,  este diz ter mudado de opinião e que o Presidente poderia ser um militar, desde que não fosse ele.´

Outro momento difícil está relacionado com a prorrogação da gestão Castelo Branco prevista  inicialmente para terminar em 31 de janeiro de 1965, data do término do mandato de João Goulart. A contragosto e por questões políticas Castelo Branco teve seu mandato prorrogado, até mesmo por pressão da mídia, citando-se como exemplo o que publicou o Jornal do Brasil:  “ Por isto, nunca entendemos a atitude do Presidente Castelo Branco, que, no fundo, mistura o dever de chefe de uma revolução com os escrúpulos de cidadão, colocando-se contra a prorrogação  ou a coincidência de mandatos”.

Em verdade seu mandato foi prorrogado por um total de 301votos dos 388, portanto com grande maioria, tendo então ao término do mesmo assumido como Presidente, também pelo voto dos Congressistas o General Costa e Silva que acabou por ter que decretar o AI-5, face a situação de guerra revolucionária em que o País se encontrava, outro momento que também foi bastante delicado para nossa Pátria. Posteriormente, em julho de 1969, portanto após apenas   seis meses da assinatura do AI-5, Costa e Silva encarregou seu Vice- Presidente , Dr. Pedro Aleixo, de elaborar uma proposta de Reforma da Constituição. Já no final de agosto o povo tomava conhecimento de que a Reforma de Constituição estava pronta e que seria promulgada em 02 de setembro, entrando em vigor no dia 07 de setembro e que no dia seguinte, 08 de setembro, o Congresso seria novamente convocado, demonstração inequívoca da Contrarrevolução de que nunca quis governar sozinha. A 29 de agosto, porém, o Presidente adoeceu e ocorreu então outro momento de sérias dificuldades política. Como consequência, assumiu uma Junta Militar, contra a vontade, inclusive, de muitos militares, tudo na esperança de que Costa e Silva iria se recuperar.

Amanhã dia 14/03/2014, trataremos das  mudanças no que já estava previsto, tendo como causa a doença de Costa e Silva.

 

 

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