MTST quer uma solução para as famílias da ocupação Portal do Povo, no Morumbi, que terão que deixar o terreno em dez dias
Débora Melo - Portal Terra- 23/07/14 - Direto de São Paulo
Manifestantes se reuniram no vão livre do Masp na tarde desta quarta
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizam nesta quarta-feira um protesto em frente à Secretaria Municipal de Habitação, no centro de São Paulo, em busca de uma solução para as famílias da ocupação Portal do Povo, no Morumbi.
De acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 2.500 manifestantes participam do ato em frente à sede da secretaria, no edifício Martinelli, no centro da capital. Às 16h30 os manifestantes ocupavam toda a extensão da rua Líbero Badaró, que segue fechada para veículos.

A liderança do MTST exige que uma comissão seja recebida pelo secretário José Floriano de Azevedo Marques Neto. No último dia 17, a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno, dando um prazo de 15 dias para que os sem-teto deixem o local.

"Espero que o secretário esteja nos aguardando com água e cafezinho", disse Guilherme Boulos, coordenador do MTST, de cima do carro de som. Uma comissão formada por 13 coordenadores do MTST foi recebida por um representante da secretaria por volta das 16h40.

“A proposta de hoje é encontrar uma solução para a ocupação Portal do Povo. A solução não precisa ser necessariamente no terreno ocupado, pode ser em outras áreas da região. O movimento já indicou cinco terrenos para a prefeitura”, disse Boulos. Também está na pauta da reunião a regularização de outras ocupações na capital, como Capadócia e Estaiadinha.

Os manifestantes se concentraram a partir das 13h no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e seguiram em passeata até a rua da Consolação, sempre deixando livre a faixa de ônibus. O ato seguiu pelas ruas do centro até chegar ao prédio da secretaria. Um efetivo de cerca de 400 PMs - entre eles policiais da chamada Tropa do Braço - foi deslocado para acompanhar os manifestantes, segundo o major Rômulo Xavier, que comanda a ação.

publicidadeO MTST afirma que cerca de 4 mil famílias ocupam o terreno do Morumbi, que estaria desocupado há 20 anos, “servindo apenas para especulação imobiliária”. Já a construtora Even, dona da área, afirma que adquiriu o terreno há três anos para a construção de um empreendimento imobiliário e que a ocupação é “totalmente irregular”. Os sem-teto estão no local desde o dia 20 de junho.

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