Dilma não defendeu EI, diz general
Em conferência sobre segurança, subchefe da Defesa diz que houve 'mal-entendido' com relação ao discurso da presidente da ONU|
O Estado de São Paulo -SP – 11/OUT/14 

Diplomacia
"A presidente advogou que esses conflitos sejam resolvidos no contexto das Nações Unidas.  Essa é a posição tradicional do Brasil"
Décio Luís Schons / SUBCHEFE DO MINISTÉRIO DA DEFESA 
RIO DE JANEIRO –
Representante do governo brasileiro na 11ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, realizada ontem no Rio de Janeiro, o general Décio Luís Schons, subchefe do Ministério da Defesa, defendeu a declaração da presidente Dilma Rousseff na Assembleia-Geral da ONU; em que ela criticou a ação militar na Síria e no Iraque contra o grupo radical Estado Islâmico (EI). 
Na opinião de Schons, houve um "mal-entendido".  "Não seria lógico imaginar que ela (Dilma) estivesse defendendo aquele sistema de resolver os problemas na base da degola", afirmou o general, responsável pelo setor de Assuntos Internacionais do ministério.

 "Tenho a impressão de que houve um mal-entendido (na interpretação da fala de Dilma).  A nossa presidente, na verdade, advogou que esses conflitos sejam, de preferência, resolvidos no contexto das Nações Unidas.  Essa é uma posição tradicional do Brasil.  Houve algum ruído de comunicação.  Nosso chanceler veio a público e esclareceu que ela defendia que as questões não fossem resolvidas de forma unilateral", acrescentou o general, em entrevista.

No discurso de abertura dos debates na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, no dia 4, Dilma disse que o melhor caminho para evitar conflitos é a negociação e questionou a eficácia dos ataques coordenados pelos Estados Unidos, que com aliados no Oriente Médio bombardeiam alvos do EI no Iraque e na Síria.

Um dos debatedores no painel sobre o ressurgimento de conflitos regionais, o embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, que representou o Brasil no Paraguai, na China e no Japão durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o tema da política externa "tem sido negligenciado nos últimos anos" no País. 

Diplomacia.
  "A política externa sempre teve peso muito relativo na política interna, na agenda da sociedade brasileira. Não é algo prioritário.  Isso se acentuou nos últimos anos porque, enquanto o presidente Lula gostava de política externa, gostava de viajar e encontrar outros chefes de Estado, a atual presidente não gosta, não entende, não tem paciência para a liturgia das relações internacionais", disse Castro Neves, citando casos de embaixadores estrangeiros em Brasília que "até hoje não conseguiram espaço na agenda da presidente para apresentar credenciais".

Para o embaixador, a declaração da presidente na Assembleia-Geral "equivale a não tomar partido".  "É uma tendência (da política externa brasileira) que já vem de muito tempo.

Até mesmo porque a nossa política externa não se traduz muito em ações concretas, salvo uma ou outra pontual, como foi o caso de mandar tropas para criar a grande Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Haiti ou o papel do Brasil na solução do conflito entre o Peru e o Equador", declarou o diplomata. 

Comentário do Gen Ex Leite:
“A verdade não tem dono, mas não concordo com a  interpretação do Subchefe do Ministério da Defesa sobre o discurso da presidente. Fico a imaginar e a comparar, mutatis mutandi, com um assassino em série, aquele que mata sem causa apenas por matar. Não encontro como defender o diálogo em casos dessa natureza. Parece mais, muito mais, uma posição política para se contrapor aos EUA, o que é lastimável.”

 

Comentários  

+1 #17 Edson Araújo 17-10-2014 08:54
General Décio Luís Schons, o senhor defende os ideais da Contrarrevoluçã o de 31 de Março de 1964 ou os ideais dos ogros esquerdistas ?? Seu posicionamento é lastimável, o sangue que corre em suas veias é vermelho ou verde-oliva ??
+1 #16 A. C. Monteiro 16-10-2014 21:34
Esse General, logicamente estah a serviço dos "petralhas", tamanha a sua ignorância frente as verberações despropositadas que fez sobre o assunto, contrariando a posição esmagadora dos países que primam pela democracia e, ateh mesmo de alguns que tem como norte a ideologia comunista, os quais repudiaram e ainda repudiam os atos insanos e desumanos praticados pelo EI. Somente a nossa "presidenta", sem nenhuma delegação do povo brasileiro, mas, indevidamente em nome deste, comete tamanha gafe Internacional, deixando o pais em situação delicada.
Quero ateh mesmo acreditar que esse militar, simplesmente cumpriu ordens para tecer tais considerações em favor daquela que deveria pensar e aquilatar aquilo que diz, mormente porque representa a nação brasileira.
+2 #15 GILBERTO 15-10-2014 10:41
CONCORDAR COM O DISCURSO INFANTO JUVENIL DE DILMA DEMONSTRA QUE ESTAMOS MUITO MAL . O SCHONS FEZ A VIAGEM COM A TURMA ALEXANDRINO DA MARINHA. QUE DECEPÇÃO. FORA DILMA !!!!
+1 #14 Tavares 14-10-2014 12:17
Quando falam que o exército de hoje não é o mesmo de antes, tenho
que concordar. No tempo do regime militar não havia o tal "estatuto
do desarmamento" como temos agora ( décimo mandamento de Lenin)
e agora, o nosso exército de hoje está apoiando este mandamento e tal
estatuto e ajudando a manter a população de bem sem a possibilidade
de adquirir uma arma de fogo legalmente.
Quando vejo artigos de militares falando sobre como nos defenderão
dos comunistas e todo aquele blablabla, não posso acreditar mais neles.
Leiam o artigo no link anexo e tirem suas conclusões.
http://www.mvb.org.br/noticias/index.php?&action=showClip&clip12_cod=1730
0 #13 Roberto Albernaz 14-10-2014 05:12
General Décio, fico aqui imaginando o Ex-capitão e traidor da nação Carlos Lamarca no meu ponto de vista falando as mesmas coisas a que hoje o Sr. comenta.O que diria a respeito daqueles que defenderam com o sacrifício da vida e de seus familiares para colocá-lo no posto a que está hoje e vir a defender essa ex-terrorista cruel e sanguinária.Vis ta o pijama General,e verá do lado de fora dos bastidores as besteiras a qual o Sr. defendeu.Não seja injusto com os colegas de farda,muitos deram a vida em prol de uma nação soberana e não a que estamos vivendo hoje.Tudo é passageiro e essa vai passar logo...Não delire no posto em que está,não se contamine,se camufle.É o que tenho a dizer.
0 #12 Maurício Giovani 14-10-2014 01:36
Dá mesmo para ver que o Brasil, ao atacar Israel publicamente, faz diplomacia com neutralidade, defendendo o diálogo. É uma vergonha um General vir com uma conversa dessas. Acho que se ele não é, está se fazendo de inocente.
0 #11 Policarpo 13-10-2014 23:10
Sabujo!!!
0 #10 Carlos Bonasser 13-10-2014 21:05
Só nesse mundo de petralhas e comunistas para um general, minusculo mesmo, se prestar a esse puxa-saquismo sem pudor e defender o que a anta gorda disse para todos os países e para o mundo.
Quando o desgoverno, e esse general faz parte dele, se empenha em se defender é por que errado ele fez...todos os veículos de comunicação se pronunciaram acerca da posição do Brasil naquele tema, só os do pt e esse general é que entendem como os esquerdistas querem...tenha a santa paciência. Não teve um jornal nem revista do Brasil que se pronunciasse diferente das criticas que sofreu aquele discurso imbecil e traidor de toda a humanidade...o que a anta fez foi enxovalhar a já desmontada politica externa que se pratica por aqui.
Um deslavado puxa saco e bajulador desse desgoverno sem vergonha...é lamentável.
Carlos Bonasser
Suboficial-MB
+1 #9 Augusto Cesar 13-10-2014 20:39
melancia
+2 #8 Carlos de Carvalho 13-10-2014 20:15
Quem tem um general como esse, no comando, não precisa de inimigos...

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