Segundo o Portal Terra, o autor do sequestro tinha
expressado exigências políticas - renúncia de Dilma
Rousseff, extradição de Cesare Battisti e o que
chamou de " aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa",
sob ameaça de detonar os explosivos . O delegado
Ameida manteve sigilo sobre o prazo dado pelo
sequestrador, mas informou que seria inferior a seis horas.

Mensageiro do hotel St. Peter feito refém está algemado e veste um colete que teria explosivos
Fernando Diniz
Direto de BrasíliaSequestrador exibe refém em Brasília Foto: Fernando Diniz / Terra  Fernando Diniz Direto de Brasília  
Um homem faz um funcionário de um hotel refém desde a manhã desta segunda-feira no Setor Hoteleiro Sul, região central de Brasília. Afirmando ser um terrorista, o sequestrador colocou um colete com supostos explosivos na vítima e ameaça detoná-los no hotel St. Peter. Ele ameaça ainda a vítima com uma pistola.
Três homens da Polícia Civil tentam negociar a rendição do sequestrador, que, pede a aplicação imediata da lei ficha limpa e extradição de Cesare Battisti.
A polícia tem quase certeza de que são explosivos. O sequestrador deu um prazo para aceitarem as exigências, e disse que o prazo estaria se aproximando. Ele aparenta estar mais nervoso, e jogou algo que parecia ser uma bolinha de papel em uma das vezes que saiu na sacada.

O homem está em um quarto do 13º andar do hotel e leva o refém com frequência para a sacada. O funcionário, que aparenta ter cerca de 60 anos, mostra as algemas para fotógrafos e cinegrafistas que estão em frente ao prédio.
A corporação, até agora, não conseguiu identificar se o artefato amarrado ao refém é explosivo. “Se for, é uma quantidade grande de explosivo, que poderia causar danos à estrutura do hotel”, diz o delegado Paulo Henrique Almeida, diretor de Comunicação da polícia. Os negociadores tentam convencer o sequestrador que sua integridade física será garantida caso ele se entregue.
Os hóspedes foram comunicados por volta de 9h30 que deveriam evacuar o hotel. “Por volta de 9h30 eu estava no quarto e pediram para sair rápido por causa de um vazamento de gás. (…) No térreo que ficamos sabendo que um sujeito fez refém uma camareira e que um mensageiro do hotel teria se colocado no lugar”, relatou o médico Yoshio Asanuma, que participava de um congresso de cardiologia no hotel.
Fachada do hotel St. Peter, em Brasília Foto: Fernando Diniz / Terra publicidadeO hotel St. Peter é o estabelecimento que ofereceu emprego ao ex-ministro José Dirceu em 2013, com um salário de R$ 20 mil. Dirceu, condenado no processo do mensalão, está preso no Complexo da Papuda, em Brasília. Na época, a TV Globo denunciou que o hotel era presidido por um "laranja": José Ritter, que mora em um bairro pobre do Panamá

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