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Categoria: Diversos
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 Por Euro Brasílico Vieira Magalhães
A comemoração pela classificação do Brasil, pela Agência de Risco de Investimentos (prestem atenção = investimentos dos estrangeiros, onde eles podem especular e ganhar mais sem riscos) Standard & Poor’s no dia 30 de abril de 2.008, quarta-feira, foi exagerada ao extremo e divulgada com exagero pela mídia brasileira, como se fosse carnaval ou conquista de Copa do Mundo.

Texto completo  

 As autoridades, a Bolsa de Valores e a Mídia deveriam ter comemorado com a discrição que um País realmente sério se comporta, e aproveitar a chance, que pode não durar, para estudar e planejar como realmente melhorar a qualidade da economia e do desenvolvimento do Brasil para manter essa avaliação e elevá-la ao nível do México, da Rússia, da China e do Chile, que é a melhor desses países citados.

 

O Peru, por exemplo, onde o bolsão de pobreza é enorme, recebeu o INVESTMENT GRADE um mês antes do Brasil, e existem no mundo 67 países com essa classificação.

 

As mesmas Agências de Risco nunca rebaixaram a classificação dos investimentos dos Estados Unidos no setor imobiliário, e todo mundo tem visto o caos que se propagou por várias nações com os calotes na dívida hipotecária daquele país.

 

O INVESTMENT GRADE mede apenas a capacidade e a disposição de um país honrar os seus compromissos com os investidores estrangeiros, ou seja, se ele tem dólares suficientes para pagar o dinheiro de quem vem aqui para especular e ganhar com o MAIOR JURO DO MUNDO.

 

Assim, pagando altos juros na dívida interna, o Brasil trocou dívida barata em dólares, se endividando internamente para acumular esses dólares, se tornando uma das maiores dívidas públicas do mundo, hoje na faixa de um trilhão e setecentos bilhões (1.700.000.000.000,00 – cansou?), MAIS DE 50% DO PIB.

E depois jogam a culpa nos governos militares, período em que a DÍVIDA PÚBLICA NÃO PASSOU DE 15% DO PIB. Vejam como os comunistas no poder estão preparando o Brasil para ser entregue aos credores:

“O histórico da dívida pública foi mostrado por nós anteriormente no Livro Brasil: O Crescimento Possível - Editora Bertrand do Brasil 1996 - e foi atualizado na Figura 2 até Outubro de 1997. Nesse livro  procuramos determinar os limites para o crescimento econômico brasileiro. No tocante a dívida pública nos pareceu claro que 40% do PIB correspondia a um limite superior para o Brasil . Cada vez que a dívida se aproximou desse limite foi necessária uma vigorosa correção de rumo.”

Figura 2

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E a dívida continuou buscando o céu no final do governo fhc e no governo lulla:

 

O estouro em 2002 foi provocado pela disparada do dólar com o medo da vitória de lulla.

 

 “Nunca antes na história deste país” o governo pagou quantias tão altas de juros da dívida ao sistema financeiro, chegando a enorme cifra de 800 bilhões só nos mandatos de lulla da silva. Investidores estrangeiros e os Bancos foram que mais enriqueceram nesse período.

Nos últimos 23 anos, o Brasil caiu da oitava para a décima quarta posição no ranking do PIB mundial (e deveria ser pior, não fosse a suicida manipulação do valor do dólar, o que faz aumentar o valor do PIB em dólar). Nesse período foram privatizadas quase todas as boas e excelentes empresas estatais, construídas ao longo de décadas a custa de muito esforço da nação. Justificam os políticos que todo o valor arrecadado foi absorvido pelo pagamento da dívida, que ainda gerou  cortes quase totais nos investimentos em infra-estrutura.

Sofremos com racionamentos de energia, estradas esburacadas, abandono das ferrovias, saúde falida, educação de baixíssimo nível, comprovado agora pela ONU, e grande crescimento da violência urbana e no campo.

Apesar de todo esse sacrifício da população brasileira, a dívida pública brasileira multiplicou-se por mais de vinte vezes.

 

A preocupação com o amanhã, com o País que deixaremos para nossos filhos e netos não pode ser esquecida. Eles jamais nos perdoarão pelo estrago que fizemos ao Brasil com a nossa omissão diante de tantos crimes contra o patrimônio público.

 

VERDADES:

 

1-  RISCO – O risco para o dinheiro dos estrangeiros realmente diminuiu, pois o Brasil, com pesados custos para os nossos produtores, inclusive com fechamento de fábricas e muitos empregos, e para os nossos exportadores, acumulou um valor altíssimo de RESERVAS, o que garante que todo o dinheiro (dólares) que eles investirem aqui será devolvido.

 

2-  CONTROLE DE INFLAÇÃO – Até o momento a inflação brasileira está sob controle, pois o povo brasileiro continua com renda percapita decrescente, sendo o aumento do consumo apenas resultado do enorme endividamento da população brasileira de todos os níveis, patrocinado irresponsavelmente pelo próprio Estado.

 

3-   CRESCIMENTO DA EXPORTAÇÃO – As exportações brasileiras cresceram muito nos últimos 10 anos, como resultado dos investimentos sérios e eficientes realizados no passado em infraestrutura, no desenvolvimento da Petrobrás e da Vale do Rio Doce (vendida a preço de banana), na industrialização do País, e no crescimento da agroindústria, com suporte especial nas empresas agropecuárias, tudo isso plantado nos governos militares e que agora estão dando frutos excelentes, principalmente em virtude do grande período de crescimento mundial, alavancado pela China.

 

 

MENTIRAS:

 

1-  PAÍS SÉRIO: O INVESTMENT GRADE mede apenas a capacidade e a disposição de um país honrar os seus compromissos com os investidores estrangeiros.

Ele não modifica a situação econômica do Brasil, não melhora a sua infraestrutura, a sua educação e tecnologia, a sua segurança ou a renda percapta de seu povo.

Ele não modifica o estado caótico da administração brasileira; não resolve os problemas de corrupção e falta de investimentos nos setores básicos do Brasil; não diminui o Custo Brasil, não garante o crescimento sustentado, não reduz a dívida do País e não resolve os graves problemas políticos e legais atuais.

 

2-  DÍVIDA PÚBLICA: A história de que o BRASIL acabou com a dívida é a maior enganação desde os tempos de FHC.

A dívida Pública é o maior entrave ao crescimento e a lenha da fornalha que vai explodir a caldeira:

 

O Estoque da Dívida Total Líquida da União (Interna e Externa) – Fonte MF - Base: Ano de 2007

EM R$ BILHÕES

·         Ou seja, o Governo Lula aumentou nossa dívida em mais de 100 bilhões por ano de governo.

·         SÓ DE JUROS O BRASIL PAGA QUASE R$ 200 BILHÕES POR ANO.

·         Como o Superávit Primário (ALCANÇADO COM EXCESSIVO AUMENTO DE IMPOSTOS E NÃO COM REDUÇÃO DOS GASTOS PÚBLICOS) não chega a R$ 100 bilhões, a dívida para NOSSOS FILHOS E NETOS AUMENTARÁ EM MAIS DE R$ 100 BILHÕES por ano.

 

3-  OS MILITARES ENDIVIDARAM O BRASIL – A maior mentira.

 

Basta a apresentação dos gráficos da evolução econômica para o caos, que não sobra a menor dúvida que a vida do brasileiro era muito, mas muito melhor mesmo.

 

A dívida pública aumentou em mais de vinte vezes e só de juros pagamos hoje umas 3 dívidas públicas dos tempos dos governos militares.

 

E para agravar a situação, os atuais governos passaram do histórico 1 quinto de impostos (mais ou menos 20% do PIB) para os dois quintos dos infernos de impostos ,com agravante da diminuição de prestação de serviços públicos.

 

 

 

 


 


 

ILUSÕES:

 

Porque o Brasil recebeu o INVESTMENT GRADE, com tamanha dívida pública, despesas anuais sempre maiores do que as receitas, corrupção desenfreada, carga tributária elevadíssima, baixo investimento em infraestrutura e educação, regulação burocrática de péssima qualidade e crescimento do PIB bem abaixo  da média mundial nos últimos anos???

 

Essa é a GRANDE ILUSÃO que estão passando aos brasileiros: a de que o BRASIL AGORA É UM PAÍS SÉRIO.

 

Tudo não passa de mais um monte de besteiras dos esquerdistas, ou melhor, dos pseudocomunistas no poder, se aproveitando da grande crise deste início de século: A crise hipotecária que se abateu sobre os Estados Unidos e em menor escala sobre outros países desenvolvidos.

 

Raciocinem comigo:

1.   Nos últimos 4 anos o mundo todo, com exceção do Brasil, apresentou um grande crescimento;

2.   A globalização se tornou uma realidade sem volta;

3.   Com isso o volume de capital em circulação pelo mundo aumentou significativamente;

4.   Com a atual crise hipotecária, os grandes fundos financeiros ficaram com o pé atrás, sem ter onde aplicar dinheiro com grande rentabilidade e retorno garantido;

5.   Para onde eles olharam: o Brasil, que paga o maior juro do mundo, as ações na Bolsa estão subavaliadas (baratas) e o governo acumulou reservas excessivas, além de ser um mercado de quase 200 milhões de consumidores;

6.   Assim, e só por isso, eles elevaram o grau do Brasil para que esses fundos tivessem permissão de especular por aqui;

7.   Portanto, uma das maiores ilusões dos últimos tempos.

 

O periódico “The Economist” deixou um alerta: algumas fraquezas ainda persistem, principalmente após o Governo confirmar a intenção de aumentar os gastos públicos como parte das políticas de desenvolvimento do País.

 

Nesse sentido, a EIU (The Economist Intelligence Unit) manteve a nota BB do Brasil, devido ao enfraquecimento da conta corrente e riscos dos indicadores macroeconômicos, impactados pela recessão dos EUA.

 

A Moody's aponta que os indicadores brasileiros ainda não são bons o bastante, se comparados aos índices dos demais países que possuem o investment grade.

 

A analista do Brasil para a S&P, Lisa Schineller, afirmou que para o País conseguir nova elevação no rating é preciso fortalecer a política fiscal e impulsionar o crescimento da economia.

Para Schineller, é necessária uma queda mais aguda na relação dívida/PIB do país, o que "depende da combinação dos esforços fiscais com políticas que impulsionem o crescimento".

 

Concluindo, alerto a todos os brasileiros que o Brasil está se transformando numa imensa bomba, armada, e que de uma hora para outra poderá explodir em todas as áreas, da econômica para a social em graves violências generalizadas.

O INVESTMENT GRADE não apaga os crimes contra a economia e contra o País, cometidos nos últimos 20 anos.

E a nossa omissão por tantos anos jamais será perdoada.

 

Rio de Janeiro, 06 de maio de 2.008.

Euro Brasílico Vieira Magalhães – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.