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Categoria: Editoria do site
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Ten Leidson Acácio

15/03/14 -Adolescente, policial chegou a viver nas ruas de Nova Iguaçu e vendeu balas para viver.
Gustavo Goulart - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – O Globo – 15/03/14
“ Aspirante da PM teve parte da adolescência conturbada, conheceu a mulher que o acolheu , em Nova Iguaçu, e quis

     Será que a senhora Maria do Rosário
     ou algum membro da Secretaria de 
     Direitos Humanos, tem dado apoio às 
     famílias dos policiais assassinados?  

 ser policial após trabalhar na Operação Lei Seca. Dos 13 aos 16 anos, o aspirante a oficial da Polícia Militar  Leidson acácio Alves viveu nas ruas de Nova Iguaçu , por causa de problemas familiares. Sentiu frio, fome, medo. Vendeu balas para sobreviver . A sorte foi ao seu encontro três anos após ter saído de casa. Aos 16 anos, Acácio foi abordado por uma pastora da Igreja Evangélica  Quadrangular de Miguel Couto , em nova Iguaçu, que lhe ofereceu abrigo. Voltou a estudar para concluir o ensino médio e, com a autoestima elevada, chegou a sonhar ser presidente.

Aos 17 anos, conheceu na igreja Jaqueline de oliveira Machado, então com 15 anos, com quem se casou no ano passado com 27 anos. Ele também foi borracheiro, costureiro e pedreiro Para poder sustentar minha irmã – contou João Pedro Machado, soldado da Marinha, cunhado de Acácio .
 a vontade de tornar-se policial militar veio na época em que trabalhou em blitzes da Operação Lei Seca, colando adesivos em carros apreendidos e ajudando a coloca-los em reboques. Leidson Acácio formou-se em dezembro e em breve se tornaria tenente. Ele foi incentivado pelo capitão Vinicius de Oliveira, comandante da UPP da Vila Cruzeiro, com quem fez questão de trabalhar .(...)”

Policial de UPP morre baleado em confronto no Complexo da Penha, Rio
PM era subcomandante da UPP Vila Cruzeiro e foi atingido na testa.

Ele é o décimo PM de UPP baleado este ano em área pacificada.

Do G1 Rio –14/03/14
O tenente Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, subcomandante da UPP Vila Cruzeiro, foi morto após ser baleado durante confronto com criminosos na noite desta quinta-feira (13) no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio. Ele foi atingido por um tiro na cabeça enquanto a equipe fazia patrulhamento na favela Parque Proletário e foi surpreendida por bandidos armados.

Segundo a assessoria das UPPs, o tenente chegou a ser levado com vida para o Hospital Getúlio Vargas, também na Penha.

Policiais militares contaram que além da equipe do tenente, outras três equipes policiais foram atacadas simultaneamente por cerca de 20 homens armados. A segurança foi reforçada na comunidade após o ataque.

Quarta morte em pouco mais de um mês

O tenente Leidson Acácio estava há um ano na polícia. Esta foi a quarta morte de um policial militar lotado em uma UPP da região desde o início de fevereiro. No dia 2 de fevereiro, Alda Rafael Castilho, de 26 anos, da UPP Parque Proletário morreu após ser baleada na barriga. No último dia 6,  Wagner Vieira da Cruz, de 33 anos, foi baleado na cabeça. Ele era lotado na UPP Vila Cruzeiro (Penha). Wagner e outros policiais faziam patrulhamento na comunidade Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, quando foram surpreendidos por suspeitos armados. No dia 7, Rodrigo Paes Leme, 33 anos, foi baleado no peito. Ele era lotado na UPP Nova Brasília (Alemão). Agora, a morte do tenente Leidson Acácio.

Em entrevista ao Bom Dia Rio, o delegado da 22ª DP, Flávio Rodrigues, disse que a morte do subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro não parece ter relação com as outras mortes. "Me parece ter sido um caso ocasional. Ele foi fazer uma patrulha e foi baleado. Nada leva a crer que tenha sido premeditado", afirmou o delegado . 

A morte do subcomandante acontece horas depois do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmar que a morte de policiais em áreas pacificadas continua ocorrendo. “Tenho responsabilidade sobre esses policiais, não vamos admitir que eles continuem morrendo, embora semana passada tenhamos perdido dois policiais e a pauta era coleta do lixo”, declarou o secretário em entrevista coletiva após ocupação da Vila Kennedy, que receberá a 38ª UPP.