Líder do MTST alerta que haverá "resistência" em caso de impeachment

Portal Terra 1504/16 - 
O líder do Movimento dos Trabalhadores sem-teto (MTST), Guilherme Boulos, alertou nesta sexta-feira que haverá uma "resistência muito forte" contra o que chamou de "golpe de Estado" que visa o impeachment da presidente Dilma Rousseff, embora também tenha se mostrado contra a política do governo e a considere "indefensível".
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Em entrevista à Agência Efe, Boulos ressaltou que o MTST não está nas ruas para defender Dilma, mas para protestar contra o "golpe" e contra o que alega ser "uma escalada de intolerância fascista que ameaça a democracia".

O principal dirigente do MTST criticou a política econômica do governo Dilma, que considerou de "direita", e advertiu à presidente que, se continuar com um programa que ele afirma ser liberal, "será tão enfrentada nas ruas" quanto o vice-presidente Michel Temer.
Dilma, acrescentou, "parece sofrer da síndrome de Estocolmo".
"Quanto mais batiam da direita, mais girava à direita. Ela passou um ano e meio tentando desesperadamente que a direita fosse sua amiga, e a direita continua querendo derrubar esse governo", afirmou.

"Se Dilma passar por esse processo, seu governo permanecer e ela mantiver a política que estava aplicando, esse governo não terá condições sociais e políticas de ir até 2018. Nesse caso, não merece ir até o final", ressaltou.

Para Boulos, "não há motivos para defender" o governo Dilma, mas as pessoas

O líder do MTST se mostrou convicto de que o vice-presidente, primeiro na linha de sucessão, tem nas mãos um "projeto de retrocesso histórico" que pode "acabar com os subsídios e os programas sociais".

"Crer que isso vai acontecer no Brasil sem uma resistência é algo ilusório. Fazer isso e pensar que a sociedade vai se acalmar e todos vão ficar bem é uma ilusão de quem não conhece a história dos movimentos sociais no Brasil", disse.

"Haverá resistência e será um momento de conflito social no Brasil", frisou.

Boulos foi denunciado recentemente por PSDB e DEM por "incitação ao crime" após declarar que, se avançar o processo de impeachment de Dilma, o Brasil será "incendiado por greves, ocupações e mobilizações" e que

O líder do MTST considerou "escandaloso" que dois partidos tentem "criminalizar" os movimentos sociais e ressaltou que "há uma direita fascista cheia de raiva nas ruas".

 

 

 

 

 

"Sentiram o golpe. Pensaram que era carnaval, mas perceberam que a resistência vai ser muito forte e não será tranquilo. Nas ruas, o jogo está ficando equilibrado", alegou.

 

Para Boulos, o Brasil está se "aproximando" da Venezuela "no pior dos sentidos", já que, segundo ele, a direita brasileira está assumindo os "métodos golpistas da venezuelana".

 

"No Brasil, temos um governo acovardado que não fez nenhum enfrentamento e temos uma direita tão violenta quanto a venezuelana", acrescentou Boulos.

 

Neste cenário, ele disse considerar que a esquerda brasileira "precisa de um novo projeto", no qual não está incluído o PT.

 

"A alternativa é a luta social. É hora de fortalecer a luta contra os privilégios do país e radicalizar a democracia", acrescentou.

 

Comentários   
#3 Valdeke Silva 23-04-2016 21:34
Se o Brasil fosse um país sério, este sujeito já estaria na cadeia por incitar a violência. Além do mais é um mentiroso quando diz que a direita brasileira é violenta.De qual direita ele está falando? E de qual violência? A única violência a que estamos assistindo é de grupos como o MTST de Boulos. O restante da população só quer trabalhar em paz!
#2 Vaulber B. Pellegrin 16-04-2016 17:06
Tudo isso que hoje presenciamos é fruto de uma MALDITA ANISTIA!!!!!
#1 Tavares 15-04-2016 20:25
Interessante como mentem. Será que acham que todo mundo é idiota ?, bom o velho papo para boi dormir e lagartixa cair da parede.
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