Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra - 15/04/15 -

 

Em matéria publicada na Revista O Globo de domingo com o título “ O império contra-ataca”, no ano em que Carlos Imperial completaria , se fosse vivo, oito décadas, em novembro de deste ano, Renato Terra e Ricardo Calil dirigem um documentário, que estreia na próxima sexta-feira, dia 17/04/15, dentro da programação do festival “ É tudo verdade”.

Segundo o texto, “as múltiplas facetas de Carlos Eduardo da Corte Imperial, produtor musical, compositor, jornalista, apresentador, marqueteiro, botafoguense, portelense, mulherengo e, com muito orgulho, pilantra, estão no documentário “Eu sou Carlos Imperial”O Interesse dos dois surgiu após fazerem várias entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo , Roberto Carlos e outros para “Uma noite em 67” . Segundo a matéria, “muita gente citou o nome de Carlos Imperial e ficaram fascinados por esse personagem, pouco conhecido pela nova geração.”Ainda segundo eles , “se algum roteirista de ficção escrevesse um personagem como o Imperial , o público no cinema não acreditaria, acharia inverossímil.”

 

O Ponto de partida do filme foi o livro “Dez, nota dez! Eu sou Carlos Imperial “(Planeta), de Denilson Monteiro , publicada em 2008.

Como diz um dos seus filhos “ censurar qualquer coisa envolvendo Carlos Imperial é absurdo . Demos carta branca para o livro, o documentário e agora o musical abordarem o lado bom e o lado ruim . Não dava para, depois de morto, papai virar santo.”

Para o site www.averdadesufocada.com , a vida conturbada de Carlos Imperial , não apresenta muito interesse , mas uma parte dessa matéria é bastante elucidativa  e reforça o que abordamos com alguma frequência : As narrações sobre torturas sistemáticas que levaram muitas pessoas , como Carlos Imperial, a se beneficiarem com mentiras e tirarem proveitos narrando-as com detalhes que as fizeram tirar proveito em carreiras artísticas, jornalísticas, em indenizações milionárias  e principalmente ajudando-os a alcançarem cargos políticos .

Vejamos o que diz ainda seu filho: “Precisei vender todos os cachorros (Cerca de 110 rotteweilers) para pagar as custas de mais de 20 processos que existiam contra o papai”. Ele era muito encrenqueiro . Falava mal de todos, não tinha medo de ninguém.”

“Uma das lendárias encrencas foi no Natal de 1968, quando Imperial resolveu distribuir cartões de “boas festas” para amigos e inimigos. No lugar de um fofo bom velhinho, uma foto do próprio, sentado no vaso sanitário e com mão no queixo, ilustrava a dedicatória: “Espero que Papai Noel não faça no seu sapato o que estou fazendo neste cartão”.

“A irreverente mensagem foi parar na mão de um militar e, em plena ditadura, Imperial foi parar na Ilha Grande , fichado pelo Dops( Departamento de Ordem Política e Social da polícia)

Tempos após a prisão , ele relatou , em tom heroico , que foi torturado e que chegou a levar um tiro no joelho.”

-“Tudo mentira. A cicatriz no joelho era de uma cirurgia de varizes . Ele viveu um mês lá tocando violão e passeando no barco do Castor de Andrade, que conheceu na ilha” - relata o biógrafo Denilson Monteiro – Soube usar a prisão a seu favor até quando se candidatou a vereador , nos anos 80.

Era um articulador de primeira.”

Foi um dos vereadores mais votados do Rio de Janeiro

E assim muitos vão reescrevendo a história e a Comissão da Verdade, vai mudando laudos e fatos, baseada em depoimentos falsos para doutrinar o povo e deturpar a verdadeira história.

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