50 ANOS  DA CONTRARREVOLUÇÃO DE 31/03/1964
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XXV
É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Estão redondamente enganados aqueles que imaginam que os terroristas e guerrilheiros –os do Araguaia -  se limitaram a assassinar apenas aqueles aos quais  eles se opuseram. Muitos dos seus companheiros de viagem – urbanos ou que atuavam na área rural também foram por eles justiçados, depois de terem sido julgados  e condenados pelo “crime de não terem cometido nenhum crime”. É isto mesmo! Na maioria das vezes a acusação era totalmente empírica a saber: “fraqueza ideológica o que era considerado como crime capital, um perigo em potencial para seus pares. Então todo aquele que por algum motivo abandonasse a organização, ou expressasse em voz alta tal intenção ou ainda tiveram a audácia de discordarem do que determinava o colegiado e decidiram pensar com suas próprias cabeças passavam a ser  considerados “perigosos” e, na maioria das vezes, pagaram com a própria vida, porque poderiam mais à frente colaborarem com os “burgueses”.
O emprego do “justiçamento” de companheiros no Brasil não teve origem com os comunistas do período mais recente. Já antes mesmo de eclodir a Intentona Comunista de 1935,  O Partido Comunista Brasileiro(PCB) justiçou alguns de seus militantes, entre eles Elvira Cupelo  Colônio, Elvira Fernandes, ou simplesmente Garota, amante do Secretário-Geral do Partido. Elvira foi julgada por um Tribunal Vermelho, sob a infundada suspeita de estar colaborando com a polícia, depois de ter sido liberada da prisão por ser menor de idade. Foi assassinada fria e premeditadamente, com a interferência direta de Luis Carlos Prestes, ante o que considerou “falta de resolução ou vacilação” dos companheiros, que tinham dúvidas se a traição tinha sido da Garota ou do seu amásio. Quem bem descreve  este e outros crimes do Partido é o General Agnaldo Del Nero em seu livro “A Grande Mentira” às páginas 51 a 54. Muitos outros homicídios foram perpetrados nessa época, como os de Bernardino Pinto Almeida, Afonso José dos Santos, Maria Silveira ou Neli e Domingos Antunes Azevedo, todos, naturalmente, após condenados pelo “Tribunal Vermelho”. Na região de Trombas e Formoso, a época Norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins o PCB chegou a criar um área liberada antes de 1964 e ali também muitos crimes  foram perpetrados e que após 1964 foram esclarecidos em Inquérito Policial Militar(IPM). No entanto , dos  crimes do PCB, o que mais chama a atenção pela sordidez foi o cometido contra o jovem de 17 anos Tobias Warchavtski, aluno da Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro. Em meu livro “Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada, com início a pagina 296 descrevo em detalhes como ocorreu este assassinato tão cruel.
Com certeza a relação de crimes de “justiçamentos” de seus companheiros de viagem pelos comunistas é mais extensa do que se conhece. A seguir relação de alguns “justiçamentos” realizados após 1964: Antonio Nogueira da Silva Filho, da (Var-Palmares). Condenado ao “Justiçamento” em 1969, sendo que a sentença não foi executada porque o  “condenado” fugiu para o exterior; Geraldo Ferreira Damasceno, militante da Dissidência da Var-Palmares(DVP) – “Justiçado” em 29 de maio de 1970 no Rio de Janeiro; Ari Rocha Miranda, militante da Ação Libertadora Nacional(ALN) – “justiçado” em 11 de junho de 1970 por seu companheiro Eduardo Leite , codinome “Bacuri”, durante uma “ação” em São Paulo; Antônio Lourenço, militante da Ação Popular (AP), “justiçado” em fevereiro de 1971, no Maranhão; Márcio Leite Toledo da (ALN) “justiçado” em 23 de março  de 1971; Amaro Luiz de Carvalho, codinome “Capivara”, militante do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro(PCBR) e posteriormente do Partido Comunista Revolucionário(PCR) , “justiçado” em 22 de agosto de 1971, em Recife, dentro do presídio onde cumpria pena; Carlos Alberto Maciel Cardoso, da (ALN), “justiçado” em 13 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro; Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da Resistência Armada Nacionalista(RAN) “justiçado em 28 de junho de 1973, dentro da Escola onde era professor; Salatiel Teixeira Rolins, do PCBR, “justiçado” em 22dejulho de 1973.
Durante a Guerrilha do Araguaia(1972/1974) foram justiçados pelo Partido Comunista do Brasil ( PC do B) o guerrilheiro Rosalino Cruz Souza, codinome “Mundico”; Osmar de tal; Pedro Mineiro e José Pereira, os três últimos moradores da região e por estarem sob suspeita de colaborarem com as Forças Legais.
Finalmente é importante citar que muitos desses “justiceiros”, por força da Lei de Anistia que no atual Governo só está valendo para eles estão exercendo funções públicas e sendo indenizados. Amanhã dia 26/032014 , para encerrar esta parte na qual foi mostrada a violência das ações dos comunistas na época tais como atentados , sequestros e “justiçamentos” abordaremos os casos Levino dos Santos e do marinheiro inglês David A. Cuthberg. Até lá.


 

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