50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964

DOCUMENTÁRIO –É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual governo Federal.
Por Aluísio madruga de Moura e Souza

Na manhã do dia 31 de março de 1966, público e autoridades aguardavam no Parque Treze de Maio em Recife o início das comemorações do segundo aniversário da Contrarrevolução  prevista  para iniciar ás 09:00h . De repente uma violenta explosão seguida de pânico e correria. Acalmados os ânimos e desfeita a fumaça, os relógios marcavam 08h47min. Eis que acabara de ocorrer o primeiro atentado político a bomba após 1964, este, felizmente, sem vítima fatal. Neste mesmo dia como já adiantamos ocorreu um segundo na casa do Comandante do IV Exército, também sem vítima, sendo que uma terceira bomba foi encontrada em um vaso de flores   na Câmara Municipal sem ter sido detonada. Posteriormente, no dia 20 de maio, dois coquetéis molotovs e um petardo de dinamite foram arremessados contra os portões da mesma Câmara Municipal. No entanto foi no dia 25 de julho de 1966, que uma nova série de três bombas sacudiu Recife, desta vez conseguindo atingir o objetivo que vinham buscando como também já adiantei, ou seja, fazer vítimas. As duas primeiras  explodiram, na sede da UNE Pernambuco provocando queimaduras e escoriações no rosto do funcionário José Leite. Quanto a  terceira que explodiu no aeroporto dos Guararapes, pelas mortes e ferimentos graves provocados, inclusive em uma criança, passou a ser considerada o marco real do terrorismo político no Brasil já que nos atentados anteriores os criminosos não atingiram seus objetivos de fazerem vítimas.
Quanto ao episódio do Aeroporto do Guararapes descreve-o muito bem o militar, escritor e historiador  já falecido General Raymundo Negrão Torres, em um dos seus livros “ O Fascínio dos Anos de Chumbo” do qual extraímos o seguinte:
“A  Bomba no Aeroporto
   Estava assaz movimentado o Aeroporto Internacional dos Guararapes naquele começo de manhã do dia 25 de julho de 1966. Além do elevado número de pessoas habitual em um grande terminal aéreo havia muita gente que viera recepcionar o General Arthur da Costa e Silva, candidato do partido do Governo, Aliança Renovadora Nacional (ARENA) à Presidência da República.
Castelo Branco não conseguira fazer vingar uma candidatura civil ou mesmo ‘híbrida’ - como as dos coronéis na reserva e políticos Ney Braga, Costa Cavalcanti ou Jarbas Passarinho, - com que pretendia encaminhar a reconstitucionalização do país e o progressivo retorno à normalidade democrática após o interregno de autoritarismo mitigado que se seguira à deposição do senhor João Goulart e que ele, Castelo Branco, desejava fosse o mais breve possível. Talvez se arrependesse então de ter-se deixado levar pelo sentimentalismo e não ter nomeado outro ministro para o Exército, logo que assumira a Presidência, como fizera com os outros   dois ministérios militares. Dera trunfos à chamada ‘linha dura’ e agora tivera que – além de defrontar-se com a fúria de Carlos Lacerda – engolir aquele ‘sapo’ enorme. Sua esperança era que, com as reformas que  empreendera e com a nova Constituição que pretendia fazer  votar, as coisas seguissem seu rumo normal, sem retrocessos. Deixava   um plano decenal para a economia e tinha esperança que as amargas, mas necessárias, sementes dessem frutos e a modernização do país, que iniciara, pudesse superar os ressentimentos e o radicalismo que ainda existiam. Estava enganado.
Pouco minutos depois das 08:00 h chegada a notícia de que houvera um problema com o avião que conduzia o candidato e ele chegaria a Recife por via terrestre. Muitas pessoas que o esperavam começaram a deixar o aeroporto. Nesse momento, o guarda – civil Sebastião Tomaz de Aquino viu ‘esquecida’ a um canto do saguão, uma valise escura e a apanhou para entrega-la no balcão de ‘achados e perdidos’. Seguiu-se  violenta explosão que, além de grande destruição das instalações, causou pânico e correria deixando um trágico salto de vítimas”.
Amanhã dia 18/03/2014 prosseguiremos abordando as consequências da bomba que explodiu no Aeroporto dos Guararapes. Aguardo por vocês.  

 


 

50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XVII
É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual governo Federal.
Por Aluísio madruga de Moura e Souza
Na manhã do dia 31 de março de 1966, público e autoridades aguardavam no Parque Treze de Maio em Recife o início das comemorações do segundo aniversário da Contrarrevolução  prevista  para iniciar ás 09:00h . De repente uma violenta explosão seguida de pânico e correria. Acalmados os ânimos e desfeita a fumaça, os relógios marcavam 08h47min. Eis que acabara de ocorrer o primeiro atentado político a bomba após 1964, este, felizmente, sem vítima fatal. Neste mesmo dia como já adiantamos ocorreu um segundo na casa do Comandante do IV Exército, também sem vítima, sendo que uma terceira bomba foi encontrada em um vaso de flores   na Câmara Municipal sem ter sido detonada. Posteriormente, no dia 20 de maio, dois coquetéis molotovs e um petardo de dinamite foram arremessados contra os portões da mesma Câmara Municipal.
No entanto foi no dia 25 de julho de 1966, que uma nova série de três bombas sacudiu Recife, desta vez conseguindo atingir o objetivo que vinham buscando como também já adiantei, ou seja, fazer vítimas. As duas primeiras  explodiram, na sede da UNE Pernambuco provocando queimaduras e escoriações no rosto do funcionário José Leite. Quanto a  terceira que explodiu no aeroporto dos Guararapes, pelas mortes e ferimentos graves provocados, inclusive em uma criança, passou a ser considerada o marco real do terrorismo político no Brasil já que nos atentados anteriores os criminosos não atingiram seus objetivos de fazerem vítimas.
Quanto ao episódio do Aeroporto do Guararapes descreve-o muito bem o militar, escritor e historiador  já falecido General Raymundo Negrão Torres, em um dos seus livros “ O Fascínio dos Anos de Chumbo” do qual extraímos o seguinte:
“A  Bomba no Aeroporto
   Estava assaz movimentado o Aeroporto Internacional dos Guararapes naquele começo de manhã do dia 25 de julho de 1966. Além do elevado número de pessoas habitual em um grande terminal aéreo havia muita gente que viera recepcionar o General Arthur da Costa e Silva, candidato do partido do Governo, Aliança Renovadora Nacional (ARENA) à Presidência da República.
Castelo Branco não conseguira fazer vingar uma candidatura civil ou mesmo ‘híbrida’ - como as dos coronéis na reserva e políticos Ney Braga, Costa Cavalcanti ou Jarbas Passarinho, - com que pretendia encaminhar a reconstitucionalização do país e o progressivo retorno à normalidade democrática após o interregno de autoritarismo mitigado que se seguira à deposição do senhor João Goulart e que ele, Castelo Branco, desejava fosse o mais breve possível. Talvez se arrependesse então de ter-se deixado levar pelo sentimentalismo e não ter nomeado outro ministro para o Exército, logo que assumira a Presidência, como fizera com os outros   dois ministérios militares. Dera trunfos à chamada ‘linha dura’ e agora tivera que – além de defrontar-se com a fúria de Carlos Lacerda – engolir aquele ‘sapo’ enorme. Sua esperança era que, com as reformas que  empreendera e com a nova Constituição que pretendia fazer  votar, as coisas seguissem seu rumo normal, sem retrocessos. Deixava   um plano decenal para a economia e tinha esperança que as amargas, mas necessárias, sementes dessem frutos e a modernização do país, que iniciara, pudesse superar os ressentimentos e o radicalismo que ainda existiam. Estava enganado.
Pouco minutos depois das 08:00 h chegada a notícia de que houvera um problema com o avião que conduzia o candidato e ele chegaria a Recife por via terrestre. Muitas pessoas que o esperavam começaram a deixar o aeroporto. Nesse momento, o guarda – civil Sebastião Tomaz de Aquino viu ‘esquecida’ a um canto do saguão, uma valise escura e a apanhou para entrega-la no balcão de ‘achados e perdidos’. Seguiu-se  violenta explosão que, além de grande destruição das instalações, causou pânico e correria deixando um trágico salto de vítimas”.
Amanhã dia 18/03/2014 prosseguiremos abordando as consequências da bomba que explodiu no Aeroporto dos Guararapes. Aguardo por vocês.  

 


 

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