Os comentários, que assumo, visam, única e exclusivamente, desagravar mais um acinte às FFAA, em particular e principalmente ao Exército Brasileiro, configurado por uma infeliz, provocadora e humilhante nomeação, para uma pasta de tamanha dimensão estratégica. ”                                                                                                           Paulo Ricardo da Rocha Paiva
 Discurso de Posse
Discurso do Ministro de Estado da Defesa, Jaques Wagner, por ocasião da cerimônia de posse no cargo
Brasília, 2 de janeiro de 2015 
JW_ Um bom dia a todos. Eu quero, em primeiro lugar agradecer aos amigos e familiares, particularmente aos baianos que se descolaram para participar desse momento.
 Cumprimentar a Fatinha, minha esposa, companheira de 24 anos de jornada, que está super feliz por essa assunção. Ainda não começou o trabalho, então, a expectativa é que seja menos oneroso do que o anterior como governador do estado da Bahia. Não sei, não posso prometer.
PRRP_ É de se perguntar se o sentido desta assertiva -“a expectativa é que seja menos oneroso do que o anterior como governador do estado da Bahia”- se deva aos 13 (treze) escândalos que são imputados a Jaques Wagner e que fazem sucesso na internet (fonte tribunadainternet.com.br) 

 

 

JW- Eu queria em primeiro lugar cumprimentar o meu querido amigo, ministro da Defesa até o momento de hoje, Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores. Eu queria lhe dizer, Celso, eu acho difícil você se afastar da vida pública. O acúmulo é muito grande, a sua dedicação ao país em todas as missões que assumiu, não apenas nessas que acabei de citar. Tenho absoluta convicção da sua lealdade ao povo brasileiro, ao Brasil, à nossa gente, o seu carinho, a sua visão estratégica de país por onde passou.
PRRP- Cumprimentar por que?  Ao que se saiba o ex-ministro, mantendo o rumo das pegadas suicidas do entreguista Celso Lafer, causou mal permanente à nação com aquela ratificação irresponsável, favorável à “Declaração Universal dos direitos dos Povos Indígenas”, um problema difícil que as FFAA, particularmente o nosso Exército, vão ter que assumir, mais cedo ou mais tarde, em virtude da miopia estratégica e da omissão covarde que os três poderes da república mantêm sobre a questão, comprometendo a integridade territorial do País, que já vivencia franco e adiantado separatismo indígena. 

JW-E creio que essa trilogia: oito anos como ministro das Relações Exteriores e, agora, como ministro da Defesa com a presidenta Dilma Rousseff, de uma certa forma dá a dimensão do seu tamanho. Como ministro das Relações Exteriores, conduziu ao lado, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, externamente a mesma revolução pacífica que se fez internamente. A prosperidade que se trouxe pra nossa gente ao longo dos oito anos do seu governo foi também o momento, eu diria, de maior desempenho, de maior presença independente e soberana da diplomacia brasileira nos quatro cantos do mundo e, portanto, eu não tenho dúvida que essa marca é uma marca que você carrega.
PRRP- Salvo outro juízo, empregou mal o termo trilogia (“oito anos como ministro das Relações Exteriores e, agora, como ministro da Defesa com a presidenta Dilma Rousseff”), quem sabe tivesse pensado no termo “biologia” (que também não serviria) e, sem maiores recursos para definir, acabou por trocar os pés pelas mãos. Quanto à dimensão do tamanho de Celso Amorim, apregoada, ela permite ter uma ideia da determinação do novo ministro em termos de defesa das nossas Instituições Armadas contra os vilipêndios que a elas são feitos, até sobejas provas em contrário, com absoluta e desesperadora vista grossa por quem de direito e dever em refutá-los, que se escuda na “disciplina militar prestante” para engolir todo o tipo de ofensas que os partidários do comunopetismo dispensam às FFAA. Quanto à pretensa prosperidade que teria trazido para nossa gente a “era Lula”, eu diria que, infelizmente, ela trouxe muito mais foi vergonha para o País pela quadrilha que aqui se instalou na esfera da administração pública/financeira e pelos descaminhos da diplomacia dúbia, que continuam sendo palmilhados até então pelo MRE.

JW- Curiosamente disse que é bom ter um guerreiro no Itamaraty e um diplomata no Ministério da Defesa, e você cumpriu esse duplo papel: foi guerreiro lá e talvez tenha sido o período mais diplomático seu aqui, principalmente, como você disse, na missão de conduzir com cautela, com delicadeza, com inteligência, mas com determinação, a decisão maior na constituição da Comissão da Verdade. Então, eu não tenho dúvida que o Brasil lhe deve e todos temos a certeza que com o seu espírito, dificilmente você se conformará em ficar em casa, alguma coisa você vai querer fazer e a área pública provavelmente vai lhe chamar.
PRRP- Há controvérsias. Para muitos, no MRE, Celso Amorim foi a antítese do Barão do Rio Branco. Já no MD, para a esmagadora maioria dos militares, tanto da ativa quanto da reserva, sua figura melancólica representou ausência de liderança e desastre para a garantia do brio que sempre caracterizou as FFAA. 

JW- Quero cumprimentar: o ministro das Relações Exteriores do Senegal, Mankeur Ndiaye; o ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Suhail al-Mazroui; o embaixador de Israel no Brasil, Reda Mansour; o juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Figueiredo Caldas; todos os ministros de Estado, ex-ministros de Estado, amigos que estão aqui que nos honram com suas presenças, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos;
Quero cumprimentar: o comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares Moura Neto; o comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri; o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), General-de- Exército José Carlos De Nardi; o Secretário-geral do Ministério da Defesa, doutor Ari Matos Cardoso.
PRRP- Quanto ao comando das forças singulares, pelo visto, acho que acertei novamente nos meus prognósticos, na medida em que os comunopetistas sabem observar, com sagacidade, aquele princípio já bastante conhecido de “não mexer em time que está ganhando”, para eles.

JW -Em seus nomes, me permitam cumprimentar a todos os oficiais-generais das três Forças, a todos os civis que prestam serviço ao Ministério da Defesa e a todos aqueles que, nos quatro cantos do país, realmente honram a bandeira brasileira e a tradição das nossas Forças Armadas. Cumprimentar a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Guimaraes Teixeira Rocha, os secretários do Ministério da Defesa, a todos os oficiais-generais da Marinha, Exército e Aeronáutica, aos integrantes do corpo diplomático, a todas as autoridades federais, estaduais e distritais, senhoras e senhores, Em primeiro lugar, quero agradecer à Sra. Presidenta da República, Dilma Rousseff, pelo honroso convite que me fez ao me comandar a pasta da Defesa.
PRRPAIVA- Pelo visto trata-se do primeiro CONVITE-COMANDADO que se tem conhecimento. 

JW -Curiosamente, apesar da surpresa de muitos, pela minha trajetória, pela segunda vez, essa é uma opção pessoal. A primeira vez que fiz a opção foi quando, ainda muito jovem, decidi ingressar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, por absoluta admiração à tradição das Forças Armadas brasileiras, pela sua disciplina, pela sua hierarquia e por ser uma instituição formadora de quadro de Estado tanto quanto o nosso Itamaraty.
PRRPAIVA- No ano de 1964, eu cursava o então 2º Ano Científico do CMRJ e, também ali, existiam alunos pregando abertamente a subversão comunista, com discussões acaloradas no seio das turmas, estes avessos e críticos mordazes da disciplina preconizada pelo Colégio Militar. Fato que, pelo perfil “vermelho” do atual ministro, me faz imaginar a influência deletéria que deve ter exercido, quando estudava naquele tradicional estabelecimento de ensino.

jw- Então, essa foi uma decisão pessoal de um menino de nove ou dez anos que decidiu, sem nenhuma tradição na família – não tem nenhum militar na minha família, meus pais são imigrantes fugidos do nazi fascismo da Alemanha –, integrar e ainda arrastei uns quatro ou cinco colegas meus de quinta série que foram comigo e ingressaram no Colégio Militar.
PRRPAIVA- “ Jogar para a plateia” é um artifício válido, mas, com certeza, só engana quem ainda acredita em Papai Noel ou alguns “pastores de ovelhas”.

JW- Eu não sei se tivesse ido para Academia Militar das Agulhas Negras, se eu terminaria aqui, ou se eu terminaria como chefe de uma das Forças. Acabou que a minha história se enveredou pela política, pelo sindicalismo, pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
PRRPAIVA-É muita pretensão! Durma-se com um barulho desses! Só mesmo ouvindo para crer! Acho que vou enlouquecer!

JW- O povo baiano me fez duas vezes deputado federal, o presidente Lula me fez ministro de Estado e o povo baiano, por duas vezes, me fez governador do estado. E pela vitória agora na nossa eleição do sucessor, meu nome viajou por todos os ministérios. Ministro da Fazenda, ministro da Indústria e Comércio, ministro do Planejamento. Viajou por tudo, pela Casa Civil.... E no meu primeiro diálogo com a presidenta da República, eu disse a ela que teria muito apreço em ser designado para a pasta da Defesa.
PRRPAIVA- E ainda dizem que Deus é brasileiro!  Alerta, se sua excelência diz que “teria muito apreço em ser designado para a pasta da Defesa” é porque, como consideram as hostes comunopetistas: “trata-se de uma área que já foi pacificada”. Este fato contribui sobremodo para uma constatação sobre o alto comando das FFAA de que, até sobejas provas em contrário, já exista cooptação e, mesmo, intimidação naquele colegiado tetra estelar.

JW-Então, muita gente se surpreendeu, “mas com esse patrimônio político”... Eu acho que patrimônio político tem que ser prestado ao Brasil. Eu acho que patrimônio político emprestado ao comando Ministério da Defesa, com certeza, é para cada vez mais cicatrizarmos todas as feridas que ainda permanecem, e que tem que ser cicatrizadas, para que nós possamos, cada dia mais, fazer aquilo que é direito, que é de natureza, que é o absoluto encontro da Defesa com as nossas Forças Armadas, com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, cada vez mais próximas e integradas, como tem que ser a todo o processo de desenvolvimento que a gente está passando.
PRRPAIVA- O cinismo desta assertiva é simplesmente estarrecedor. Nosso atual ministro apadrinhou a mudança de denominação de uma escola na Bahia, que homenageava o Presidente e General-de-Exército Emílio Garrastazu Médici, em louvação ao notório terrorista Carlos Marighella, em que pese o acatamento inexplicável da aberração, sem nenhum protesto, tanto pelo comando do Exército como do da 6ª Região Militar.

JW- Então, eu quero deixar isso muito claro, principalmente aos comandantes militares, que essa aqui não foi uma convocação. Foi uma opção, um pedido pessoal que foi acolhido pela presidenta Dilma Rousseff e que muita gente continua não entendendo. Mas eu digo sempre que a gente, em qualquer lugar que estiver, e aqui não é qualquer lugar, é um lugar especial – tem a precedência até sobre o Itamaraty. Somos Justiça, Defesa e depois o Itamaraty, (Amorim: herdou da Marinha!). Herdou da Marinha, que era Ministério da Guerra e Assuntos Estrangeiros. Então, tem até essa precedência, e eu quero dizer que muito me orgulha servir ao país e a presidenta Dilma Rousseff como ministro da Defesa.
PRRPAIVA. Eis que, sem nenhuma cerimônia, um comunopetista já se sente à vontade para dar a conhecer a “voz do dono” a um auditório onde se encontram oficiais-generais, alguns com mais de 40 (quarenta) anos de serviço em suas forças, e fica tudo por isso mesmo. Ninguém entrega o cargo em protesto contra um “estranho no ninho” que, de carteirinha e tudo, está sendo introduzido no seio das nossas Instituições Armadas. 

JW- É com grande entusiasmo que, após oito anos tendo o privilégio de servir ao povo baiano, retorno ao Governo Federal. Assumo minhas novas funções com elevado sentido de responsabilidade. A liderança civil das Forças Armadas é um axioma no Brasil, ao qual corresponde o respeito ao profissionalismo da carreira militar.
PRRPAIVA- Liderança civil das FFAA! Que se diga: axiomas, por definição, são verdades inquestionáveis universalmente válidas, muitas vezes utilizadas.... Todavia, é preciso colocar bem esta questão. Dar ordens como autoridade constituída não significa obrigatoriamente liderar. A propósito, nenhum ministro da defesa do País, até agora, evidenciou esta capacidade “sui generis”. Um perfil, como por exemplo o de Winston Churchill, capaz de empolgar inclusive o segmento militar da sociedade, nunca foi apanágio, pelo menos até hoje, de nenhum mandatário da pasta. Fato que é agravado, também, até sobejas provas em contrário, pela carência atual da liderança militar, uma vez que devem ser complementares as lideranças (civil e militar) para se alcançar um objetivo nacional comum.

JW- Aprendi desde cedo, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, a admirar os valores desse ofício, que é um dos mais nobres do Estado brasileiro. Como Ministro da Defesa, trabalharei permanentemente para assegurar adequadas condições de vida e trabalho para nossos marinheiros, soldados e aviadores.
PRRPAIVA- Esteja certo, senhor ministro: isto lhe será cobrado diuturnamente por uma “reserva raivosa” (uma expressão que só denota a injustiça de alguns, posto que deveria ser chamada, sim, de reserva indignada pela falta de atitude de quem devia se dar ao respeito e não permitir humilhações às Instituições Armadas da Nação).

JW - Nos últimos doze anos, um grande movimento progressista transformou a sociedade brasileira. Vivemos em um país que é o mais igualitário, livre e soberano de toda a sua história, apesar dos grandes desafios a enfrentar.  Sob a liderança do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, agora, da Presidenta Dilma, em seu segundo mandato, o povo brasileiro saiu da pobreza, entrou na classe média, passou a frequentar escolas e universidades, atingiu níveis inéditos de emprego e pôde comprar sua casa própria.  Tudo isso elevou a autoestima do nosso povo e tornou nosso país mais respeitado no exterior. O mundo passou a olhar para o Brasil como um país cujas experiências podem servir de inspiração. Somos uma democracia multirracial, multicultural, multiétnica e multirreligiosa, que quer crescer e viver em paz com todo o mundo. Justamente neste ano de 2015, comemoramos 30 anos de democracia sem ruptura.
PRRPAIVA_  Eu diria muito mais, um acachapante movimento de “solução final”, como aquele imposto aos judeus na 2ª GM, submetendo nosso povo a uma “nomenklatura comunopetista” que, além de se dobrar à soberania limitada imposta pelos “grandes predadores militares”, impôs um “modus vivendi” corruptor, agravado em 12 (doze) anos, com Lula dizendo que ignorava o “mensalão” e Dilma que se exime do “petrolão”, os dois contribuindo para a atual esbórnia que está levando o País à recessão a passos largos, tudo isto somado à implosão do tecido social com o regime de cotas raciais e ao comprometimento da integridade territorial, pela omissão criminosa de todos que têm o dever de enfrentar o já adiantado separatismo indígena/quilombola.  

JW- A guerra fria foi o guarda-chuva para a última interrupção democrática no Brasil. Em 1989, tivemos a queda do muro de Berlim, que simbolizou o fim do Estado absoluto. Em 2008, tivemos a queda do muro de Manhattan, que também destruiu a teoria do mercado absoluto. Trabalharei com determinação para curar as últimas feridas desses períodos.
PRRPAIVA- Interessante, o senhor ministro se reporta ao “fim do estado absoluto” e não ao colapso da URSS que, nas duas décadas anteriores, bancava as guerrilhas urbana e rural, todavia vencidas por FFAA, então vivendo período de grandes comandantes, verdadeiros soldados que hoje nos fazem tremenda falta. Quando diz que “vai curar feridas”, mais uma vez deixa transparecer o cinismo, como se tivesse antegozando a gama de sapos que ainda será empurrada pela goela de nossas, atualmente, cabisbaixas e humilhadas FFAA, até sobejas provas em contrário, absolutamente carentes de referências e lideranças na mais pura acepção do termo.

JW- Nos últimos anos, nossas responsabilidades aumentaram. Na formulação precisa da Política Nacional de Defesa, "é imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não enfrente antagonismos ao perseguir seus legítimos interesses". Temos que zelar por inestimáveis reservas naturais, por infraestruturas críticas e, sobretudo, pelo patrimônio de uma população trabalhadora e inventiva. Tampouco é recomendável desconsiderar-se as previsões de aumento, nas próximas décadas, da demanda global por água, alimentos e energia, três recursos que o Brasil detém em abundância. Sem perder de vista a prioridade no enfrentamento de nossos desafios sociais e econômicos, o Governo Federal tem dado grande ênfase à política de Defesa.
PRRPAIVA- Essa assertiva repetitiva está mais para disco de vinil em agulha rombuda e já se tornou por demais cansativa. Todo o povo brasileiro está “careca de saber” que, hoje, agora, nossas FFAA estão incapacitadas de garantir a posse de nossos invejáveis recursos ante qualquer ameaça proveniente dos “grandes predadores militares”. Por DEUS, que não se fale no “status” fajuto de potência regional porque dissuadir “cucarachos” não é vantagem nenhuma.

JW- Essa atenção está em sintonia com o crescente interesse da sociedade brasileira pelos temas relativos à Defesa Nacional. A médio e longo prazo, nossas conquistas sociais, nossa prosperidade econômica e nossa presença no mundo serão consolidadas - e não prejudicadas - pelo investimento em uma adequada capacidade de dissuadir eventuais ameaças e agressões.
 Como afirmou recentemente a Presidenta Dilma, "no Brasil que estamos construindo, defesa, desenvolvimento e democracia, se reforçam mutuamente".
PRRPAIVA-  Nossos poderosos inimigos em potencial “não estão nem aí” para essa expressão “a médio e longo prazo”. Neste exato momento nenhuma de nossas FFAA está em condições de dissuadir, com seus armamentos disponíveis, qualquer tentativa de intervenção, seja na Amazônia verde seja na azul. O soldado brasileiro vai lutar, mas deverá sucumbir na tentativa de cumprir sua missão sagrada, e isto por absoluto descaso da governança, da politicalha mas, também, da cúpula militar que não se impõe de forma a obter os meios necessários para evitar uma maior mortandade de nossos filhos e netos.

JW- Sou ministro da Defesa de um projeto político vitorioso pela prosperidade que imprimiu à nossa gente, à autonomia do povo brasileiro e também no avanço por meio desta pasta da profissionalização e desenvolvimento das Forças Armadas. Por tudo isso, nosso projeto venceu em outubro de 2014. A democracia é o território do império da lei. E nela não há nada mais sagrado do que a delegação pelo voto do povo brasileiro, como o fez reelegendo a presidenta Dilma Rousseff. E as Forças Armadas são parte fundamental deste projeto vitorioso.
PRRPAIVA- Que projeto político é este que preconiza um sistema para que a sociedade civil participe diretamente em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta através de “conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo”? Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso Nacional, legitimamente eleitos.  Esta manobra para dispensar o Legislativo, que não se duvide, introduz o poder dos notórios “sovietes”, como na antiga URSS, em franco antagonismo ao princípio representativo da federação, tudo em prol da perpetuação do poder comunopetista.

JW-  Nossa visão é a de Forças Armadas cada vez mais capacitadas, modernas e integradas. Já na segunda década da República, o Barão do Rio Branco compreendeu a importância do fortalecimento dos mecanismos de Defesa Nacional e de modernização profissional e material das Forças Armadas para o êxito dos objetivos de política externa do País. Sua constante preocupação com o prestígio e o lugar do Brasil no mundo fez com que assumisse postura ativa em favor do reaparelhamento das Forças Armadas. Tenho plena consciência da prioridade conferida pela Estratégia Nacional de Defesa às áreas nuclear, cibernética e espacial. Esses projetos são essenciais para que nossas Forças Armadas estejam à altura dos desafios estratégicos do Brasil no século XXI, e serão levados adiante. Colocarei todo o meu peso político nesta tarefa.
PRRPAIVA- Que se saiba, novamente, como é de costume, no ano passado houve corte nos recursos alocados para a defesa. Qual a explicação para mais um saque no orçamento das Forças Armadas? Uma redução significativa: do total de 14,8 bilhões de reais inicialmente previstos, 3,5 bilhões teriam sido contingenciados.  Em verdade, está se vivendo um clima de “casa da mãe Joana” nas instituições militares. Olho vivo pé ligeiro! Exmo. Sr. ministro, todo mundo mete a mão e ninguém com autoridade na área militar se manifesta na justa medida para fazer reverter este abuso!

JW- O Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED) será, por sua vez, um instrumento crucial para orientar e racionalizar a modernização das Forças. Nos últimos anos, foram feitos importantes avanços no aparelhamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Sempre que realizada em parceria com países desenvolvidos, a construção de novos meios operativos privilegiará a transferência efetiva de tecnologia, como pretendemos com os caças e com o submarino nuclear. Procuraremos ampliar as perspectivas de cooperação com países de níveis aproximados de desenvolvimento, como é o caso com nossos parceiros do grupo BRICS.
PRRPAIVA-  Esta é outra “estória da carochinha”. Para que se tenha uma idéia a expressão do poder militar do Brasil, se comparada à dos demais integrantes dos “BRICS”, é de 2ª categoria. A previsão do inconsequente ex-ministro Celso Amorim é que a participação no orçamento federal por nossas FFAA só venha se equiparar à dos países do dito grupo daqui a 10 (dez) anos. Está aí um desafio para o novo titular da pasta: concretizar este objetivo, urgente e emergencial, ainda este ano, de forma a garantir o mínimo de condições para que nossas desarmadas forças correspondam ao patamar de expressão militar compatível com seu (discutível) “status” de 6ª potência econômica mundial.  

JW-O papel do Estado como fomentador da base industrial de defesa será preservado e incentivado. Trata-se de um elemento-chave para a obtenção da autonomia tecnológica em defesa, assim como de uma ferramenta anticíclica para a gestão econômica. O êxito mundial alcançado por produtos de defesa brasileiros demonstra o notável potencial de nosso parque industrial. Em um quadro de contenção orçamentária, o Governo não descuidará do andamento dos projetos prioritários da área. Todos sabemos que teremos um ano de aperto, mas quero dizer aos comandantes e aos civis do Ministério da Defesa que este ministro estará à frente na luta pela garantia da continuidade de todos os projetos que não foram decididos por mim, e sim por quem carrega a legitimidade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff.
PRRPAIVA- Tudo em andamento, porém com passo de tartaruga, suportando constantes cortes no orçamento. Um apetite por blindados desmesurado, injustificável face às hipóteses remotíssimas de conflito com nações do cone sul; uma poupança temerária no que concerne a dotar os batalhões de infantaria de selva (BIS) com meios anfíbios modernos (orgânicos-da própria unidade, sem precisar tomar emprestado em outras) e que sejam suficientes para o transporte de todo o efetivo de um BIS em operações fluviais. Quando se pensa, então, que temos 5 (cinco) brigadas de infantaria de selva, cada uma com 3 (três) ou 4 (quatro) batalhões, estas necessidades se agravam ainda mais!  Afinal de contas, qual é a prioridade do EB, Amazônia ou cone sul?

JW- A adequada capacidade de dissuasão exige também o aprimoramento da interoperabilidade das Forças Armadas, a cargo do Estado-Maior Conjunto. Estarei atento a esse imperativo. De operações na faixa de fronteira a grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, o EMCFA seguirá desempenhando um papel de destaque nesse campo.
PRRPAIVA. Operações “brancaleõnicas”, todas no estilo “gendarmeria”, tudo em perfeita sincronia com os ditames preconizados pelo “Consenso de Washington”, quais sejam os de transformação das forças armadas sul americanas em meras forças paramilitares, de combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Nada de grandes manobras envolvendo, pelo menos, o escalão divisão de exército. Agora a moda é hastear a Bandeira Brasileira em territórios de favelados “conquistados”, uma imitação melancólica de outros hasteamentos de honra feitos em Assunção, Montese, Monte Castelo, agora transmudados em cerimoniais bizarros, que se diga, no próprio território nacional, em outeiros/morros nos quais a presença do estado só é obtida à custa de grandes perdas fatais nas fileiras da PM e das FFAA. Um fato que só atesta a falência do estado brasileiro. 

JW- Trabalharemos pelo permanente fortalecimento institucional do Ministério da Defesa, que é um ministério, mesmo que, do ponto de vista das prerrogativas, o segundo, muito recente. Como ministério da Defesa nós temos apenas 15 anos. O Conselho de Defesa Sul-Americano da UNASUL é um ponto focal da cooperação em nossa região. O Brasil apoia decididamente a recém-criada Escola Sul-Americana de Defesa, que, respeitando a pluralidade de visões de seus membros, estimulará a formação de uma identidade comum de defesa na América do Sul. O Brasil apoia também as atividades da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, na qual propugna, junto a seus vizinhos sul-americanos e africanos, um Atlântico Sul livre de armas nucleares. Ao sul, o entorno estratégico do Brasil toca a Antártida. Reafirmo aqui o compromisso do Governo da Presidenta Dilma com a recomposição plena da nossa posição na Antártica.
PRRPAIVA- Atenção, por favor senhor ministro! Uma organização como o “CDS” com tal estrutura e capacidade não se concretiza da noite para o dia, sendo vital que o Brasil alcance, primeiramente, pelo menos as condições de, no mais curto prazo, suspender o comércio de material bélico de mão única com os “mercadores da morte” encastelados no Conselho de Segurança/ONU, para somente depois assumir, junto com a Argentina e, talvez, o Chile, a tarefa de conduzir um projeto militar unificado, não convencional, de poder definitivo. Sim porque esta panacéia de “um Atlântico Sul livre de armas nucleares” não leva a nada. Nosso projeto nuclear doméstico deve ser desenvolvido em arsenais comuns, juntamente com a Argentina e a quatro mãos. Só assim, tenha isto em mente senhor ministro, somente com capacidade de dissuasão nuclear, mínima que seja para destruição de uma armada naval que se aproxime do litoral, como dispõe a Coréia do Norte, vamos garantir a Amazônia e o pré-sal para os brasileiros. O mesmo valendo para a Argentina quanto a obter, sem sangue, a devolução das suas Malvinas.

JW- Além de exercer um papel construtivo em seu entorno, o Brasil não se furta a suas responsabilidades globais. Atuando sempre sob a égide da Organização das Nações Unidas, e em estreita coordenação com o Ministério das Relações Exteriores, tropas brasileiras ajudam a pacificar nações irmãs como o Líbano e o Haiti e também a nossa presença no Congo.
PRRPAIVA- Só Deus sabe à custa de quantos remendos e tapa buracos nas unidades durante o ano de instrução. Mas apenas em forças de paz, nada mais do que isso. Para deslocar para o exterior apenas uma, que seja, brigada completa, de infantaria ou cavalaria, vai ser um osso duro de roer... e isso que o atual governo imagina ainda integrar, como membro permanente, o CS/ONU. Que “grande piadão”, é para morrer de rir dando cambalhotas!

JW - Sr. Ministro, queria dizer da minha satisfação em receber das mãos de Vossa Excelência uma Pasta tão estratégica para o país como o MD. Nos últimos anos, o Brasil resolveu assumir as responsabilidades que lhe competem na defesa de sua soberania. Essa decisão é coerente com a profunda transformação do Brasil pelo resgate da nossa histórica dívida social. Um país que se encontra consigo mesmo não pode deixar de lado a defesa resoluta de seus interesses. Também não deixará de lado o valor mais caro à sua gente: a paz. Esse é o caminho certo para a construção do país mais justo, mais democrático e mais soberano com que sonhamos.
PRRPAIVA- “Nos últimos anos, o Brasil resolveu assumir as responsabilidades que lhe competem na defesa de sua soberania. “ Discordo diametralmente desta afirmação porque, somente nestes 12 (doze) anos de governança comunopetista, entre outros crimes de lesa pátria, estão afetando diretamente a garantia de nossa soberania: o aval dado pelo Brasil à Declaração Universal  dos Direitos dos Povos Indígenas, abrindo a guarda para o reconhecimento internacional de nações de gentio dentro do território nacional;  a concessão da descomunal Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, uma berrante exposição de flanco aos poderosos inimigos externos, que não escondem sua cobiça por aquele território; mais recentemente, um acordo  mais do que suspeito celebrado entre o Movimento dos Sem Terra (MST), do Brasil, e o governo da Venezuela.

JW- Ao encerrar minhas palavras, gostaria de recordar uma vez mais o Barão do Rio Branco.  Em seu primeiro discurso oficial como Chanceler, pronunciado no Clube Naval, o patrono do Itamaraty afirmou que, como Ministro de Estado, buscaria afastar a política externa da esfera das paixões partidárias. Suas palavras textuais foram as seguintes – e faço questão de destacá-las: “Não venho servir a um partido político: venho servir ao Brasil que todos desejamos ver unido, íntegro e respeitado”, sob a liderança da presidenta Dilma Rousseff, que ela, sim, é condutora de um projeto vitorioso politicamente para o país.
PRRPAIVA. Quem viver verá! As considerações descabidas do relatório final da famigerada e revanchista CN”M”V estão aí para que sua excelência comprove ao que veio, não só para os militares mas, também, a todos os brasileiros que, juntos com suas FFAA, derrotaram os comunoterroristas na guerra suja que ensanguentou o País há 50 (cinquenta) anos passados.

JW-Muito obrigado e um bom dia a todos

Comentários   
#6 Gustavo Aguiar Rocha 19-01-2015 07:01
Prezados Senhores:

Nas críticas (todas corretas, diga-se) que o General Rocha Paiva faz ao ministro (minúsculas para um minúsculo) Jacques Wagner ele afirma que em 1964 cursava o Segundo Científico do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Eu também, razão porque gostaria de obter mais informações sobre o General Rocha Paiva. A que Arma ele pertencia? Eu era de Artilharia, meu nome de guerra era Gustavo e meu número 2485. Obrigado.
#5 Socorro 04-01-2015 21:05
Infeliz sim.Mas antes de tudo,que discurso ruim!Mostra total desconhecimento da importancia da Defesa para esse governo.Consequ entemente,para a soberania e segurança do país.É de assustar.
#4 Ricardo A 04-01-2015 16:28
Caro Sr. Paulo Ricardo, excelente seus comentários muito apropriados, entretanto o que não foi nada apropriado foi os comandantes da FFAA baterem continencia para este senhor no dia de sua posse, mesmo diante de todos fatos descritos em seu texto. Poderiam ter evitado isto ?
#3 Paulo Lisiero 04-01-2015 16:24
Nos fazem muita falta nos dias de hoje homens da estirpe dos Marechais Odilio Denys, Eurico Dutra, Castelo Branco, Costa e Silva, Generais Amaury Kruel, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, Orlando Geisel, Antonio Carlos Muricy, Andrada Serpa, Olimpio Mourão Filho, Carlos Luiz Guedes e todos aqueles que tiveram a honra de servir sob o comando de homens destemidos, cumpridores de suas missões, determinados, disciplinados e leais ao juramento que prestaram como oficiais do Exército Brasileiro.
#2 carlos I S. Azambuja 04-01-2015 15:51
Como é que os senhores Comandantes admitem ser comandandos por um cara desses?
#1 carlos de Carvalho 04-01-2015 14:58
O JACU vai aprender que as FORÇAS ARMADAS não têm partido político e respeitam as cores do BRASIL onde NÃO FIGURA O VERMELHO... e o sentimento que o domina: ÓDIO, VINGANÇA e REVANCHISMO. CUIDADO, JACU...
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