Marco Antonio Esteves Balbi  - Cel EB Reformado
          O Ministro da Defesa do segundo mandato de Dilma foi escolhido para o cargo por vários motivos. Primeiro, seria mais um companheiro desempregado, embora tenha garantido uma polpuda aposentadoria e outras mordomias como ex-governador. Segundo, é um sindicalista e petista histórico, com ampla folha de serviços prestados ao partido e com muito ainda por contribuir. Terceiro, por já possuir uma experiência revanchista de substituir o nome de uma escola pública de um ilustre presidente da república por um bandido sanguinário. Com estas credenciais e argumentando possuir no seu currículo a passagem pelo Colégio Militar do Rio de Janeiro, convidou-se(?) para ocupar a pasta da defesa.

          O Ministro, até o presente momento, parece ter cumprido as praxes iniciais da assunção de qualquer cargo. Foi apresentado aos projetos das forças, em sua agenda consta ter visitado os três comandos das forças singulares, deve ter conversado com o Chefe do Estado-Maior Conjunto e já providenciou a dispensa do secretário-geral, antigo servidor do Ministério, baiano, mas que não partilhava da mesma mesa do acarajé, substituindo-o por disciplinada militante do partido, conhecida nas lides baianas e brasilienses.

          Ao presidir a passagem do cargo de Comandante da Força Aérea, o Ministro não se furtou a responder perguntas dos jornalistas presentes. O Ministro é experiente o suficiente para saber que estas perguntas de afogadilho, por vezes fora do contexto do evento, muitas vezes se prestam a ilações. Assim sendo, se não se precaveu quanto a isto, ou o fez propositalmente, para lançar um balão de ensaio ou para começar a cumprir a missão.

          Os repórteres quiseram saber o que o Ministro pensava a respeito das recomendações da comissão nacional dita da verdade. Ele poderia ter respondido, ainda não recebi qualquer orientação da presidente sobre o assunto ou ainda não o estudei com a profundidade necessária. Ou até ter recitado uma definição, das muitas constantes nos dicionários, para a palavra recomendação. Nenhuma das acepções têm o sentido de obrigatoriedade, de cumprir ou exigir o cumprimento.

          O Ministro apressou-se a dizer que o governo deve acolher e procurar cumprir. Gongo para o Ministro! Falou em nome do governo, então já está cumprindo a missão que lhe foi atribuída pela presidente? Ou, aproveitou a oportunidade para lançar um balão de ensaio, para ver a reação, tipo será que cola? E aí veio com toda aquela conversa esperta de garoto e adolescente  carioca, estudante e universitário, misturada com a de adulto jovem, sindicalista baiano, de que vamos fazer as coisas com muita tranquilidade. Sem especificar quais seriam estas coisas, adotou mais uma platitude do tipo, não foram as instituições, foram algumas pessoas blá, blá, blá...Depois, arguido sobre ideologia nas forças, respondeu que a ideologia seria o respeito à Constituição e dissertou que o Itamaraty e as Forças Armadas pertencem ao Estado brasileiro. Bom, espero que o partido do Ministro não queira realizar alterações na Constituição ou mesmo subvertê-la através de outros diplomas, como o famigerado Plano Nacional dos Direitos Humanos. O estabelecimento dos conselhos populares, ainda não completamente derrubado no Senado Federal é só um exemplo.

          Para finalizar, o Brigadeiro Rossato, que assumiu o cargo de Comandante da Aeronáutica, perguntado sobre o assunto respondeu que não tem envolvimento direto com o tema e que o mesmo está afeto à presidente e ao ministro. Prefiro não comentar!

Comentários  
#2 Jorge A. Escosteguy 02-02-2015 17:12
Prezados Editores:
Entendo apenas que o CMRJ não tem culpa alguma pela nomeação da "figura" para o cargo que passou a ocupar.
Um abraço.
#1 Jose 01-02-2015 19:29
Por favor! Em que época esse MD cursou o CMRJ? Alguém que foi contemporâneo dele no CM pode falar algo a respeito do seu procedimento?
Jose Antonio
Adicionar comentário