Tenho recebido enxurrada de e-mails fazendo apologia à candidatura de Lula e desancando a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, no segundo turno das eleições. É a máquina da propaganda mentirosa petista posta em ação justamente no meio – a Internet – em que a mentira não pode prosperar. A principal acusação que se faz contra o ex-governador paulista é a de que supostamente ele seria um “conservador”, implícito aqui o termo amaldiçoado pelas esquerdas: “direitista”. Já Lula recebe a crédito de ser o candidato dos excluídos, dos descamisados, dos deserdados da sorte. O que tem de verdade ou de mentira em tudo isso é o que eu pretendo explorar aqui.

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Uma pergunta semelhante foi feita pela Folha de São Paulo de hoje a dois articulistas (“A candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência representa uma plataforma conservadora?). Bolívar Lamounier, um deles, fez uma resposta bastante sensata e correta, enquanto um certo Leonardo Avritzer deu uma resposta ao estilo petista, bastante aloprada, que não paga o trabalho de comentá-la. 

O que de fato está em jogo nessas eleições é algo muito mais sério do que aquilo que os comentaristas políticos estão dando foco: trata-se da definição do eixo da nossa história política para os próximos decênios. Geraldo Alckmin representa os valores da sociedade aberta, da democracia, do livre mercado, do respeito ao indivíduo, da superveniência da pessoa em relação ao Estado. É toda a essência do que há de melhor na tradição política ocidental que é o seu escudo. Se Alckmin repetir na esfera Federal o trabalho excelente que fez enquanto governador, reduzindo a carga tributária, colocando o Estado a serviço do cidadão e conduzindo de forma sóbria as decisões de governo o Brasil seguirá o curso do amadurecimento político e do desenvolvimento econômico. Alckmin é um estadista como há muito tempo não vemos no Brasil. 

Lula é o seu oposto, em tudo e por tudo. É um desqualificado, um arrivista sindical que aviltou o poder de Estado a partir da Presidência da República. Criou e deixou prosperar ao seu lado o que o nosso procurador-geral qualificou de “quadrilha criminosa”, agindo dentro e a partir do Palácio do Planalto. Desorganizou nossa política externa, a ponto de uma nulidade como Hugo Chávez passar a ditar a agenda da nossa diplomacia e um país anêmico como a Bolívia ousar hostilizar militarmente a Nação brasileira. Nunca nesse País – para usar a expressão predileta de Lula – viu-se a dignidade nacional tão aviltada. Quando pôde aumentou os impostos e a regulamentação sobre a vida civil. Nunca me esqueço de que por muito pouco não passou a reforma tributária sobre as empresas prestadoras de serviços, que destruiria milhares de empregos e inviabilizarias setores inteiros, como o da Tecnologia da Informação, reforma que voltará à pauta tão logo ele venha a se reeleger. O estilo de governo lulista é facinoroso e pratica abertamente o desmando sobre as pessoas de bem. Por isso que dezenas de seus auxiliares estão ou presos ou com processos criminais abertos que provavelmente os condenarão. São, numa palavra, bandidos comuns. 

Seu partido, o PT, enquadra-se no esquema revolucionário leninista e nunca escondeu a sua pretensão totalitária, só não o fazendo ainda porque não conseguiu os meios para tal. Mensalão, malas de dinheiro, compras de dossiês, liberdade para o MST afrontar a propriedade privada de Norte a Sul, acordo com as Farc, estímulo ao PCC para liquidar com autoridades policiais, tudo isso é meio para se alcançar o fim último, a sociedade totalitária comunista que tem em Cuba o seu modelo e na ex-União Soviética um caso histórico a ser revivido na América do Sul. É o Mal por atacado em política. Lamento profundamente a omissão da nossa grande mídia em sonegar ao público essa informação tão importante quanto assustadora, fundamental para a decisão de voto dos brasileiros conscientes e alheios às coisas da política, a maioria do eleitorado. 

Geraldo Alckmin é um político de esquerda e, enquanto tal, não é conservador. Tem valores pessoais conservadores, é verdade, ao declarar-se católico, mas seu conservadorismo se esgota na vida privada. Na vida pública pratica o que a social-democracia tem praticado no mundo todo. Não se pode qualificar Geraldo Alckmin com seriedade de político de direita. Não o é. Mas ele não é um governante burro e tapado, que desconheça os limites da ação do Estado e que desrespeite os valores da sociedade livre.

Geraldo Alckmin é o oposto do golpismo que é o objetivo declarado de Lula, do PT e do Foro de São Paulo.

A opção de qualquer pessoa decente e comprometida com o Brasil e as futuras gerações é votar em Geraldo Alckmin. Eu o farei com a plena consciência de que estou escolhendo o futuro que legarei aos meus filhos. Falhar agora, isto é, não expulsar pelo voto a camarilha que tomou conta do Planalto é praticar uma irresponsabilidade diante da existência. Por isso, meu caro leitor, não tenha dúvida, ajude os homens de bem, aqueles que trabalham honestamente e pagam os impostos que bancam a boa vida dos parasitas, a tirar dos cargos públicos os maliciosos que tomaram conta do poder.

É Geraldo Alckmin para a Presidência do Brasil!

Nivaldo Cordeiro

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