31 DE MARÇO DE 2014
DOCUMENTÁRIO – ARTIGO XXVII
É o mínimo que você precisa saber para não estar fazendo papel de idiota, sendo levado de roldão pela política desastrosa do atual Governo Federal.
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Apanhados de surpresa pelas ações de terrorismo desencadeadas pela esquerda revolucionária , os Órgãos de Segurança, embora  eficientes no combate à criminalidade comum não conseguiam combater a subversão e ações dos terroristas e guerrilheiros. E este fato não era fruto da incapacidade do pessoal, falta de material ou inadequação dos meios de comunicações ou armamento. Tratava-se, sim, do fato de que  os criminosos ideológicos possuíam treinamento no tipo de ações que realizavam com planejamento detalhado de o quê, onde e como fazer além de contar com a surpresa. Por outro lado faltava às Forças Legais uma unidade de comando e principalmente coordenação. A preocupação com os rumos dos acontecimentos era geral, principalmente em São Paulo, tendo em vista as ações ali realizadas pelos subversivos – terroristas. Assim é que entre os dias 6 a 8 de fevereiro de 1969 foi realizado em Brasília o I Seminário de Segurança Interna, sob a coordenação do Exército e que reuniu os secretários de Segurança Pública, comandantes das Polícias Militares, delegados da Polícia Federal e das Polícias  Civis, sendo que, dentre os vários assuntos tratados ficou evidente a necessidade da integração operacional dos organismos policiais, com coordenação única. De maio a junho do mesmo ano foi montado um esquema experimental, na 2ª Seção do II Exército com o objetivo de responder à necessidade ou não de integração entre os diversos órgãos, de modo a conseguir um melhor aproveitamento dos mesmos no combate ao terrorismo. O assunto ainda foi debatido no Centro de Informações do Exército (CIE) que, além de possuir uma visão mais abrangente do problema considerava a experiência como altamente positiva. Foi após estas conclusões que o Gen. Canavarro, Comandante do II Exército, com autorização do Ministro do Exército e certamente do Presidente da República criou a OBAN como já citamos. Mas os atos terroristas se intensificaram e, para enfrentar esse estado de coisas, a Presidência da República, após uma análise profunda da questão, ainda  na primeira quinzena de setembro de 1970, expediu uma “Diretriz para a Política de Segurança Interna” definindo o que deveria ser realizado para neutralizar, impedir ou até mesmo eliminar as ações dos terroristas. Nela ficou estabelecido que caberia ao Exército, por intermédio de seus Comandantes Militares de Área a responsabilidade pelo planejamento, coordenação e execução das medidas para conter a subversão e o terrorismo em suas respectivas áreas de responsabilidades.
Com esta Diretriz Foram criados os Conselhos de Defesa Interna(CONDI) para assessorar os Comandantes Militares de Área; Os Centros de Operações de Defesa Interna(CODI),  para garantir a necessária coordenação do planejamento e da execução das medidas de defesa interna; e os Destacamentos de Defesa Interna(DOI), cuja missão era desmontar toda a estrutura de pessoal e de material das organizações terroristas, bem como impedir a sua reorganização. E foi exatamente o que os DOI fizeram, ou seja, cumpriram com a missão que receberam: desmontar a estrutura em pessoal e material das organizações terroristas, consolidar a Contrarrevolução e impedir que fosse implantada uma ditadura do proletariado no Brasil.
Hoje alguns criticam os métodos usados para trazer a paz – aquela época - ao Brasil. Alegam  que o Estado respondeu com violência à ação dos terroristas e que outros métodos poderiam ser usados mais não esclarecem quais. É fácil criticar hoje estando-se dentro de um gabinete refrigerado sem mesmo ouvir um tiro. É fácil condenar quando jamais se viu o branco dos olhos de  um terrorista, nem mesmo algemado. É fácil “elocubrar” soluções ou decisões quando não se tem sob sua responsabilidade a vida de um seu subordinado seja ele militar, policial militar, policial civil ou da Polícia Federal, estando você ao lado desse subordinado hierárquico, ouvindo o sibilar dos tiros, ambos envolvidos em uma guerra sem uniformes, guerra covarde, onde as ações são sabotagens, explosões a bombas, assassinatos, sequestros, “justiçamentos” segundo eles é a tônica do dia a dia. É fácil criticar quando suas famílias estão seguras, suas esposas e filhos não correm riscos de sequestros e outros crimes porque quem hoje critica nem participou da guerra da qual lhes falo.
É verdade que houve excessos, porém de ambos os lados, mas todos sabiam desses excessos. Mas possivelmente tenham sido os excessos ocorridos do lado governamental que tenham mantido os críticos de hoje, até hoje vivos, pois se a revolução que as comunistas estavam pregando  aqui no Brasil saísse vencedora não teria sido diferente do que foi e continua sendo até hoje em Cuba. Se as Forças Legais tivessem tratado os terroristas com flores e bombons como intelectuais da esquerda festiva e aqueles que pregam direitos Humanos,  apenas para os comunistas de ontem e de hoje, estaríamos chorando milhares de mortos como ao longo dos tempos ocorreu nos países que se tornaram comunistas e não apenas os cerca de 500 mortos de ambos os lados como aqui ocorreu. Vejam o que escreveu o respeitável ex-Senador Roberto Campos em seu artigo “Nostalgia das Ossadas” sobre o assunto: ....”Fidel na primeira noite pós- revolucionária fuzilou 50 pessoas num estádio. Na semana seguinte, na Fortaleza La Cabana , em Havana despachou 700(dos quais 400 eram membros do governo anterior) e ao longo de todo os seus anos de ditadura estima – se  em 10 mil pessoas fuziladas”.  Pedindo desculpas por ter me alongado um pouco mais para não interromper o raciocínio, amanhã dia 28/03/2014 mudaremos o enfoque. Aguardem.          

 

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