Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref

A seguir, transcrevo uma matéria publicada no jornal "Ombro a Ombro" que assim como os seu fundador , Cel Pedro Shirmer, já não existe mais.  É a respeito de um grupo de oficiais que eu, orgulhosamente, integrava. Quando os fatos, a seguir narrados, se passaram, eu já estava no Uruguai , como Adido do Exército. Ontem dia 20/07/2008; o mesmo Coronel de Engenharia me visitou e durante a nossa conversa me afirmou que tudo se passou como está abaixo transcrito.

Texto completo

 

"Havia nos anos 80, em Brasília, um grupo de oficiais que se reunia no saguão do Quartel-General do Exército, no intervalo entre o almoço e o  início do expediente da tarde. Eram todos coronéis antigos no posto: Coronéis modernos eram aceitos no grupo desde que se limitassem a ouvir.
Se ousasem opinar, tinham como resposta um silêncio nada cerimonioso - sinal de que não estavam agradando.
O local era conhecido como "boca maldita", razão pela qual muitos havia que passavam ao largo, por receio de se comprometerem. Falava-se de tudo, com destaque para a "marreta".
Corria o ano de 1984. A Revolução de 31 de Março dera "luz verde" à "abertura", não obstante os bolsões de resistência à entrega do Governo aos políticos.
Eleito Tancredo Neves, pelo Congresso, os frequentadores da "boca maldita" especulavam sobre a sua investidura na Presidência da República. Toma posse? Não toma posse? Foi aí que um Coronel de Engenharia se manisfestou: Tancredo não toma posse! Mas como? Um retrocesso na "abertura"? Revolução dentro da Revolução?.
Passavam-se os dias e sempre que o assunto vinha à baila, o Coronel sustentava, com vigor, a convicção de que Tancredo Neves não tomaria posse. Olhares interrogativos de esguelha pairavam no ar. Sorrisos contidos e nem todos contidos...
Após o almoço de 14 de março de 1985, véspera do dia marcado para a posse, o grupo está formado quando surge o Coronel de Engenharia. De imediato, espocam interrogações e afirmações jocosas: é amanhã, companheiro...
E o de Engenharia, tranquilamente, falou: amanhã é amanhã, hoje ainda é dia 14! Risos, olhares.
E eis que naquela noite, Tancredo Neves baixa ao hospital e não toma posse!
Em reunião a seguir, o tom de gozação cedeu lugar à curiosidade, daí perguntas como: baseado em que, as suas afirmações? E responde o de Engenharia: - quem me disse foi meu guia espiritual, que nunca falhou!
Ante a resposta, seguiu-se um pedido do grupo: volte ao seu guia, pergunte-lhe o que vai acontecer depois e nos conte.
Passados alguns dias, retorna o de Engenharia e diz: - Meu guia falou que tudo se arranjará: Haverá um período de democracia plena, que não se pode dizer a duração porque a unidade de tempo no plano espiritual não coincide com o calendário terreno: depois, virá um período de trevas com uma ditadura braba jamais vista no Brasil... 
 
 
Durante a luta armada, nas décadas de 60 e 70, todas as organizações terroristas tinham como objetivo principal a formação de um  "Exército de Libertação Nacional" . Segundo elas só com a formação desse exército seria possível tomar o poder no Brasil.
 
Nunca conseguiram atingir esse intento. Foram sempre combatidas pelos órgãos de repressão.
 
Hoje, esse exército já existe, como podemos ver pelo que abaixo está descrito. Ele é apoiado e mantido com dinheiro público, com a ajuda do governo federal,  de governos estaduais, de prefeituras municipais, com uma grande parte da Igreja Católica e até de ONGs com sede no exterior.
 
Saqueiam, roubam, causam prejuizos aos proprietários das terras invadidas e nada lhes acontece. Ninguém é punido, ninguém é preso. São intocáveis.
 
Estão prontos para o combate, devidamente instruídos e enquadrados.
 
Querem Stédilie para presidente. Querem a revolução socialista .
 
No mundo inteiro sempre que militantes dessa ideologia assumem o poder, o extermínio dos dissidentes é de milhares ou talvez de millhões de pessoas.Os primeiros s serem fuzilados são os oficiais do Exército , como aconteceu na Polônia e em Cuba.O tempo que permanecem no poder é de muitos anos.
 
 Da maneira como as coisas estão andando: com a amoralidade  imperando; com a corrupção cada vez maior em todos os escalões; com o crime organizado dominando as principais cidades; com ministros interpretando leis de acordo com a sua ideologia; com juristas afirmando que as cláusulas pétreas da nossa Constituição não tão pétreas e que o direito adquirido é muito relativo; com o povo desesperado com a falta de segurança; com as Forças Armadas achincalhadas, sucateadas, sem munição, sem comida e sem recursos para sobreviverem; creio que a ditadura sangrenta,  jamais vista no Brasil, prevista pelo guia espiritual do meu amigo Coronel de Engenharia, acontecerá   quando o MST, pela luta armada, assumir o governo deste país.
 

 



Veja estas manchetes de jornais:
       

    * MST: 2 milhões de militantes e 1.800 escolas
    * 200.000 crianças no Brasil aprendem no Livro Vermelho de Mao
    * País terá graduação para assentados
    * Graduação na USP só para aluno assentado
    * MST forma professores e prega luta
    * Projeto (para professores da roça) é inspirado em graduação para sem-terra.

       

Não é assustador?

    * Estão matriculados 160.000 sem-terrinhas nas 1800 escolas públicas dos assentamentos e acampamentos. São reconhecidas pelo MEC e mantidas, evidentemente, com recursos que vêm do Governo.
    * Existem cursos exclusivos em cerca de 20 universidades para formação de sem-terra, por convênio. Esses cursos são, na maioria, pagos pelo Incra. Para se candidatar ao curso é preciso ser assentado, filho de assentado, não ter formação superior e trabalhar como educador em escolas.
    * Uma universidade própria, a Florestan Fernandes. Inaugurada em janeiro de 2005, em novembro do mesmo ano formava 60 alunos em cursos de especialização, com a presença do secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci. Bem destacada no centro de cada diploma estava a frase: “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres. Não se deixe cooptar. Não se deixe esmagar. Lutar sempre”
    * Existe ainda um projeto de uma escola sul-americana de agroecologia, cujo protocolo de intenção para sua implantação no Estado do Paraná foi assinado pelos governo do Brasil, Venezuela, Paraná e pela Via Campesina.
    * Acaba de ser noticiado que, pela primeira vez no País, teremos estudantes saindo de universidades com o diploma de professor rural. O Ministério da Educação fechou convênio com cinco universidades para a formação desses cursos. Segundo o MEC, esses cursos são inspirados nos Cursos de graduação para os sem-terra. Há três anos existem esses cursos na UFMG – Universidade Federal de Minas Gerias. Na aula inaugural de 2005, discursou Armando Vieira, líder do MST em Minas. Sabem o que pregou? “As Universidades são latifúndio, e nossa presença aqui é uma ocupação”! Como se vê é pura luta de classes e subversão. Agora imaginem a doutrinação que será feita quando formarem os professores para as 96 mil escolas rurais, freqüentadas por 6 milhões de aluno.

Por que essa exclusividade?


A Revista Época, em reportagem que ficou famosa, escreveu:

“Há 20 anos eles eram crianças colocadas pelos pais na linha de frente das invasões, para constranger a polícia e suas baionetas. Hoje eles são o comando de ocupações, marchas e saques pelo Brasil afora. A nova geração do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a primeira nascida nos acampamentos e formada nas escolas da organização, chegou ao poder.”

Eis o que pregam alguns desses alunos:

● “Quando boa parte do povo estiver pronta para pegar na enxada, a gente faz uma revolução socialista no Brasil”.

● “Meus pais só queriam um pedaço de terra. Agora queremos mudar a sociedade, mesmo que não seja pela via institucional”.

●” A gente precisa ir para a luta, acampar e viver o desconforto para destruir o capitalista que vive dentro de nós”.

●“Quando 169 milhões de pessoas no País quiserem o socialismo, não vai ter jeito. Nem que seja pela força”.

● “Queremos a socialização dos meios de produção. Vamos adaptar as experiências cubana e soviética ao Brasil”.

Eles querem a revolução! E pela educação vão formar revolucionários para incendiar o campo...

Essa é das piores e mais perigosas espadas que estão sobre a cabeça do produtor rural.

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http://www.paznocampo.org.br:80/

 

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