50 ANOS DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XXIV
É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Hoje fiquei de escrever sobre “justiçamentos” e assassinatos praticados pelos comunistas brasileiros, atualmente tão valorizados por péssimos cidadãos também comunistas, aproveitadores ou irresponsáveis. É o que vou fazer citando uns poucos exemplos. Aliás, “justiçamentos” para eles. Para qualquer ser humano de bem tratou-se de assassinato puro e simples como foi o caso do assassinato do industrial Henning Alber Boilesen. E é bom que se diga que esses “justiçamentos” foram perpetrados não somente contra os integrantes dos órgãos  de segurança, contra civis, mas , também, contra os próprios militantes de esquerda. Trata-se de mais uma pequena homenagem que faço à todos aqueles que morreram pelas mãos do terrorismo.

Quando da criação da Operação Bandeirante (OBAN) em São Paulo que antecedeu a criação do Destacamento de Operações de Inteligência(DOI) do II Exército o Cmt. do II Exército, General Canavarro reuniu-se com o Governador do Estado e com várias autoridades federais, estaduais, municipais e industriais paulistas, solicitando apoio para a criação com urgência de um órgão que tivesse condições de fazer frente ao terrorismo crescente que estava em curso no Brasil e, em particular em São Paulo. Assim, vários industriais se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar.

Como resposta à criação da OBAN e para intimidar  aqueles industriais, por orientação de Lamarca, foram selecionados três nomes de industriais para que um deles fosse “justiçado” – assassinado. Foram estão selecionados Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo, da firma Camargo Correia, sendo escolhido para morrer o Presidente da Ultragás, o senhor Henning, um dinamarquês naturalizado Brasileiro. Eis que a partir da segunda quinzena de janeiro de1971 tiveram início os levantamentos dos hábitos do industrial dos quais participaram Devanir José de Carvalho, Dimas Antônio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT);Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz pela Ação Libertadora Nacional(ALN); Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga(que mais recentemente foi chefe de gabinete do então Governador do Rio Grande do Sul Sr. Olívio Dutra) pela Vanguarda Popular Revolucionária(VPR). Assim é que no dia 15 de abril de 1971, um comando revolucionário integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, José Antônio Casimiro e Antônio Sérgio Matos, covardemente assassinou Boilesen.. Quando o carro do industrial entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Então este saiu do automóvel  que dirigia e tentou correr  em direção contrária aos carros mas foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando Boilesen arrastou-se por mais uns metros e foi cair na sarjeta junto a um Volksvagen. Então Yuri aprox.imou-se e disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram as panfletos por cima do cadáver. Posteriormente escrito por Yuri e aprendido pela Polícia, aparecem as frases: “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da revolução.” Esta é uma das muitas histórias que a comissão nacional da verdade diz que não há interesse em apurar.

Na ação vários carros e casas foram atingidas pelos projéteis . Caídas, duas senhoras, uma  atingida no ombro e a outra ferida na perna. Sobre o corpo de Boilesen totalmente mutilado, os panfletos da ALN e do MRT, dirigido ao “Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “como ele existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore. O que importa é que eles sentirão o peso da Justiça revolucionária. Olho por olho, dente por dente.

O certo é que o assassinato comoveu a opinião pública até então não  acostumada com tamanha violência como ocorre hoje, e teve ampla repercussão no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de São Paulo. A respeito desse repulsivo ato  terrorista é importante destacar o que publicou a Folha de São Paulo de 16/04/1971: “Meios políticos e empresariais condenaram veementemente o brutal assassinato. A Assembleia Legislativa suspendeu seus trabalhos para render um preito de homenagem à memória do industrial assassinado por terroristas. Ao instalar os trabalhos da sessão, o presidente da Casa, deputado Jacob Pedro Carolo, disse que “Boilesen foi vítima de terroristas covardes”.

Finalmente, para justificar esse ato criminoso, os terroristas passaram a difundir abominável e  sórdidas mentiras, dentre elas afirmando: que Boilesen era agente da CIA, que frequentava a OBAN, que assistia e participava de interrogatórios dos presos, ocasiões nas quais, pessoalmente, testava uma máquina para aplicar choques elétricos que ele mesmo inventara. Quanta sordidez!

Amanhã dia 25/03/2014 prosseguiremos com o assunto “justiçamento”. Aguardo por vocês.

 

 

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