Imprimir
Categoria: Forças Armadas
Acessos: 2481

Resumo da palestra do Cmt Militar do Sul, ontem, no CPOR/PA.
Publicado em Zero Hora de 16/09/15.
INFORME ESPECIAL | Tulio Milman, página 2, (ele estava lá)
Novos tempos
Um general de exército, diante de uma plateia composta por civis e militares, completamente aberto ao diálogo. Aconteceu ontem, em Porto Alegre, na abertura de um evento organizado pelo CPOR.(obsrvação minha: muitos civis, inclusive alunos de faculdades. militares da reserva e alunos CPOR)
O comandante militar do Sul, general Antônio Mourão, expôs suas visões sobre o Brasil contemporâneo para um auditório lotado. “São as minhas opiniões”, deixou claro antes de começar. Alguns dos posicionamentos de Mourão, um dos militares mais influentes do país:

Sobre a política no Brasil:
-“Os políticos viraram escravos das pesquisas de opinião. Esquerda e direita se encontram na corrupção”.

-“Cadê o líder aqui na América do Sul? Temos algumas figuras de folclore”.

-“Não é possível que um governo tenha 22 mil cargos de confiança para nomear”.

Sobre relações exteriores:

-“O Itamaraty foi bypassado pelo Foro de São Paulo. É ele que dá o ditame de uma diplomacia paralela”.

Sobre o papel do Exército:

-“Nós sabemos como fazer. O que fazer tem que ser definido pelo conjunto da sociedade”.

-“O emprego do Exército na segurança pública deve ser limitado no tempo e no espaço. Somos treinados para outra coisa. Mas a gente não escolhe missão”.

Sobre a qualidade das informações passadas aos governantes:

-“Quem decide precisa de uma agência de inteligência forte. Hoje, nossos agentes são escolhidos por concurso e têm seus nomes publicados no Diário Oficial. O Brasil é o único país do mundo onde isso acontece”.

Sobre o desfecho da crise política:

Mourão identifica quatro cenários possíveis para o Brasil.

-1. Sobrevida – Mesmo enfraquecido, o governo Dilma chega ao final do mandato.

-2. Queda controlada – Dilma renuncia ou se afasta por iniciativa própria, negociando a transição.

-3. Renovação – Descontinuidade do governo com novas eleições.

-4. Caos.