50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964

DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XXIII

É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.

Por Aluísio Madruga de Moura e Souza

Aproximava-se a hora crítica do meio dia, hora da tora...(hábito do militar dormir alguns poucos minutos após o rancho, ou seja, após o almoço). Favorecendo ainda mais os atacantes, o Gen. Morais Cmt. do QG/Art Cos estava fora: tinha ido ao QG do Iº Exército.

Houve uma “freiada” brusca e paramos em Copacabana na rua Raúl Pompéia, um pouco antes da Francisco Otaviano. Neste alto o tenente coronel Couto, a paisana fez um último reconhecimento do itinerário. Em quanto isto o Major Dickson, designado o executivo da operação foi de carro em carro fazendo as últimas recomendações destacando-se: evitar derramamento de sangue, mas atirar sem hesitação se necessário.

 Em seguida, com o retorno do Tenente Coronel Couto a coluna partiu direto para o alvo. Paramos em frente ao QG da Art/Cos e saltamos dos carros de armas nas mãos quando nos dirigimos correndo para o edifício Central abordando-o pela frente e pelos francos, gritando vozes de comando e de estímulo. A luta corporal, o pipocar dos tiros e a gritaria espalhava-se por toda parte. A surpresa fora completa e a resistência ficou cristalizada, sendo que nesse primeiro momento o Maj. Magalhães, ferido com uma coronhada de fuzil  na cabeça foi evacuado para a ECEME na Praia Vermelha. Um de nossos grupos entrando pela porta principal subiu correndo ao andar superior, quando um sargento do QG tentou atirar pelas costas no Cel. Montagna, sendo atingido em uma das pernas por um dos nossos tendo se rendido em seguida. Outro grupo do qual eu fazia partiu para o corpo da guarda onde existia uma sala com a porta fechada. Ao arromba-la deparei-me com um sargento com uma Metralhadora INA nas mãos e mais seis soldados com seus fuzis automáticos  leve(FAL). Gritei bem alto: armas no chão! Atiro se não for obedecido! Não tenham medo! Não queremos fazer mal a vocês! Queremos impedir que os comunistas tomem o Poder!

O sargento comandante da guarda e todos os soldados depuseram as armas no chão. Entreguei-os ao Cap. Denys que estava recebendo os presos tendo passado a ministrar ordem unida aos mesmos. Excelente ideia. Prossegui com meu grupo indo ao rancho onde não encontrei ninguém. Então eu e o Cap. Omar vasculhamos um corredor sendo que ao dobrar  uma esquina fomos atacados por tiros de metralhadora. Nos  abrigamos e o Cap. Omar procurou descobrir a origem dos tiros me informando em seguida que o Cap. Medeiros  do Forte Copacabana pulara o muro para o lado do QG/Art Cos. e  rendera um sargento radiotelegrafista que era quem estava atirando.

Controlada em definitivo a situação, no portão principal fora instalado pelo Maj. Dickson um posto de sentinela, onde passaram a dar serviço os oficiais alunos, independente de posto, até porque essa é uma missão para soldados. Chegada a minha vez ocupei o posto de sentinela, sem saber que havia uma câmera da TV Rio-Canal 13 filmando tudo o que acontecia ali. Esta fora uma iniciativa do então repórter Flávio Cavalcante, logo no início da ação fato que eu desconhecia e que foi de suma importância para a contrarrevolução, pela difusão instantânea do que ocorria e que alcançou todas as Unidades do Rio de Janeiro, cooperando eficazmente para a imediatamente adesão das mesmas.

Em seguida, para os oficiais alunos da ECEME a missão foi dada por  encerrada com a chegada dos Generais Panasco Alvim e Rego Barros. O primeiro assumiu o comando do QG/Art Cos e o segundo escoltou para a Escola Superior de Guerra(ESG) O Gen. Morais. A segurança da área passou para o Forte Copacabana, unidade que se tornou fiel logo após o início.”

Um coronel, um ten-cel, oito majores e onze capitães perfazendo um total de 21 oficiais cumpriram esta missão.

 Amanhã, dia 24/03/2014 voltaremos a falar das ações de nossos terroristas, dando uns poucos exemplos de “ justiçamentos” e assassinatos  por eles praticados.

 

Comments powered by CComment