Por NIVALDO CORDEIRO
Não sei se o jovem tenente que comandava as forças do Exército no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, tem alguma responsabilidade jurídica sobre a morte dos três rapazes, assassinados pelos traficantes do morro rival. Duvido muito. Responsabilidade real menos ainda, vez que é um homem treinado para obedecer ordens e a cumprir rigorosos cânones morais. Pergunto-me: o que ele pessoalmente ganharia com a morte dos jovens? O que ganharia o Exército, a quem certamente serve com denodo e devotamento? Nada. Essa história de que queria dar um corretivo nos rapazes não me convenceu e está muito mal contada.

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Quem ganhou com o episódio? Os inimigos declarados da Forças Armadas, que primeiro criaram a armadilha de transformá-las em polícia e, depois, ao primeiro episódio dúbio, não hesitaram em apontar o dedo acusador.

Causa-me um grande desconforto ver a carreira de um jovem oficial ameaçada por essa sujeira toda. A injustiça clama aos céus. Mas a conspiração das esquerdas contra as Forças Armadas é permanente e não descansa. Sacrificarão qualquer coisa e qualquer pessoa para satisfazer o seu ódio e o seu desejo de vingança contra aqueles que, de fato, são o último obstáculo em seu caminho em rumo ao poder total.

Vejo também a constrangedora situação do Alto Comando. Desprovido de poder de ministério, desamparado pelas lideranças civis, encurralado em seus quartéis, está a ver impotente a ação insidiosa do inimigo contra suas fileiras sem nada poder fazer. Canhões nada podem contra a demagogia. Delegados de polícia, promotores e juízes se tornaram algozes dos Guardas da Pátria. Falam grosso, protegidos que estão pelos cargos e pela malta que está a governar o Brasil. Até quando veremos a impostura prevalecer sobre o dever? Quando a sociedade brasileira esboçará uma reação? Será que nossos líderes civis não percebem o perigo a rondar a todos nós, e não apenas aos nossos soldados? Eles são a última linha a proteger a lei e a ordem, abandona-los equivale a abandonar a nós mesmos às mãos dos revolucionários.

O hipócrita editorial da Folha de São Paulo de hoje diz: “A tortura e o assassinato de três rapazes capturados pelos militares e por eles entregues a facínoras do vizinho morro da Mineira resultaram de uma sucessão de erros -gravíssimos, abomináveis- que vai além da simples responsabilização dos envolvidos”. Já julgou os militares e os entregou à sanha do linchamento da opinião pública, devidamente manipulada. Posando de isenta, faz o que a Folha sempre fez: a propaganda esquerdista mais asquerosa.

Não nos enganemos, meu caro leitor: deixar que a propaganda enganosa das forças esquerdistas destrua a reputação das nossas Forças Armadas e a carreira de nossos jovens oficiais é o caminho da perdição. É hora de reverter o quadro e de fazer prevalecer o verdadeiro e o certo. Se alguma responsabilidade houve foi de quem quis fazer do Exército simples polícia. Não é sua missão, nunca foi. Se algo está errado é essa decisão descabida.

Cabe agora ao Comando tomar providências para proteger os ingênuos soldados levados à armadilha dos insidiosos. Aqueles que choram pelos que morreram no morro, tirante os seus familiares, não passam de crocodilos pescando em águas turvas. Não enganam a ninguém.

 

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