Flávia Barbosa e Isabel de Luca, Com agências internacionais - O Globo

NOVA YORK — A presidente Dilma Rousseff condenou os ataques aéreos na Síria pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, iniciados na noite de segunda-feira para desmantelar a organização terrorista Estado Islâmico (EI) e combater células da rede al-Qaeda. Para Dilma, o Brasil repudia agressões militares, porque elas podem colher resultados imediatos, mas trazem consequências deletérias para países e regiões no médio e longo prazos. A presidente citou Iraque, Líbia e Faixa de Gaza como exemplos recentes da falta de eficácia deste tipo de política.

— Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas depois causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza.

Dilma disse que deixará clara a posição do Brasil para a comunidade internacional na quarta-feira, no discurso de abertura da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Ela falará antes do presidente dos EUA, Barack Obama, que, em busca de legitimidade e reforço à coalizão, vai pedir a união dos países no combate à nova ameaça terrorista representada pelo EI.

Obama também presidirá reunião do Conselho de Segurança da ONU que discutirá ações multilaterais contra a organização, que já controla vastos territórios no Iraque e na Síria. Para a presidente brasileira, o órgão não tem respondido à explosão de conflitos internacionais.

— Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E inclusive acha que o Conselho de Segurança da ONU tem que ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo — afirmou Dilma.

Após os bombardeios, o ditador sírio Bashar al-Assad afirmou que o país apoia todos os esforços internacionais contra o terrorismo, segundo a agência estatal “Sana”. Mais cedo, porém, informações desencontradas não deixavam claro se houve uma comunicação entre os governos americano e sírio sobre os bombardeios. Enquanto o regime de Assad disse ter sido informado sobre os ataques, o Departamento de Estado dos EUA fez questão de destacar que não pediu autorização e que não age em coordenação com o governo sírio.

Em um pronunciamento na Casa Branca antes de viajar a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a força da coalizão internacional contra o Estado Islâmico “deixa claro para o mundo que os Estados Unidos não estão sozinhos na luta”.

O presidente confirmou a adesão de mais de 40 países na coalizão internacional, incluindo as cinco nações árabes que participaram dos ataques aéreos na Síria — Bahrein, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ao menos 120 jihadistas morreram na investida, sendo 70 combatentes do EI e outros 50 de grupos ligados à al-Qaeda. 

Comentário do historiador Carlos I. Azambuja:
“Uma vergonha para o Brasil essa governanta! Ela condena o combate ao Estado Islâmico e propõe o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU com o grupo ultra-terrorista que degola e metralha pessoas desarmadas, postas em fila, com as mãos na cabeça”. 
 

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/dilma-diz-que-brasil-repudia-ataques-aereos-na-siria-14021536.html#ixzz3EADgGazS

Comentários  

0 #8 Vaulber B. Pellegrin 24-09-2014 17:43
"O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo,"...
Ela que sempre dialogou, armada!!!!
Uma vez terrorista sempre terrorista.
0 #7 carlos I.S. Azambuja 24-09-2014 15:26
A Dilminha Bang Bang sugere um "diálogo" com o Estado Islâmico, que corta cabeças de refens...
0 #6 Roberto Albernaz 24-09-2014 12:48
Essa terrorista responde por ela individualmente e não pelo Brasil.O Brasil sim repudia qualquer ato terrorista praticados contra seres humanos do bem,inclusive o fez quando a própria participava dessas ações terroristas aqui no Brasil pata tentar implantar o socialismo/comu nismo matando o soldado do exército brasileiro Mario Kozel Filho com um carro bomba.Aliás, hoje qualquer colocação dessa terroristas tem que ser contestada e mostrada para o mundo quem ela foi e quais eram suas intenções.Não se esqueça Sra.Estela,digo Wanda ou melhor Dilma , você foi eleita por uma parcela inferior a 53% da população brasileira e não coloca o Brasil como um todo nessas suas falas pífias lá fora.
0 #5 Dalton C. Rocha 24-09-2014 12:28
Dilma trocou Marx, por Maomé.
0 #4 Carlos de Carvalho 24-09-2014 04:14
... enquanto isso, os países chamados vizinhos INFESTAM o BRAZIL com COCAÍNA, MACONHA, CONTRABANDO e ela fica caladinha... POR QUÊ ? CHEGA DE PT !
0 #3 Francisco Cioffi 24-09-2014 01:22
Só uma idiota terrorista dessa para dizer tamanha besteira, e o que é pior, em nome do Brasil.
0 #2 Osmar J. Barros Ribe 23-09-2014 21:41
Dilma Roussef vem de demonstrar, sem dúvida alguma, que está ao lado dos terroristas do EI. Falar em diálogo com bandidos, em paz e outras frioleiras, na minha opinião, quer dizer: estou do lado do mal.
0 #1 carlos I.S. Azambuja 23-09-2014 21:06
Alguém tm que explicar a essa mulher o que é o Estado Islâmico, que degola pessoas e mata outras enfileiradas e deitadas no chão com as mãos na cabeça.

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