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 Efe
Lula 'prometeu enviar ministro da Defesa para ação conjunta', diz presidente boliviano; confrontos já mataram 15.

 

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Evo durante coletiva de imprensa em La Paz

CARACAS - O chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta terça-feira, 16, a seus opositores que "não façam o povo sofrer" e anunciou que acordou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuar em conjunto para desmantelar grupos armados em seu país. Lula "me prometeu enviar seu ministro da Defesa para fazer essa ação conjunta", ressaltou Evo por telefone em uma conversa transmitida em meio a uma coletiva de imprensa do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

 O presidente boliviano acusou o governador de Pando, Leopoldo Fernández, detido nesta terça, e o ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga, dirigente da aliança opositora Podemos, de "organizar" o grupo paramilitar Forças Expedicionárias. "Estão acostumados a utilizar a violência" e "agora usam narcotraficantes, paramilitares e sicários" que operam na fronteira com o Brasil.

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Evo também ressaltou que as Forças Armadas de seu país "vão cumprindo com a tarefa encomendada pelo Executivo no marco do estado de sítio para defender a vida em Pando". Segundo ele, graças a isso e às negociações que já geraram "avanços importantes" com o governador regional de Tarija, Mario Cossío - porta-voz dos líderes autonomistas de Santa Cruz, Beni e Chuquisaca -, existe o compromisso de "devolver imediatamente as instalações" do Executivo nessas regiões.

"Que de uma vez devolvam as instalações", continuou Evo. Ele ressaltou ainda que partidários "não de Evo, mas da democracia", efetuam "vigílias simbólicas" nas instalações de gás natural para garantir as exportações a Brasil e Argentina.

"Tenho muita fé na consciência do povo boliviano", acrescentou Evo que voltou a agradecer a ação da União de Nações Sul-americanas (Unasul) em apoio à democracia boliviana, e especialmente à solidariedade de Chávez.