Aileda de Mattos Oliveira (31/1/2015)
Vontade de trabalhar não falta aos castores. Animais diligentes que constroem represas e diques, verdadeiros engenheiros da natureza, sem empreiteiras, sem intermediários, sem pressão do rei dos animais para levar a melhor parte.
Simplesmente, trabalham e, trabalhando, vão contribuindo com o ambiente no qual vivem, sem degenerar o estado dos riachos, suas tocas, seus lares naturais.
É incrível, quase inacreditável, mas já houve, no Brasil, presidentes castores, que trabalhavam sem alarde, sem transformar o governo na toca da politicalha, sem levar os milhões da ‘gorjetinha’, os milhares da ‘cervejinha’, tão a gosto de políticos de alma denegrida e fétida pelo volume da sujeira moral, vendida a qualquer Mefistófeles de feira, com ares de grande dirigente.

Esses presidentes eram verdes-oliva como a floresta amazônica, e nessa similaridade de cores e de silêncio, trabalhavam como castores na sua faina de construir represas, açudes e outras obras que lhes ditava a vontade política em prol do bem-estar da Nação, que eles próprios, dentro da filosofia que anima o pensamento da caserna, chamavam de “bem comum”.

Hoje, as piranhas, vorazes, invadem o espaço dos castores, usufruem da produção deixada por eles, e por mais que deem vazão a seus instintos destrutivos, são os engenhos desses presidentes, as obras dos seus programas de governo, as benfeitorias sociais que legaram à população trabalhadora, que ainda mantêm o País em funcionamento, que dá à Nação um resquício de soberania, um vestígio de civilização, uma migalha de cidadania.

Se ainda a água corre em nossas torneiras e temos luz para ler, usar a internet e ouvir o manancial de asneiras da governanta desvairada, não sejamos egoístas, rendamos as nossas homenagens aos castores militares que miravam o horizonte, enquanto as tacanhas criaturas mantinham e mantêm as correntes ideológicas, presas às suas já tão pequenas mentes.

O cardume, sedento, assumiu o patrimônio deixado pelos cinco presidentes que puseram mãos à obra em favor do País, porém, não tem dignidade de dizer o nome desses construtores, por não se coadunar com o bando ordinário de predadores o reconhecimento da produção alheia, os direitos autorais de outrem.
Os animais castores foram sendo dizimados pelos que queriam a sua pele e, com ela, embolsar o dinheiro do comércio da venda ilegal, razão da estúpida eliminação dos pequenos engenheiros.

Os presidentes castores também tiveram as suas peles postas a prêmio pela comissão da mentira, oficializada pela grande impostora, a laureada mentirosa, a embusteira, a mestra da impostura, a doutora em ardil, porém, incompetentíssima no leme da Nação.

Quem não gostar dos presidentes castores deve recusar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pois tem a assinatura do castor “golpista” Médici no documento que o criou em benefício da ingrata população.

Faça isso, deixe o dinheiro na Caixa. A sua presidente saberá usá-lo como pagamento da dieta argentina a que está submetida.
(Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa)

Comentários  
#9 Nestor 02-02-2015 12:35
Concordo plenamente com esse sucinto, porém, abrangente e substancioso texto da DRA. AILEDA DE MATTOS. Uma comparação inspiradíssima e perfeita. Em relação à conta da transamazônica, que pretendeu incorporar a remota amazônia brasileira ao restante do país e tornar mais próximo o caminho para o Pacífico, se ainda há alguma conta a pagar derivada de algum erro de estratégia, convém quem a sabe detalhá-la e dar ciência. Diante dos bilhões somente do Petrogate/Petro lão , Mensalão e TODOS OS OUTROS ASSALTOS AO ERÁRIO,desde que os civis voltaram ao poder (infelizmente para quem paga impostos), soa leviandade ou má-fé alguém pretender comparar essa roubalheira escancarada e cínica, elevada à condição de "tudo pela causa", à algum senão de percurso dos nossos SAUDOSOS CASTORES. Brasil, AINDA, acima de tudo e de todos.
#8 Luis Augusto 02-02-2015 08:53
A nossa realidade é essa ( http://vindodospampas.blogspot.com.br/2015/02/abriram-o-cerebro-de-um-petista-pra.html ) .
Agora, vai haver um banho de sangue, ninguém duvide.
#7 Luiz Carlos Pontes 01-02-2015 21:23
Esses castores deveriam voltar das cinzas e reverberar para as forças armadas deste país terem um pouco de civismo e amor ao seu povo e tomarem na marra o poder que hoje encontra-se infiltrado pela esquerda latino-american a na cabeça pensante do foro de São Paulo, cujo representante maior é lula seu fundador.

Não esperemos por dias melhores, pois cada dia os parasitas sugam o sangue de todos os brasileiros que trabalham para os donos do poder. E esses todos nós conhecemos.

É balela se difundir aos cantos do país que vivemos um Estado de direito democrático. Vejam até o STF está infestado de pessoas que protegem os poderosos, ao invés de serem imparciais.
#6 Francisco Cioffi 01-02-2015 21:07
Antes de criticar a Transamazônica que lá esta sendo usada e que ajudou a integrar para não entregar aquela região tão cobiçada, antes de criticar a Ferrovia do Aço cujos monumentais viadutos estão todos construídos, seria bom que fosse criticado aqui a falta das 30 Usinas Hidrelétricas que foram substituídas por DESNECESSÁRIOS Estádios de Futebol pelos quais estamos pagando mais cara a conta de luz Sr. Valdeke Silva ! Se o Senhor ainda tem energia elétrica para operar o seu computador foi talvez pela construção de Itaipu nos tempos dos Governos Militares ! Trinta anos dessa democracia de larápios ainda não foram suficienteso Senhor mudar o seu pensamento ?
#5 Carlos de Carvalho 01-02-2015 18:57
Mais uma vez somos brindados com excelente texto...
Pena que o JACU, peão, não vá saber interpretar o recado dado...
#4 Hamilton 01-02-2015 15:07
Excelente comentário, da Dra. Aileda
#3 Hamilton 01-02-2015 15:06
Excelente comentário da Dra. Aileda de Mattos
#2 Valdeke Silva 01-02-2015 14:53
Concordo em parte com o artigo. Mas não podemos nos esquecer que até hoje pagamos a conta de obras desnecessárias ou que não terminaram,como por exemplo a transamazônica, ferrovia do aço entre outras.
#1 Genesis Duarte 01-02-2015 14:25
Verdade, somos um povo que é como avestruz, coloca a cabeça na terra e fica alienado para a tudo, só pensa pelos outros, que fazem uma lavagem cerebral, para nos manter submissos aos ladrões do nosso dinheiro,da nossa saúde, segurança e da educação coitada que virou um lixo.
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