Por (Gen Ex José Carlos Leite Filho – 17/02/15
   “Uma nação pode passar um século sem guerra, mas não pode passar um dia sem estar preparada para ela.” A responsabilidade é grande e dela não podem fugir osgovernantes.   Infelizmente o Brasil não vive um bom momento político. Há falta de um estadista na condução dos seus destinos. Os Poderes constituídos têm se apequenado e a coesão nacional, fonte principal da manifestação popular, mostra-se abalada pela segmentação provocada e cultivada pelo Executivo a par da criação maquiavélica de “movimentos populares”.

   Inexistem  ou são negligenciados direitos e garantias fundamentais previstos na lei maior, tais como o de propriedade, da saúde e da segurança.  Diariamente a mídia dá conta da revoltante precariedade da assistência médica na maioria dos hospitais públicos do país.  A educação se mostra contaminada pelo ensino do marxismo previsto na grade oficial apesar de um trombetear matreiro de democracia e de uma recente aferição oficial do ensino médio expor a calamitosa situação de mais de 500.000 examinandos obterem nota ZERO em redação. Sabidamente não se trata de falta de recursos financeiros, mas sim de gestão e de honestidade de propósitos.

   De onde deveriam resplandecer os bons exemplos o que se vê é o uso contumaz da mentira, em especial nas campanhas eleitorais onde os currais armados pela  exploração da pobreza são  fontes proveitosas de votos de gratidão.

   No quesito segurança assiste-se agora o desvirtuamento do emprego das Forças Armadas, máxime do Exército, sem preocupação com a definição de responsabilidades cabíveis às instituições nacionais elencadas na Constituição Federal. Tal é o caso do rodízio rotineiro de tropas verde-oliva sediadas em localidades distantes e diversas,tais como Curitiba (PR), Natal (RN), Fortaleza (CE) ou Santana do Livramento (RS), na ocupação da Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Ao observador atento não escapará a lembrança do ansiado desejo da esquerda de uma reforma política capaz de fortalecer o Executivo e  dar força aos seus “movimentos sociais” em detrimento do Legislativo.

    Não se deve ter a veleidade de querer ser dono da verdade, mas expressar sem temor uma opinião é um direito inalienável. Ocupação de favela é missão de segurança pública, esta do esta competência bem definida na Constituição Federal (Art 144) como inerente a outras instituições. Somente com a exaustão dos meios destas é que o Exército deve  atuar, evidenciando situação excepcional que não é o mesmo que eventual falta de efetivo ou de adestramento policial.  Emprego rotineiro de tropa federal, como ora ocorre, é inovação política  enfraquecedora da instituição nacional que deve ser rechaçada da mesma forma como aconteceu com a tentativa de audiência obrigatória dos invasores de terra no cumprimento de decisões judiciais sobre reintegração de posse que mais visava o favorecimento do MST, sem  preocupação com a eficácia das ações.  As Forças Armadas, quando empregadas,necessitam de liberdade de ação já que têm que buscar a destruição do inimigo ou o esgotamento de sua vontade de lutar, o que  não é aplicável ao caso da favela carioca.

 Daí que não pode caber ao Ministério da Justiça decidir a esse respeito.  E se a favela onde o tráfico, o assalto e a violência não forem cariocas, mas estiver localizada  no Pará,  Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Amapá ou em qualquer outra unidade federativa, caberá ao Exército garantir a segurança pública em detrimento da defesa e da soberania do país? Provavelmente, assim o desejam reformadores embutidos.

   Em verdade, o Estado se mostra incompetente e o marginal parece acreditar que o crime, no Brasil, compensa. As entidades que deveriam preservar a  incolumidade das pessoas e do seu patrimônio se apresentam, com pequenas exceções, carentes de meios e de pessoal a par de uma legislação e estrutura judiciária inadequadas. Cria-se uma Força Nacional de Segurança bem remunerada e capaz de gerar dividendos políticos pela mobilidade que lhe é assegurada, mas apta apenas a remendar e  incapaz de solucionar. 

   Enquanto houver 39 ministérios no governo federal e a veracidade não for um predicado dos governantes, os problemas brasileiros flutuarão como uma nau perdida no oceano.

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Comentários   
#5 Valdeke Silva 21-02-2015 12:34
Toda e qualquer iniciativa de melhorar a vida dos brasileiros é válida, seja na área da educação, saúde e segurança pública, mas nada funcionará enquanto não se definir o que queremos ser, socialistas ou capitalistas.Nã o há no mundo um país desenvolvido que não tenha isto muito bem definido.Enquan to quisermos ser ricos, mas aceitar que o governo tungue 40% de tudo que produzimos para tocar esta máquina obesa e corrupta, não iremos a lugar algum.Daremos um passo à frente e dois para trás.
#4 fim de linha 19-02-2015 11:33
Quando se esta diante de uma solução dura para um caso que não admite solução digamos, "meiga", as vozes vacilantes e "piedosas" começam a clamar por uma chance, uma única sequer; os omissos e covardes para evitar o que tem que ser feito entregam então ás mocinhas bem intencionada,s a tarefa de gerir o problema, o que ocorre é o agravamento geométrico do problema. Ele será resolvido, com certeza, pelos brasileiros e suas mocinhas ou pelos estrangeiros de maneira bem mais dura. O Brasil está se transformando num centro de financiamento internacional do terrorismo e das tiranias e vai merecer em breve a perda da sua soberania, o desmonte como nação. Quem pode e deve não faz nada quem não pode com certeza não fará.
#3 Roberto Albernaz 19-02-2015 05:42
No Brasil são investidos muito poucos recursos em segurança,educa ção e saúde.São pilares essenciais para a formação de uma sociedade civilizada.A preocupação de seus governantes,são apenas se manterem no poder com seus altos salários e mordomias.Quand o o Estado neste caso o Estadual se depara com o aumento do crime organizado e não consegue impor autoridade e força,tenta solucionar o problema colocando nossas FFAA no conflito.E o que é mais grave ouvir de uma autoridade cara de pau do ministro da Justiça que nossas cadeias são um lixo!O lema desse novo velho e arcaico governo é Brasil educador.... é uma piada!Ou se investe em saúde,educação e segurança ou viveremos sempre a colocar cada vez mais as FFAA nestes conflitos,onde até mesmo as nossas FFAA estão sucateadas e sem dinheiro.
#2 A.P.Fernandes 18-02-2015 22:16
Por que os comandantes militares aceitam cumprir ordens erradas, como o emprego desvirtuado das Forças Armadas, como dito acima, e desse modo indo de encontro a Constituição Federal. Por que ? Por que ? Não deveriam dar o exemplo ? Estão deste modo coniventes e comentendo diversas irregularidades , de acordo com os ditâmes constitucionais . Sabemos desde tempos de caserna , que ordem errada não se cumpre, ou já foi o ditado modificado, para o bem da hierarquia e disciplina que hoje conhecemos, com muita tristeza.
#1 Carlos de Carvalho 18-02-2015 19:37
No fundo isso tudo faz parte da CAMPANHA DE DESMORALIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS quando estas deveriam, em grande parte, se ocupadas das fronteiras mas, são países amigos do PARTIDO SÓCIO-CHORUME - PT. Fiquem de olho na PEC-51 tão ansiada pelo FORO DE SÃO PAULO - ANURO BARBUDO na criação dos BOINAS VERMELHAS em substituição às PMs ESTADUAIS...
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