(Gen Ex José Carlos Leite Filho – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – 06/10/14)
(Publicado em “O Jornal de Hoje”, de 07/10/14 – Natal/RN)

 O Brasil é um país fabuloso onde tudo é grande, desde a sua extensão territorial, as suas riquezas naturais e a sua população que não para de crescer. Triste é constatar que os seus problemas também são grandes e frequentemente agravados por governantes e políticos inescrupulosos que mais visam interesses pessoais do que o  seu desenvolvimento e o bem estar da nação.

   As recentes eleições evidenciaram que o povo brasileiro está cansado dos conchavos políticos feitos pelos que se julgam poderosos e não hesitam em distribuir benesses com o dinheiro do contribuinte, usar mentiras para desconstruir adversários e se valer de um marketing enganador para camuflar incompetência, tudo para atingir os seus propósitos. É essa má política, criada e alimentada por legisladores que não se engrandecem, que arquiteta os feudos e constrói os castelos, tornando legal até o que é condenável.

   Compare-se, a propósito, em um pleito eleitoral, o princípio constitucional da “igualdade de todos perante a lei” com o instrumento da reeleição de um mandato presidencial e veja a incoerência gritante quando um tem tudo a seu dispor, desde o uso da máquina administrativa a favorecer os seus deslocamentos de campanha até a exposição gratuita na mídia onde e quando lhe convier. Some-se ainda a existência de ministérios loteados não para agilizar a ação de governo, mas apenas para garantir apoio político e acomodar militantes amigos.

   A consequência são obras que não passam de promessas, como um trem bala ligando Rio de Janeiro a São Paulo, a transposição das águas do Rio São Francisco, o uso da energia eólica com usinas prontas mas inoperantes pela inexistência de linhas de transmissão e, ainda exemplificando, o uso de grandes empresas públicas como fonte corruptora destinada a fortalecimento financeiro de uma base aliada do mal. E haja ousadia de querer justificar! Em outro diapasão, é triste constatar a inovação do sistema eleitoral com a introdução de uma suposta identificação biomédica que exige explicações do tipo: “não serve para os idosos porque eles têm desgastados os sinais digitais”, “não serve para os agricultores porque têm as mãos calejadas”, “não serve para as pessoas que se deslocam muito porque ficam com as mãos gordurosas” e “não funcionou bem pela inexperiência dos mesários”.

   O resultado recente das urnas foi um sinal da reprovação feita pelo eleitor aos políticos que têm a política como um meio de acrescer patrimônio familiar e de grupos sem preocupação com a ética e a dignidade. Assim pensando, creio que o candidato desafiante ao status quo reinante continuará colhendo frutos por anunciar o desejo de mudança e proclamar que a mais perversa das heranças de um governo é a baixa qualidade das relações políticas e o absurdo aparelhamento da máquina pública para servir a interesses que não são os dos brasileiros, mas sim de grupos que convivem dentro do governo.

Comentários  

0 #1 Roberto Albernaz 08-10-2014 05:37
Antigamente nos governos militares cantávamos " Esse é um país que vai pra frente.... ohohohoh" e hoje o que podemos cantar ??? O canto é o choro dessa gente que não tem esperanças e definha seus sonhos em ver esta grandiosa nação dormindo em berço não tão esplêndido.Lame ntável meu Brasil,você está doente... o crescimento segundo FMI não chega nem a 0,3 % e notem que os que estão próximos de nós são a Venezuela e pasmem,a Rússia com 0,2 % ainda com os embargos econômicos dos EUA e dos blocos Europeus.Pergun to:-Quem quer investir no Brasil?

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