O Globo - Motivos para protestos de MST incluem até transposição do São Francisco
SÃO PAULO.
O MST e a Via Campesina, além de outros movimentos sociais, continuaram a fazer protestos violentos ontem em diversos estados. Em Pernambuco, cerca de 500 trabalhadores rurais da Via Campesina e índios xukuru fecharam a BR-232, na altura do município de Pesqueira, no agreste de Pernambuco, e outros 400 trabalhadores rurais bloquearam a BR-110, que liga os municípios de Inajá e Ibimirim. Eles protestam contra o avanço da monocultura da cana e contra a transposição do Rio São Francisco.

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No Paraná, cerca de 700 camponeses da Via Campesina, do Comitê em Defesa dos Pequenos Agricultores e entidades da agricultura familiar protestaram em frente à fábrica de fertilizantes Ultrafértil/Fosfértil, da empresa Bunge, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

Em Goiás, militantes da Via Campesina protestaram em três pontos no estado. As mobilizações aconteceram em Uruaçu, onde 800 manifestantes fecharam a BR-153, estrada que dá acesso ao estado de Tocantins. Em Catalão, 600 pessoas fecharam a BR-050, que liga a cidade a Goiânia. Em Goiânia, 150 manifestantes protestaram em frente à Companhia Energética de Goiás contra o alto preço da luz.

Em Mato Grosso, cerca de 300 lavradores da Via Campesina realizaram um ato público no município de Diamantino, no encerramento de marcha de 80 Km, que partiu de Nova Marilândia no dia 5.

No Rio Grande do Sul, cerca de 200 agricultores assentados e acampados marcharam rumo à Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, Fronteira Oeste gaúcha, "para denunciar práticas ilegais da transnacional de celulose Stora Enso, que adquiriu milhares de hectares na área da Faixa de Fronteira, descumprindo a legislação".

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