Por Robson Merola
Há 52 anos, em 31 de março, as Forças Armadas atendendo ao pleito ostensivo de significativa parcela da população nacional, interveio no caos que se instalava na Nação e deu início ao ciclo dos governos militares que durou 21 anos. Cinco Oficiais Generais ocuparam a Presidência do Brasil: Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. Como é público e notório, nenhum deles enriqueceu no exercício do cargo. Nenhum deles foi vítima de panelaço, deu vexame em público, falou frases ininteligíveis ou destruiu a economia nacional. Ao contrário, naquela época o Brasil viveu o seu “milagre econômico” (início dos anos 1970). Quem viveu aquele período, se lembra perfeitamente. Quem não viveu sugiro que leia livros de história que não foram contaminados pelo germe esquerdista da mentira.

Tendo em vista o ocorrido em 31/03/1964, muitos se perguntam: por que as Forças Armadas do Brasil não intervêm de novo na política para acabar com o caos, punir os corruptos e recolocar o Brasil no rumo do desenvolvimento? A resposta necessita de uma análise dos fatos. A esquerda derrotada na sua patética tentativa de tomar o poder pela força das armas, mudou a sua tática. Passou a investir no marketing de apelo popular com duas linhas diferentes, mas caminhando de mãos dadas: de um lado, passaram a vender a imagem de salvadores da pátria e protetores dos pobres; venderam a idéia de que a honestidade seria privilégio apenas deles. A atitude messiânica de seu principal líder deu no que deu: Lula foi alçado à presidência carregando consigo a esperança de milhões de brasileiros. Mas, nada como um dia após o outro para o caráter de alguém se revelar. O “luilinha-paz-e-amor” já se foi; sua verdadeira face foi revelada por ele mesmo ao se comparar a uma serpente venenosa. Na outra ponta da linha, as esquerdas fizeram um trabalho minucioso de desacreditar e denegrir a imagem das Forças Armadas ou de qualquer pessoa que não comungasse de seus ideais. Se o argumento não fosse suficiente, utilizavam o grito e a intimidação. E como a esquerda adora vociferar! Infelizmente, foram bem sucedidos, pelo menos até certo ponto. Afinal, o índice de confiabilidade das Forças Armadas do Brasil revela o seu prestígio junto à população brasileira.

Já se pode responder à pergunta que não quer calar: as Forças Armadas vão retomar o controle do Brasil? Sim e não! Sim porque a esquerda quer implantar o caos no Brasil após a inevitável queda de Dilma Rousseff. Quem estiver governando, precisará das Forças Armadas para controlar a turba de malfeitores que está ameaçando a parcela honesta, direita e trabalhadora do Brasil. Porém, a resposta também é negativa, porque as Forças Armadas não farão absolutamente nada fora da legalidade ou da legitimidade que lhe confere a confiança do povo brasileiro. Não haverá quarteladas. Mas haverá se necessário, o restabelecimento da ordem e da paz social. Quem semeia vento, colhe tempestade. As nuvens escuras já estão no horizonte.

Entretanto, é preciso que esse ponto fique absolutamente claro, caso as Forças Armadas tenham que ir para as ruas e controlar o caos, ou colaborar de outras formas necessárias para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e da credibilidade internacional, não o farão nos termos atuais. Hoje, os integrantes da Força são quase cidadãos de segunda classe: não podem se manifestar publicamente sobre política; tem que se contentar com migalhas do orçamento, são alvos constantes de ataques tanto da esquerda quanto da parcela da população que mal informada e sem senso crítico acaba colaborando para denegrir a imagem daqueles, que em primeira e última instância, são os maiores defensores do povo e da democracia no Brasil. As Forças Armadas do Brasil tem que ser reconhecidas exatamente pelo que foram e pelo que são: todas as vezes que o Brasil precisou elas estavam presentes, tanto nas lutas internas, quanto externas; já salvaram o Brasil da ameaça comunista em diversas ocasiões no século XX; estão em todo o território nacional levando a presença do Estado em locais completamente inacessíveis; são reconhecidamente coesos, profissionais e patriotas. Não é a toa que as esquerdas temam tanto as Forças Armadas: elas sabem que não podem vencê-las em quaisquer dos campos de batalha – nem na luta armada, nem na ideológica, nem na honestidade, nem na competência e nem no patriotismo. Sempre foram e sempre serão derrotados quando confrontados com nossos soldados, armados ou não.

Justamente por isso, 31 de março não é apenas um dia a mais no calendário. Antes, é uma data a ser lembrada e reverenciada. Ciente da importância simbólica desta data, o Grupo TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais – se reúne mais uma vez em 31 de março e celebra uma missa em memória pelos mortos da luta armada; tanto para os que tombaram em defesa da nação brasileira e pela liberdade, quanto por aqueles que foram derrotados no seu sonho louco de implantar uma ditadura comunista no Brasil; sem se esquecer dos inocentes, vítimas dos assaltos a banco, atentados terroristas ou outros eventos. Aos mortos não importa mais a motivação da luta: a terra os iguala; são apenas combatentes ou inocentes que pagaram com seu sangue a tentativa da esquerda de implantar o comunismo no Brasil. 31 de março é, portanto, muito mais do que uma data: é um marco na história do Brasil, ainda que as esquerdas neguem e queiram esquecer esse dia ou deturpar seu sentido. 31 de março foi o dia em que os brasileiros se posicionaram ao lado do mundo livre, dizendo não à ditadura, não ao terror comunista, não à crueldade vermelha.

Por isso, os homens e mulheres livres do Brasil, fardados ou não, podem bradar a plenos pulmões:

Salve 31 de março!

Que em nossos corações e mentes essa data seja sempre reverenciada!

 

Comentários  

0 #1 Daniel Albuquerque 31-03-2016 14:26
salve, Salve!!! E POR TODA A VIDA SEJA COMEMORADO O DIA 31 DE MARÇO DE 1964 - EM MEMÓRIA DA CONTRARREVOLUÇÃ O RENDENTORA

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