Quando a “doutora”  Dilma assumiu a Presidência, uma ação da Petrobras valia R$ 29. Hoje ela vale R$ 12,60. Somando-se a perda de valor de mercado da Petrobras à da Eletrobras, chega-se a cerca de US$ 100 bi. A gestão da doutora comeu um ervanário equivalente à fortuna do homem mais rico do mundo (Bill Gates, com US$ 76 bi), mais a do homem mais rico do Brasil (Jorge Paulo Lemann, com US$ 19,7 bi)”. Elio Gaspari

Então chefe da Casa Civil de Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, petista afirma que dados incompletos a fizeram dar aval à operação que custou US$ 1 bilhão

Andreza Matais e Fábio Fabrini - O Estado de S.Paulo -19 de março de 2014  

BRASÍLIA - Documentos até agora inéditos revelam que a presidente Dilma Rousseff votou em 2006 favoravelmente à compra de 50% da polêmica refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A petista era ministra da Casa Civil e comandava o Conselho de Administração da Petrobrás. Ontem, ao justificar a decisão ao Estado, ela disse que só apoiou a medida porque recebeu "informações incompletas" de um parecer "técnica e juridicamente falho". Foi sua primeira manifestação pública sobre o tema.

Agência Petrobrás
Refinaria de Pasadena, pela qual Brasil pagou US$ 1,18 bilhão

A aquisição da refinaria é investigada por Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.

O conselho da Petrobrás autorizou, com apoio de Dilma, a compra de 50% da refinaria por US$ 360 milhões. Posteriormente, por causa de cláusulas do contrato, a estatal foi obrigada a ficar com 100% da unidade, antes compartilhada com uma empresa belga. Acabou desembolsando US$ 1,18 bilhão - cerca R$ 2,76 bilhões.

A presidente diz que o material que embasou sua decisão em 2006 não trazia justamente a cláusula que obrigaria a Petrobrás a ficar com toda a refinaria. Trata-se da cláusula Put Option, que manda uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. A Petrobrás se desentendeu sobre investimentos com a belga Astra Oil, sua sócia. Por isso, acabou ficando com toda a refinaria.

Dilma disse ainda, por meio da nota, que também não teve acesso à cláusula Marlim, que garantia à sócia da Petrobrás um lucro de 6,9% ao ano mesmo que as condições de mercado fossem adversas. Essas cláusulas "seguramente não seriam aprovadas pelo conselho" se fossem conhecidas, informou a nota da Presidência.

Ainda segundo a nota oficial, após tomar conhecimento das cláusulas, em 2008, o conselho passou a questionar o grupo Astra Oil para apurar prejuízos e responsabilidades. Mas a Petrobrás perdeu o litígio em 2012 e foi obrigada a cumprir o contrato - o caso foi revelado naquele ano pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Reunião. A ata da reunião do Conselho de Administração da Petrobrás de número 1.268, datada de 3 de fevereiro de 2006, mostra a posição unânime do conselho favorável à compra dos primeiros 50% da refinaria, mesmo já havendo, à época, questionamentos sobre a planta, considerada obsoleta.

Os então ministros Antonio Palocci (Fazenda), atual consultor de empresas, e Jaques Wagner (Relações Institucionais), hoje governador da Bahia pelo PT, integravam o Conselho de Administração da Petrobrás. Eles seguiram Dilma dando voto favorável. A posição deles sobre o negócio também era desconhecida até hoje. Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época, é secretário de Planejamento de Jaques Wagner na Bahia. Ele ainda defende a compra da refinaria nos EUA.

O "resumo executivo" sobre o negócio Pasadena foi elaborado em 2006 pela diretoria internacional da Petrobrás, comandada por Nestor Cerveró, que defendia a compra da refinaria como medida para expandir a capacidade de refino no exterior e melhorar a qualidade dos derivados de petróleo brasileiros. Indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu, na época já apeado do governo federal por causa do mensalão, Cerveró é hoje diretor financeiro de serviços da BR-Distribuidora.

Desde 2006 não houve nenhum investimento da estatal na refinaria de Pasadena para expansão da capacidade de refino ou qualquer tipo de adaptação para o aumento da conversão da planta de refino - essencial para adaptar a refinaria ao óleo pesado extraído pela estatal brasileira. A justificativa da Petrobrás para órgãos de controle é que isso se deve a dois motivos: disputa arbitral e judicial em torno do negócio e alteração do plano estratégico da Petrobrás. A empresa reconhece, ainda, uma perda por recuperabilidade de US$ 221 milhões.

Antes de virar chefe da Casa Civil, Dilma havia sido ministra das Minas e Energia. Enquanto atuou como presidente do conselho nenhuma decisão importante foi tomada sem que tivesse sido tratada com ela antes.

Dilma não comentou o fato de ter aprovado a compra por US$ 360 milhões - sendo que, um ano antes, a refinaria havia sido adquirida inteira pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários  
#8 Carlos Alberto Pires 21-03-2014 22:40
Diz um ditado francês "Cherchez la femme" ou seja procure a mulher.
Neste caso há uma exceção à regra, posto que Dilma está isenta de ser suspeita face a sua imbecilidade.
Ela é capaz de assinar sua própria renúncia. Bastam apenas três folhas escritas e uma caneta.
Elementar meu caro Watson. A raposa já deixou seu rastro. Coloquemos os cães farejadores e eles irão direto para a Papuda.
Deixemos a investigação por conta de Sherlock Holmes e o Ministério Público, quem sabe se dessa vez o suspeito não seja enquadrado no crime de formação de quadrilha.
#7 Aragão 21-03-2014 16:35
O que essa irresponsável já fez, era para estar fora do Planalto e presa na Papuda. A compra da refinaria sucata e os empréstimos aos países totalitários dariam mais de 30 anos de cadeia para ela. Esses empréstimos são totalmente inconstituciona is, conforme o Art. 49 da Constituição Federal, que lhe dão um processo de impeachment e rua. Vejam isso: https://www.youtube.com/watch?v=7hCLtDp_lYU#t=381.
#6 Carlos Alberto Pires 21-03-2014 16:23
Vejam a diferença intelectual e íntegra entre o ex-Presidente Ernesto Geisel e Dilma em assuntos referentes a "res publica."
O General Presidente nunca assinou documento algum sem ser lido por ele com muito critério e minuciosamente explicado quando levado ao seu conhecimento pelo Ministro da Fazenda Dr. Mário Henrique Simonsen ou por outros responsáveis pelas demais pastas.
A gerentona Dilma, a exemplo de seu tutor Grigori Rasputin Lula, mesmo lendo assinou sem entender patavina uma transação que custou uma baba ao erário.
Com mais um mandato dessa mulher inepta ocorrerá inevitavelmente a quebra o País.
#5 Milton Oliveira DR 20-03-2014 21:52
Brasil acima de tudo!
#4 francisco cioffi 20-03-2014 13:25
Nestor Cerveró, que foi Diretor da Área Internacional da Petrobrás, é apadrinhado político do Zé da Papuda Mensaleiro !
#3 mauro 20-03-2014 08:15
Igualzinha ao chefe"Não sabia de nada!"Facil, assim qualquer mané consegue governar!faz qualquer coisa,de qualquer jeito sem nenhum critério depois tira o seu da reta.
#2 domenico 19-03-2014 22:51
Faz-me, rir !... De olho na reeleição, a PresidANTA, com seu cinismo e dissimulação, adquiridos de seu "guru-nove-dedo s", com certeza, vai jurar que foi enganada pelas entrelinhas e que deu seu aval, ingenuamente ! Ah, coisinha bobinha !!!
#1 azambuja 19-03-2014 21:23
Esse aí é o mensalão da Dilminha Bang Bang.Será que alguém vai apurar isso?
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